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PR orienta elaboração urgente de plano de acção para reduzir acidentes de viação

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O Presidente da República, Daniel Chapo, ordenou esta terça-feira a elaboração urgente de um Plano de Acção para reduzir a sinistralidade rodoviária em Moçambique, a ser apresentado na próxima sessão do Conselho de Ministros. A decisão surge na sequência do trágico acidente ocorrido no distrito de Gôndola, província de Manica, onde 22 pessoas perderam a vida.

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Durante a IX Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, realizada em Lichinga, Chapo expressou condolências às famílias das vítimas e manifestou preocupação com a escalada de mortes nas estradas. O Chefe de Estado instruiu o sector de Transportes e Logística a liderar o processo, envolvendo todas as entidades ligadas à fiscalização rodoviária.

“Nós queremos endereçar as nossas mais sentidas condolências às famílias enlutadas (…). É de lamentar e reiterar mais uma vez as nossas mais sentidas condolências”, afirmou Chapo. Mas enquanto os discursos se repetem, a realidade das estradas moçambicanas mantém-se imutável: vias em péssimas condições, fiscalização frouxa e um sistema de transportes caótico, onde a pressa de chegar antes da concorrência custa vidas diariamente.

A promessa de um Plano de Acção não é novidade. Governos sucessivos já tentaram – e falharam – em conter a carnificina rodoviária. As “reflexões profundas” que Chapo pede são as mesmas que já foram feitas dezenas de vezes, sem que a situação melhorasse.

A Estrada Nacional Número 1, apontada pelo próprio Presidente como um dos troços mais críticos, é um retrato fiel do problema: rodovias sem sinalização, troços esburacados e condutores que desafiam as leis do trânsito impunemente. Afinal, quem fiscaliza os fiscais?

O governo diz que está a fazer “tudo por tudo” para evitar mais mortes. No entanto, enquanto não houver medidas concretas e efectivas – como investimentos sérios em infraestruturas rodoviárias, reforço da fiscalização e punição real para infractores – os moçambicanos continuarão a morrer nas estradas, enquanto os responsáveis políticos anunciam novos planos que, na prática, raramente saem do papel.


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