Como é possível um navio do tamanho de dois campos de futebol permanecer 10 dias nas águas moçambicanas sem que as autoridades se apercebam? Primeiro ancorou na praia do Bilene, depois mudou-se para Xai-Xai, onde ficou mais tempo. O Governo atribui o silêncio ao mau tempo, mas a falta de controlo levanta dúvidas sérias.
O comandante alegou ter enviado um e-mail ao Porto de Maputo — um método incomum para navios desta dimensão, que normalmente usam rádio VHF e satélite para comunicação. Nenhuma confirmação foi feita pelas autoridades.
O navio navega sob bandeira da Libéria, conhecida por laxismo e uso frequente por embarcações suspeitas. Em países como França ou EUA, a Guarda Costeira teria agido imediatamente, mas em Moçambique, quem viu foram pescadores artesanais.
Não é ignorância, é falha grave.
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