Pós-morte, a de A. Dhlakama, que já tem 7 anos sobre a data do seu falecimento, a Renamo, a sucessora legítima da RNM/Resistência Nacional Moçambicana, entrou num processo de desagregação e de se espatifar.
Quem substituiu esse homem, virtuoso, arguto e sagaz, foi um tal de “ginerali” Ossufo. Uma figura parda, inculta, vendida e pouco dada a perceber o que é a arte da política e, também, a de saber comunicar.
Ossufo, para além de não ter perfil para ser responsável pela Renamo, como já o escrevi bastas e vastas vezes, deixou-se levar pela canção do “bandido”, os governantes e militantes da frelimo, tendo-se vendido. Usufruiu, durante esses últimos anos, uma boa pensão, casa, carro, motorista e segurança, assim como outras mordomias que lhe foram oferecidas de mão beijada.
Teve que estar manso de atitudes, de intervenções, de saber segurar os seus representantes na AR e de nunca levantar qualquer barulho que pudesse colocar em causa a governança frelimista.Ossufo arruinou a Renamo, condenou-a ao fracasso partidário e da cena política moçambicana, entregou-a ao silêncio para ter benfeitorias, trespassou-a de indigência intelectual e cultural, bem como tem vindo a desfazer aos poucos o projecto político e social do partido Renamo.
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Ossufo fica na história de Moçambique como um dos mais medíocres líderes de um partido, como uma figura sem qualidade pessoal e humana, como um cidadão frouxo e com falta de conhecimentos e saberes da vida, a que junto uma imagem que não cativa e se esbate num rosto carrancudo e desanimador. Um líder partidário tem de ser jovial, dialogante, falador, socializar-se com os cidadãos, percebê-los e respeitá-los e, ainda, deve adequar a narrativa a cada assunto que lhe mereça comentário ou palavra.
Ossufo não tem substracto para abordar temas de impulso e de actualidade do País a que pertence. Ossufo não apresentou, enquanto um dos líderes da oposição, uma proposta ou um Plano para discussão ou estudo que trouxesse mudanças efectivas e promissoras para Moçambique. Deixou-se embalar pelo cargo que ocupou e, também, pelas palavras ocas dos governantes e da Frelimo. Deixou-se corromper, como muitos dos seus concidadãos, pelo poder do dinheiro que lhe chegou, pela via do poder político, aos bolsos.
Agora, lê-se que alguns dos militantes da Renamo estão a proceder a uma reviravolta e estão para correr com ele…
A DW (Voz da Alemanha) noticiava, algumas horas atrás (transcrevo pelo interesse): “O então autarca da cidade de Nacala, da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), Raúl Novinte, está de volta à casa, depois de um ano fora da formação política de que fez parte. Abandonou o partido em Abril do ano passado, após ter sido impedido de participar no Congresso da RENAMO, na Zambézia, com o então candidato interno Venâncio Mondlane”. Mais se escreve: “Fiquei fora do meu partido, mas ainda me considerando membro. Eu digo que nunca saí da RENAMO, porque nunca me filiei noutro outro partido” – afirmou. E ainda: “Raúl Novinte filiou-se na Coligação Aliança Democrática (CAD), que suportou temporariamente a candidatura presidencial de Venâncio Mondlane, mas afastou-se definitivamente da arena política quando a coligação foi eliminada da corrida eleitoral, tendo Mondlane se associado ao Partido Otimista pelo Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS)”.
António Barreiros, jornalista
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