BLANTYRE, MALAWI – Com os olhos postos na diplomacia económica de proximidade, Moçambique participa com destaque na 35ª edição da Feira Internacional de Negócios do Malawi, que decorre de 22 a 29 de Maio, na cidade de Blantyre. A presença moçambicana é liderada pelas províncias da Zambézia, Tete e Sofala, com foco na promoção de parcerias bilaterais e na projecção de produtos nacionais para o mercado malawiano.
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Para o Alto Comissário de Moçambique no Malawi, Alexandre Manjate, a participação regular em eventos do género deve tornar-se uma constante: “Há um potencial inexplorado entre os dois países. A proximidade geográfica deve ser convertida em vantagens económicas concretas.” A visão expressa pelo diplomata sublinha uma agenda económica regional que vai ganhando corpo, sobretudo no contexto pós-pandemia e num ambiente de reconfiguração das cadeias logísticas no sul do continente.
A Directora Provincial da Indústria e Comércio da Zambézia, Regina Ngonde, vê na feira uma oportunidade para consolidar a visibilidade externa da província: “É um espaço importante para mostrar o que a Zambézia tem para oferecer. Precisamos de parcerias industriais inteligentes, mais valor agregado nos nossos produtos e um aproveitamento estratégico do Porto de Quelimane como corredor natural para o Malawi.”
A Delegada da APIEX na Zambézia, Maira Trindade, destaca o interesse demonstrado pelos parceiros malawianos em produtos como arroz, castanha de macadâmia e aguardente tradicional, defendendo um reforço da capacidade exportadora local. Para Maira, “há apetência clara do mercado malawiano por produtos agrícolas processados, o que deve motivar o investimento em pequenas e médias unidades de transformação na província.”
Já Raul Paruque, expositor da província de Tete, acrescenta à equação a necessidade de resolver o velho problema da logística: “Sem corredores funcionais, o comércio regional vai continuar a ser uma promessa adiada. Precisamos de uma estratégia integrada que ligue produção, transporte, turismo e cultura.”
A participação moçambicana na feira sinaliza, também, uma viragem de mentalidade: o reconhecimento de que a diplomacia económica começa nos corredores regionais e nos vizinhos históricos. E que, na ausência de uma integração efectiva no comércio da SADC, é por via destas feiras que se testam alianças, se despertam interesses e se consolidam relações.
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