Quelimane — A 15 de Maio assinala-se o Dia Internacional das Famílias. Em Quelimane, o Presidente do Conselho Autárquico usou a ocasião para lançar um apelo à reflexão sobre o papel vital da família na coesão social e no desenvolvimento sustentável, lembrando que “a família é o primeiro espaço de educação, de amor, de valores e de identidade”.
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O discurso oficial foi alinhado com o tema internacional deste ano: “Políticas orientadas para a família para o desenvolvimento sustentável: rumo à Segunda Cimeira Mundial para o Desenvolvimento Social”, prevista para Novembro de 2025. Mais do que cerimónia, o momento serviu para reforçar que o investimento na família é uma aposta na prevenção de múltiplas crises sociais que se avolumam em silêncio.
O Presidente reconheceu os desafios enfrentados pelas famílias moçambicanas, sobretudo em contextos de vulnerabilidade económica, migração forçada e instabilidade climática. Citando o exemplo das comunidades rurais da província de Gaza, onde avós se tornam principais cuidadoras devido à ausência dos pais, destacou o papel silencioso mas estruturante das mulheres mais velhas na transmissão de valores e na garantia da sobrevivência familiar.
“Estas mulheres, com sabedoria e dedicação, garantem que os netos frequentem a escola, tenham alimentação básica e aprendam os valores culturais e morais”, afirmou, classificando-as como “pilares de esperança”.
Na Zambézia, a referência foi para o bairro de Icidua, onde a iniciativa “Espaço Amigo da Criança”, uma parceria entre a ActionAid Moçambique e a UNICEF, tem criado ambientes seguros e educativos para crianças em situação de vulnerabilidade. O projecto tem como enfoque a protecção, desenvolvimento integral e envolvimento comunitário — um modelo que, segundo o autarca, merece ser replicado.
Família como projecto de Estado?
O discurso não se ficou pela retórica. Houve menção clara à urgência de políticas públicas com enfoque familiar que respondam a fenómenos estruturantes como a transformação tecnológica, urbanização acelerada, alterações climáticas e fluxos migratórios.
“Ao promover políticas públicas que apoiem as famílias com acesso à saúde, educação, habitação e trabalho digno, os governos e as sociedades estão a reunir sinergias para investir no futuro comum”, disse.
A mensagem termina com uma nota simbólica mas política: um apelo à justiça social, à equidade de género e à inclusão das diferentes formas de organização familiar no desenho das políticas públicas.
“Que cada lar possa ser um espaço de paz, amor e crescimento.”
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