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Uma barragem deslocou o eixo da Terra

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 “O Homem sonha e a Obra nasce”. A frase, do renomado escritor português Fernando Pessoa, vai ilustrar, e de forma pujante, o meu texto de hoje, a propósito do efeito de uma barragem no nosso Planeta.

 Os chineses construíram a chamada Barragem das 3 gargantas, tendo o seu arranque sido registado em 2012. Ela situa-se no rio Yangtze, na zona da cidade de Sandouping.

 O eixo da Terra, por via dessa obra, deslocou-se, o que fez aumentar a duração do dia em 0,06 microssegundos, segundo cálculos da NASA. Este efeito é causado pelo grande volume de água armazenado na barragem, que altera o movimento de inércia do planeta.

  Curioso ter noção do gigantismo dessa estrutura hidro-eléctrica: com 2.335 metros de comprimento e 185 de altura, essa barragem é capaz de reter até 40 quilómetros cúbicos de água, ou 40 trilhões de litros. Uma massa gigantesca que, como a NASA alertou em 2005, quando cheia poderia ter uma influência calculável na rotação do nosso planeta, o que aconteceu.

  Só para se ter uma ideia, passo a deixar referidas as características da Barragem de Cahora Bassa, em Moçambique, uma das mais emblemáticas “peças” de engenharia, concebidas por Portugal, com a supervisão de grandes peritos desse País: é uma barragem abobadada com uma altura máxima de 170 metros e um arco de cerca de 303 metros. Possui uma capacidade de armazenamento de água de 63 mil milhões de metros cúbicos, ou seja, 6 trilhões e 300 mil milhões de litros.

  Uma nota que se torna importante assinalar: a barragem das 3 gargantas, na China, foi projetada para fornecer água para irrigação dos campos vizinhos agrícolas e, também, para garantir um fluxo constante de água para uso industrial e residencial, a jusante da barragem.

  A de Cahora Bassa foi, também, edificada para não só gerar energia hídrica mas, ainda, para contribuir para o regadio a jusante dela, isto é, em toda a plenitude do Vale do Zambeze, além de a água poder ser aproveitada para redes de abastecimento a populações e essa estrutura modelar suster o volume de águas, controlando cheias…

  Quanto me informam as duas vertentes que anunciei – regadio e abastecimento – têm pouco significado porque nunca se tirou partido dessas valências, o que não deixa de ser mais um entrave ao desenvolvimento de toda essa Província moçambicana.

  Outro pormenor que pode assustar – recebi informações que Cahora Bassa não tem recebido a necessária monotorização/fiscalização da vertente da engenharia, a que deve salvaguardar toda a estrutura, do ponto de vista de “vida saudável”, isto é, garantia que a Barragem está em perfeitas condições de manutenção – é o que tem sido feito para “observar” ou não a longevidade da 2.a maior represa de África para produção de energia eléctrica que se instalou em Moçambique.

                                             António Barreiros, jornalista

 


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