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Manifestações agravam crise económica e expõem fragilidade do Estado — OMR

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As manifestações pós-eleitorais que eclodiram em Moçambique a partir de 31 de Outubro de 2024 deixaram um rasto de destruição humana e material, aprofundando uma crise económica já instalada. Segundo uma análise do Observatório do Meio Rural (OMR), o país entrou nos protestos mergulhado em múltiplas crises estruturais, que vão desde o sobreendividamento público à recessão, desemprego e inflação elevada.

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O estudo, publicado esta semana no Destaque Rural nº 339, revela que os protestos — convocados pelo ex-candidato Venâncio Mondlane sob o lema da “reposição da verdade eleitoral” — resultaram em 315 mortes e mais de 3 mil feridos, incluindo 22 agentes das Forças de Defesa e Segurança, além da destruição de 1.677 estabelecimentos comerciais e 226 infra-estruturas públicas.

No plano económico, os impactos foram imediatos: o Produto Interno Bruto registou uma contracção de 4,9% no último trimestre de 2024, a inflação alimentar subiu para 7,8% e mais de 50 mil postos de trabalho foram afectados, com prejuízos estimados em cerca de 32,2 mil milhões de meticais (504 milhões de dólares), de acordo com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

O estudo do OMR critica a resposta do governo, classificada como limitada, simbólica e de baixo impacto, consistindo na eliminação de alguns cargos governamentais, isenção do IVA para produtos básicos, criação de um fundo de apoio empresarial e medidas pontuais no sector dos transportes. Segundo o relatório, estas acções “não visam aumentar o poder de compra nem respondem de forma estruturante às causas da crise”.

A análise alerta que a continuação do ciclo de repressão, instabilidade política e ausência de reformas estruturais poderá agravar a fragilidade do Estado e a desconfiança dos investidores. O relatório conclui que “não existem milagres económicos” e que a recuperação requer medidas de médio e longo prazo, baseadas em diálogo efectivo e políticas públicas inclusivas.


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