Quelimane: MC da RENAMO detido após reagir a agressão violenta de grupo de jovens
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PRM detém Valdemiro Casimiro Bimo sem responsabilizar supostos agressores. Família denuncia tratamento desigual e negligência policial.
Valdemiro Casimiro Bimo, conhecido como o mais novo Mestre de Cerimônias (MC) da RENAMO em Quelimane, está detido desde o último domingo nas celas do Comando Distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM). A prisão ocorre após o jovem ter sido supostamente atacado por um grupo de cerca de dez indivíduos , em uma área localizada a mais de 16 quilômetros do centro urbano da cidade de Quelimane.
Fontes próximas ao caso revelaram ao Txopela que, na tentativa de se defender da agressão, Valdemiro terá desferido alguns golpes contra um dos atacantes. Contudo, e de forma surpreendente, apenas o jovem MC foi levado sob custódia pela PRM, enquanto os supostos agressores foram deixados em liberdade. Um deles, ferido de forma ligeira, já se encontra fora de perigo e não foi alvo de qualquer medida processual.
“O Valdemiro foi detido por ter reagido à agressão. Os que o atacaram, nem sequer foram ouvidos. Há aqui uma inversão completa da lógica de justiça”, denunciou uma fonte familiar.
Segundo apurações do Txopela , a família de Valdemiro só soube da prisão dele dois dias depois do ocorrido, e foi nesta quarta-feira à delegacia onde foi oficialmente informada da situação. Até o fechamento desta edição, não foi possível saber se já havia um despacho de legalização da prisão ou acusação formal por parte do Ministério Público.
Tentativas feitas pela nossa equipa de reportagem para visitar o jovem nas celas foram infrutíferas. A PRM, segundo informações recolhidas no local, recusou-se a autorizar a visita, contrariando procedimentos básicos de transparência e respeito pelos direitos humanos.
Outro aspecto preocupante envolve o estado de saúde de Valdemiro Casimiro Bimo. O jovem possui problemas de pigmentação da pele que exigem cuidados médicos e uma vigilância específica, condições que, sob detenção, não estão garantidas. Não há registro de que o mesmo tenha recebido qualquer tipo de atendimento médico desde que foi privado de liberdade.
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