Presidente Chapo envia condolências à Zâmbia pela morte do antigo Chefe de Estado
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O Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, manifestou nesta quinta-feira a sua solidariedade ao povo da Zâmbia pela morte do antigo Presidente Edgar Chagwa Lungu, ocorrida a 5 de Junho de 2025, em Lusaka, vítima de doença.
Num comunicado emitido pelo Gabinete de Imprensa da Presidência da República, o Chefe do Estado moçambicano dirigiu uma mensagem formal de condolências ao seu homólogo zambiano, Hakainde Hichilema, destacando o papel relevante desempenhado por Edgar Lungu enquanto estadista, líder regional e defensor da estabilidade democrática.
“O Presidente Lungu foi um patriota que serviu o seu país como um estadista de alto nível, liderando a República da Zâmbia rumo à consolidação da estabilidade política através da democracia multipartidária”, lê-se na mensagem assinada por Chapo.
Edgar Lungu, que presidiu os destinos da Zâmbia entre 2015 e 2021, deixa um legado controverso, mas incontornável, num país marcado por tensões sociais, desafios económicos e uma transição pacífica de poder após eleições competitivas. Durante o seu mandato, posicionou-se como um pilar dentro da SADC, participando activamente em fóruns sobre segurança regional e integração económica.
A presidência moçambicana sublinhou, na nota, que a morte de Lungu representa “uma perda irreparável”, não apenas para a nação zambiana, mas para todo o continente africano. O documento reitera ainda a solidariedade do povo moçambicano à família enlutada e ao Governo da Zâmbia neste momento de consternação nacional.
“A região da SADC e todo o continente africano serão, eternamente, gratos pela importante contribuição do antigo Presidente Lungu para os esforços comuns para garantir a paz e a segurança em toda a região e no continente”, escreveu Chapo, assumindo um tom de tributo que transcende fronteiras.
Moçambique e Zâmbia mantêm laços históricos, forjados durante o período das lutas de libertação e consolidados ao longo de sucessivas lideranças. A morte de Lungu, que sucedeu Michael Sata e antecedeu Hichilema, encerra um ciclo da política zambiana com marcas na memória diplomática moçambicana.
Enquanto o país vizinho prepara-se para render honras fúnebres a uma das suas figuras mais notórias do pós-independência, Maputo baixa a bandeira em sinal de respeito a um dos homens que, com acertos e omissões, moldou a face política do sul do continente.
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