Por ocasião do 62.º aniversário da criação da União Africana (UA), o Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Quelimane teceu duras críticas à actuação da organização continental, acusando-a de inércia face a conflitos armados e fraudes eleitorais que continuam a marcar o cenário político em vários países africanos.
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Numa nota oficial publicada na pagina oficial da cidade, o edil denunciou o que considera ser a impotência da UA em resolver disputas internas que colocam em causa a estabilidade económica, social e cultural do continente.
“Temos conflitos em Moçambique, e a União Africana não se predispôs para dirimir e resolver tais conflitos, tornando-se impotente com olhar impávido”, afirmou.
O autarca alertou ainda para o uso das forças policiais por governos africanos em processos eleitorais fraudulentos, sublinhando que a UA tem falhado na sua missão de garantir eleições livres, justas e transparentes.
“Quando a União Africana não intervém para tirar do poder os líderes africanos que assumem o mesmo por vias fraudulentas, roubando votos e usando a Polícia para intimidar eleitores, está a trair os ideais que estiveram na base da sua fundação”, acrescentou.
No seu discurso, o presidente municipal evocou os líderes históricos do continente, como Kwame Nkrumah, Julius Nyerere e Jomo Kenyatta, que idealizaram uma África unida e soberana, recordando que foi com esse espírito que, a 25 de Maio de 1963, em Addis Abeba, nasceu a então Organização da Unidade Africana (OUA), transformada em União Africana em 2002.
“A UA foi fundada para promover a soberania, a paz, a integração e a qualidade de vida dos africanos. Hoje, infelizmente, os seus sucessores desviaram-se dos nobres propósitos dos fundadores”, lamentou.
A intervenção do edil de Quelimane terminou com um apelo à liderança africana para que retome os valores que inspiraram a criação da OUA, colocando os interesses dos cidadãos acima das conveniências políticas.
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