Um escândalo de proporções crescentes assombra o Conselho Autárquico de Quelimane, com denúncias generalizadas de desvio sistemático de receitas e uma falta gritante de transparência. Cidadãos e empresas estão a denunciar o sumiço deliberado de recibos na Repartição de Receitas, um problema que aponta para um esquema de fraude e uma cultura de impunidade que mina a confiança na administração local.
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O caso mais flagrante envolveu uma das grandes companhias de telecomunicações que operam em Moçambique. Desde março deste ano, a empresa aguarda a emissão dos comprovativos de pagamento de várias taxas e impostos municipais.

A ausência desses recibos não é apenas uma falha burocrática; coloca a empresa sob o risco de ser multada pela própria autarquia por uma alegada falta de pagamento, quando, na verdade, já cumpriu com as suas obrigações. Frustrada com a inação, a empresa enviou uma carta formal ao Direcção do Conselho Autárquico de Quelimane, exigindo a emissão imediata dos documentos, um grito de socorro que até agora encontrou apenas o silêncio.
Em paralelo, o Jornal Txopela tem provas documentais de outro caso alarmante. Uma empresa do sector comercial, Shoprite de Quelimane, pagou o Imposto Predial Autárquico de 2025 em 22 de maio, mas até hoje não recebeu o recibo correspondente, muito menos a vinheta do imposto. Estes não são incidentes isolados; são sintomas de um problema sistémico que afecta vários munícipes e levanta questões sobre a integridade da gestão financeira no Conselho Autárquico de Quelimane.

Marchal Manufredo: O nome no centro das acusações de desvio
Por trás destas práticas ilícitas, um nome é consistentemente apontado: Marchal Manufredo, o chefe da Repartição de Receitas do Conselho Autárquico. As acusações contra Manufredo são graves: ele é suspeito de desviar fundos da edilidade através de práticas obscuras, tudo para alcançar “objetivos inconfessos”. Colegas de trabalho têm denunciado o seu comportamento “impróprio” e os seus “procedimentos menos profissionais” dentro da instituição, o que sugere um padrão de conduta inadequada que já vinha sendo observado internamente.

A investigação do Jornal Txopela encontrou resistência directa por parte de Manufredo. Num contacto com a nossa redacção, o chefe da Repartição de Receitas negou gravar entrevista e prestar quaisquer informação ao nosso jornal, advogando que é vitima de uma cabala interna, chegou a questionar o profissionalismo do repórter do Jornal Txopela e tentou, sem sucesso, dar-“conselhos” sobre como deveria exercer a sua atividade jornalística. Esta tática de intimidação e obstrução ao acesso à informação é típica de indivíduos e instituições que buscam ofuscar a liberdade de imprensa e dificultar o papel do jornalista de informar de forma imparcial e livre.

Adiante, perante a insistência, Manufredo chegou a convidar o editor a desistir, como forma de, segundo suas palavras, salvaguardar a sua imagem e reputação profissional, por se achar inocente, estando alegadamente a ser vítima de ingerência interna por parte daqueles que apelidou de inimigos do seu brilhante trabalho.
Até ao fecho desta reportagem, o Conselho Autárquico de Quelimane não emitiu qualquer posicionamento oficial sobre as graves denúncias. O Jornal Txopela reitera o seu compromisso de perseguir este caso e trazer à tona todos os desenvolvimentos.
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