O verde e branco do Sporting Clube de Portugal atravessou oceanos e instalou-se, por uma noite, nos restaurantes e esplanadas de Maputo. A razão? A consagração do bicampeonato português, selado neste sábado com um triunfo por 2-0 sobre o Vitória de Guimarães, em Alvalade. No epicentro da euforia, um nome era aclamado com força entre moçambicanos e portugueses: Geny Catamo.
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A emoção tomou conta de antigos jogadores, adeptos e curiosos que, mesmo longe dos relvados lisboetas, não pouparam nas celebrações. Um dos rostos mais entusiasmados era o do antigo defesa esquerdo da selecção nacional, Paíto, que, entre cânticos e selfies, fez questão de homenagear o jovem extremo leonino: “Obrigado Geny, por representares os moçambicanos”, declarou à agência Lusa, visivelmente comovido.
O nome de Geny Catamo foi aplaudido de pé quando, já no final da partida, foi substituído sob aplausos do público presente em Alvalade e, simbolicamente, também nos cafés e restaurantes da baixa da capital moçambicana. Mais do que um jogador, Geny é hoje símbolo de um país que ainda luta por se afirmar nos grandes palcos do futebol global.
“Por mim ele ficava no Sporting até terminar a carreira. Fez uma época belíssima e merece este título. Trabalhou, lutou, superou. Está de parabéns”, continuava Paíto, hoje dirigente da Federação Moçambicana de Futebol, falando com conhecimento de causa sobre a trajetória do internacional moçambicano.
Entre mariscos e bifanas, cachecóis ao pescoço e camisolas a condizer, o título foi celebrado com um misto de emoção e nostalgia por adeptos portugueses a viver temporariamente em Moçambique. Mariana Pimenta, que trabalha em Maputo, falava com brilho nos olhos: “É o primeiro bicampeonato da minha vida. Muito especial. Só faltou um golo do Geny para ser perfeito”.
Ao seu lado, a amiga Maria Ornelas, habituada aos festejos no Marquês de Pombal, não escondeu o entusiasmo por viver esta conquista fora de Portugal: “É uma alegria estar aqui e sentir que há tantos sportinguistas em Maputo. Isso também é África”.
O orgulho nacionalista moçambicano, que muitas vezes se vê empurrado para as margens do protagonismo desportivo global, encontrou neste sábado um espaço para se manifestar com orgulho. Geny Catamo — um nome cada vez mais tatuado na pele do futebol português — é hoje mais do que um atleta, é um símbolo de resistência, talento e identidade. A festa continua, nos ecrãs, nos copos erguidos e nas conversas partilhadas. Com Geny, Moçambique também é campeão. Txopela com Lusa
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