Numa altura em que o país ainda digere as implicações políticas e económicas da criação do Fundo Soberano, Emanuel Chaves foi eleito, esta quinta-feira, presidente do Comité de Supervisão (CSFS), órgão chamado a exercer vigilância sobre uma promessa que, até agora, existe mais no papel do que na vida concreta dos moçambicanos.
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A nomeação de Chaves, antigo gestor com provas dadas no sector empresarial, surge num momento em que o discurso sobre a transparência continua a ser moeda de troca entre instituições públicas, mas com pouco valor prático junto da opinião pública. O Primeiro Vice-presidente da Assembleia da República, Hélder Injojo, não perdeu tempo a repetir o refrão habitual, transparência, integridade, autonomia. Palavras bonitas, mas que, fora das paredes refrigeradas da Assembleia, continuam apenas como promessas sem lastro.
Chaves, por sua vez, mostrou-se consciente da carga simbólica e política do cargo que agora assume. Reconheceu que o Fundo Soberano mexe com o imaginário colectivo de um país cansado de ver riquezas naturais traduzidas em relatórios e escândalos, e não em escolas, hospitais ou emprego digno. Prometeu prestar contas e garantir que os 40 por cento das receitas provenientes do gás natural cheguem, efectivamente, à conta do Fundo, uma declaração que, mais do que compromisso, é um reconhecimento tácito dos receios legítimos que pairam sobre o futuro da gestão desses recursos.
O CSFS foi concebido como órgão independente para supervisionar a fatia de receitas oriundas da exploração de gás nas áreas 1 e 4 da Bacia do Rovuma, um projecto que, para muitos, ainda está por provar se trará prosperidade duradoura ou mais uma oportunidade perdida.
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