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Ao Sr. Presidente do CA do Jornal Txopela/Quelimane

A sua resposta – maldosa – não mereceria a minha resposta. Mas, apesar de tudo, não poso deixar passar em claro o seu baixo texto.

Antes de tudo, deixe-me dizer-lhe que não o busco na ficha técnica do Órgão de Comunicação Social de que é responsável como jornalista, apenas como colunista e Administrador. Ora, assim sendo, não me perfilo como seu colega, na linha do que escreve na sua resposta.

Vamos ao que interessa: o sr. administrador de um OCS de Quelimane respondeu ao meu texto sobre a figura de V. Mondlane – uma opinião a que tenho direito, assim como tem direito à sua – com grosseria de palavreado…

Atira pedradas inconsequentes e algumas fora de contexto sobre a minha opinião. Um texto de opinião não se combate à boa maneira de um trolha nem deve conter toda uma redacção cheia de artifícios e de malabarismos que contêm venenos. Demonstra não saber os contornos mais sublimes da vivência em democracia, porque rebate os factos e as questões em que ancorei o meu texto com frases despropositadas e cheias de mitombos e de chiquembos…

Em democracia, caro sr. Administrador deve assumir-se o respeito pela opinião dos outros, sem beliscar e sem ferir. O seu tratamento para comigo – o texto que decidi publicar no contributo, mas de forma limpa e arejada sem adjectivos que pudessem magoar e ser escárnio, para a pluralidade e para uma democracia participativa (Moçambique tarda em perceber o que isso é, desculpe que lhe diga…) – assenta numa equação estafada que, no seu País, tem cada vez mais predominância e relevância: arrogância com uma “guerrilha” de narrativas que conduz à divisão social e nacional.

Infelizmente, nesse País, quando alguém de fora emite opiniões diferentes das vossas, é apelidado de “colonialista” e, também, de racista. Enfim, falta a muita gente moçambicana uma cultura de liberdade, certa humildade e saber escutar o outro.

A maioria dos moçambicanos, como o sr. Administrador, continua agarrada ao passado não percebendo que já estamos no séc. XXI, o das liberdades – nunca o do “povo ao poder”, uma máxima e uma ficção marxista que tanto gosta de propalar o pastor V. Mondlane. É tempo de Moçambique se reerguer, de se reorganizar, de se revitalizar, de se replanificar e de se reestruturar. Passados 50 anos de Independência, por força dessa mentalidade mesquinha a de lamentar o pretérito, desconstruindo o presente, é gritante o estado de vida do País e das suas gentes…

O sr. Administrador tem falta de tacto comunicativo – como não é jornalista não sabe ou não percebe que o fazedor de notícias tem um quadro ético e deontológico, assim como deve ser um elemento aglutinador e pacificador, ajudando os outros a pensar e a escutar para, cada um e todos, passar a ter Cidadania o que não se descobre, com facilidade, na comunidade moçambicana – pelo que lhe perdoo a falha que demonstra para responder, com uma linguagem urbana e cívica, a um simples artigo de opinião, devidamente assinado. Um artigo que não humilha ninguém, apenas dá nota de uma ideia-opinião. Um administrador de um OCS não pode nem deve responder a quem debita uma opinião com uma linguagem de sarjeta…o sr. verte no seu texto de resposta ódios e rancores, o que é feio e se avalia sabujo.

Como deve saber a Paz, em qualquer País, só pode ser alcançada com duas palavras: perdão e amor. V. Mondlane acena com a lei de Talião para ferir e dividir a sociedade moçambicana. Não tem, como já o escrevi, perfil para ser político. E mais: quando ele mistura religião com política está a lançar tribulações e conflitos para a fogueira, já incendiada, de Moçambique. A última coisa que o País precisa, hoje e amanhã, é que lhe deitem mais fogo para arder e manipular o povo.

Fico-me por aqui e jamais ousarei verter para o seu jornal opinião que contenha palavras e expressões menos próprias, abusadoras e que ferem, esgalhando frases impróprias e de inqualificável forma de zurzir o outro.

A sua pregação, em resposta, não é digna de um Administrador que se preze de um OCS, o qual tem de estar equidistante da política, dos partidos, dos homens dos poderes e deve apresentar uma visão desapaixonada e imparcial das coisas e das realidades. Apostei numa opinião porque, para além de a assinar, responsabilizando-me, venho estudando e pesquisando sobre a vida moçambicana, faz mais de 45 anos. Olhe que não estarei muito longe do que tenho concluído, tendo em conta a imagem de Moçambique, com situações de toda a ordem que empobrecem o povo, corrompem a Nação e a vão impregnando de problemas de toda a ordem: do ensino/instrução, passando pela saúde (o índice de HIV é dos maiores do Mundo; a Hepatite B está em patamares indesejáveis; a cólera aumenta…); até à extrema pobreza do povo (o País está no 6.o lugar dos mais pobres do Mundo). É preciso actuar, mas nunca com a irracionalidade de um político que comicia a lei de Talião, que atrela a política à religião; e que espalha o slogan “povo ao poder”. O futuro se encarregará de nos dizer que caminho vai ter Moçambique nos próximos 30 anos…

Com uma saudação,  António Barreiros – Jornalista


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