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Edil de Quelimane fustiga bajuladores e desafia funcionários a servirem o povo, não a ele

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Araújo põe o dedo na ferida: “Não trabalham para mim”

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Quelimane – O Presidente do Conselho Autárquico de Quelimane, Manuel de Araújo, voltou a assumir o papel de agitador interno, desta vez durante a entrega de dois pavilhões reabilitados no mercado Brandão, onde deixou claro que a cultura de bajulação institucional não deve ter lugar no seu mandato.

“As pessoas devem ter a noção de que não trabalham para mim”, afirmou o edil, num tom direCto, visivelmente incomodado com o comportamento de alguns quadros da administração municipal que, segundo ele, apenas se movimentam quando há câmaras ou presidente por perto.

A frase, dita no meio de uma cerimónia aparentemente simples, foi recebida como um recado — e aviso — para dentro do próprio Conselho Autárquico. Questionado por jornalistas sobre por que razão certas actividades só parecem avançar quando ele está presente no terreno, Araújo não hesitou:

“Ajudem-nos a identificar os malandros, os bandidos, sobretudo aqueles que só trabalham quando o presidente está presente.”

Conhecido por não medir palavras, o edil atacou de frente uma das pragas que minam a administração pública: a bajulação.

“Sobretudo, abaixo os lambe-botas”, disparou, perante os aplausos contidos de alguns comerciantes e o silêncio desconfortável de certos funcionários.

Araújo reafirmou que o município não é um palco de encenação para agradar superiores, mas sim uma máquina que deve funcionar para os munícipes de Quelimane, independentemente de quem esteja a supervisionar.

“A cidade precisa de trabalho sério, de servidores públicos comprometidos com a população, e não com o conforto da chefia”, insistiu, lembrando que os mercados, estradas, valas de drenagem e recolha de resíduos não esperam selfies de inauguração — pedem acção constante.

Em tempos em que o discurso público é cada vez mais tomado por eufemismos e frases feitas, Araújo opta por franqueza política e linguagem crua. Ganha inimigos dentro da casa, mas conquista simpatia nas bancas, nas barracas e nos bairros esquecidos pela planificação central.


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