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Futuro do governo de unidade da África do sul ameaçado

Está instalado um clima tenso no seio dos maiores partidos que constituem o governo da unidade nacional em vigor na vizinha África do sul.

O facto é que, o partido Aliança Democrática, um dos integrantes do governo de unidade nacional na África do sul, promete apresentar, uma queixa-crime contra a Ministra sul-africana do Ensino Superior, acusando-a de mentir no Parlamento.

Este posicionamento da Aliança Democrática surge após, na semana passada, o Presidente Cyril Ramaphosa ter exonerado o vice-ministro do Comércio, Indústria e Concorrência, indicado por este partido, alegadamente por ter feito uma viagem internacional não autorizada.

Para além da queixa a ser apresentada esta terça-feira, a Aliança Democrática indicou que não vai participar do diálogo nacional, convocado por Cyril Ramaphosa, e que não vai aprovar os orçamentos dos Ministérios do Ensino Superior e dos Assentamentos Humanos.

Segundo noticiou a Rádio Moçambique, ontem segunda-feira, o Comité de trabalho do ANC esteve reunido para analisar os últimos desenvolvimentos políticos do país, um encontro do qual ainda não foram tornados públicas as decisões tomadas.

ATENTADO A JONNATHAN SULEMANE: PRM diz que activista simulou seu próprio atentado

O activista político Jonnathan Sulemane, tem vindo a se notabilizar no panorama político provincial na província da Zambézia, com a sua forma de actuação e constantes envolvimentos em polémicas.

É que, foi Sulemane, um dos protagonistas da marcha dos jovens que partiram da cidade de Quelimane até a Maputo, como forma de demonstrar o seu apoio ao político Venâncio Mondlane, aquando das manifestações pós-eleitorais.

Desta feita, no ultimo fim-de-semana, a cidade de Quelimane acordou com notícias que indicavam que o activista político encontrava-se em parte incerta, pois, tal como afirmaram os seus vizinhos, o mesmo teria sofrido uma tentativa de homicídio protagonizada por indivíduos desconhecidos.

Mediante a circulação desta informação bastante mediatizada na província, eis que esta segunda-feira, o comando provincial convocou uma conferencia de imprensa para apresentar o seu posicionamento em torno do assunto.

Aqui, a PRM, através da sua porta-voz, Belarmina Henriques disse tratar-se de uma simulação e não de uma tentativa de homicídio propriamente dito, tal como as imagens atestam.

Segundo Belarmina Henriques, ´exames de perícia indicam que o invólucro encontrado em cima da cama não teria sido disparado, mas sim danificado. Encontramos também uma bala por cima da cama da suposta vitima. Presume-se que teria sido uma simulação e não uma tentativa de homicídio, como as imagens tentam sugerir nas redes sociais´.

Belarmina Henriques, afirma ainda que os depoimentos apresentados pelos vizinhos não sugerem a ocorrência de um crime deste tipo. ´os vizinhos dizem que ouviram barulho ao longo da noite e também ouviram som de disparos, mas não confirmam ter visto alguém ou ter notado de onde vieram ou para onde foram as pessoas. Além disso, há contrariedade no interior da casa do suposta vítima, porque todas as paredes não apresentam alguma perfuração por balas, muito menos o colchão onde supostamente encontraram as balas não foi perfurado, o que representa uma clara contrariedade com a realidade de uma casa que teria sofrido com disparados´- acrescentou.

LAM ANUNCIA DANE CONDIC POR EXCLUSIVIDADE

A empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), a operadora de bandeira nacional moçambicana anunciou que não aceitam que Dane Kondić seja também funcionário da Air Botswana, companhia que, à semelhança das LAM, actua no mercado da África Austral, considerado estratégico para a expansão das LAM.

Kondić foi anunciado em Maio deste ano como presidente da Comissão de Gestão das LAM e deve trabalhar em regime de exclusividade, no âmbito da reestruturação da companhia.

A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração das Linhas Aéreas de Moçambique que se reuniu de emergência este domingo, logo depois de tomar conhecimento que o presidente da Comissão de Gestão das LAM, Dane Kondić foi anunciado como gestor na Air Botswana, no dia 27 de Junho. ” O Conselho de Administração reafirmou que a liderança da Comissão de Gestão deve ser exercida em regime de exclusividade”, lê-se num comunicado de imprensa enviado a nossa redacção.

O Conselho de Administração das LAM indica ainda que Kondić acolheu esta decisão com disponibilidade.

Apesar do caso inusitado, segundo aquele comunicado, as Linhas Aéreas de Moçambique reafirmam confiança nas competências técnicas e de liderança de Kondić, a quem atribuem papel central no actual processo de modernização e recuperação da empresa

Maputo: BCI reforça modernização com novas instalações da Agência Shoprite

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Teve lugar, nesta terça-feira, 24 de Junho, no espaço do supermercado Shoprite, próximo da Praça da Paz, na cidade de Maputo, a cerimónia de apresentação das novas instalações da Agência Shoprite do BCI. Inaugurada originalmente em Dezembro de 2009, a Agência reabre agora num espaço mais moderno e funcional, alinhado com as novas exigências dos Clientes.

A cerimónia contou com a presença do Presidente da Comissão Executiva (PCE) do BCI, Francisco Costa, de membros da Comissão Executiva e colaboradores da instituição. Na sua intervenção, o PCE destacou a inauguração como parte do contínuo processo de renovação e modernização da rede de balcões, uma prioridade estratégica para o Banco.

“O nosso compromisso é claro: queremos estar cada vez mais próximos dos nossos Clientes, com soluções inovadoras e um serviço que responda efectivamente às suas necessidades do dia-a-dia. A melhoria contínua do serviço deve estar sempre na linha da frente”, referiu Francisco Costa.

A nova agência foi concebida como um espaço moderno, funcional e digitalmente equipado, incorporando um sistema automático de gestão de filas, TV Corporativa e tecnologias que asseguram maior autonomia e comodidade aos Clientes. Esta aposta reforça a visão do BCI de um “banco do futuro”, onde digitalização e humanização do atendimento caminham juntas.

Com esta acção, o BCI reafirma o seu compromisso com a inovação, a excelência dos serviços e o contributo efectivo para o desenvolvimento económico de Moçambique.

Actualmente, a rede do BCI na cidade de Maputo conta com 54 unidades, incluindo Centros BCI Corporate, BCI Exclusivo, BCI Private e Centros BCI Empresa. A cobertura é reforçada por uma vasta rede comercial, com mais de 130 ATM e mais de 4.300 terminais de POS activos na cidade.

 

Plataforma MozGreen promove negócios sustentáveis em Moçambique

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Moçambique conta, a partir de agora, com uma nova plataforma digital dedicada ao empreendedorismo verde. A MozGreen, lançada, na sexta-feira, 20 de Junho, é uma plataforma dedicada à promoção de práticas e negócios sustentáveis, ligando pessoas, empresas e soluções amigas do ambiente. Um projecto que promete transformar o acesso à informação, formação e financiamento para projectos com impacto ambiental positivo.

Promovida pela ideialab, a iniciativa foi financiada pelo Banco Mundial e pelo Korea World Bank Partnership Facility (KWPF), um fundo do Governo da Coreia do Sul gerido pelo Banco Mundial.

Nascida da necessidade de criar um ponto de partida para empreendedores e cidadãos interessados em adoptar práticas mais amigas do ambiente, a MozGreen pretende agregar informação, capacitação, oportunidades e visibilidade para projectos e empresas comprometidas com a sustentabilidade.

“A MozGreen é um espaço digital, inclusivo e colaborativo, onde qualquer pessoa interessada na economia verde pode encontrar formação, financiamento e ferramentas práticas para transformar ideias em soluções sustentáveis”, afirmou Adelina Nhanala, Gestora de Projectos na ideialab.

Desde 2017 que a ideialab “tem trabalhado, lado a lado, com empreendedores de impacto”, conhecendo “de perto as suas dificuldades: o acesso limitado a conteúdos úteis, a complexidade da burocracia, a escassez de financiamento e a falta de visibilidade”, acrescentou a mesma responsável, assinalando que “o objectivo é construir um futuro mais justo, mais verde e mais próspero”.

Num país altamente vulnerável aos efeitos das alterações climáticas, onde apenas 37% da população ouviu falar do tema, a MozGreen aposta na mobilização e capacitação de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), estimulando práticas responsáveis, economia circular e soluções que respondam aos desafios ambientais locais.

Segundo Laurent Olivier Corthay, Economista Sénior da Equipa de Finanças, Competitividade e Investimento do Banco Mundial, “a MozGreen oferece um balcão único onde as PMEs podem encontrar oportunidades de networking com outras empresas, acesso a recursos de aprendizagem, oportunidades de financiamento e documentos oficiais sobre resiliência climática”.  Com isto, sublinhou, “pretendemos aumentar a capacidade de gestão para antecipar os riscos climáticos e as necessidades de transição ecológica”.

A plataforma MozGreen, já disponível online (www.mozgreen.com), facilita o acesso a conhecimento, oportunidades de financiamento e enquadramento legal, contribuindo para o fortalecimento do empreendedorismo verde em Moçambique e reforçando o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a educação ambiental no país.

Moçambique em destaque no “BCI Open de Xadrez 2025”

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O “Open de Xadrez BCI-Moçambique 2025” encerrou no passado Domingo, 22 de Junho, após três dias de intensa competição no Distrito Municipal KaTembe, Cidade de Maputo. O evento, que contou com o apoio do BCI, foi promovido pela Federação Moçambicana de Xadrez e reuniu centenas de atletas, incluindo crianças, num ambiente de fair play e confraternização.

Na cerimónia de encerramento, o Administrador do BCI, Rogério Lam, destacou o orgulho da instituição em associar-se, uma vez mais, a esta importante iniciativa desportiva. “O BCI sente-se profundamente honrado por apoiar esta competição e reafirma o seu compromisso com o desenvolvimento do xadrez em Moçambique. Estaremos presentes na próxima edição, certos de que, juntos, alcançaremos resultados ainda mais expressivos”, afirmou.

Rogério Lam enalteceu, igualmente, o entusiasmo e a dedicação dos participantes, sublinhando que o envolvimento do BCI nesta competição reflecte o compromisso da instituição com o desenvolvimento do desporto nacional. “Apoiar o xadrez é investir no talento, na disciplina e na estratégia, valores que também norteiam a actuação do BCI no mercado”, frisou.

Esta 5ª edição do “BCI Open de Xadrez” destacou-se pela participação internacional, contando com atletas de Moçambique, África do Sul, Eswatini, Botswana, Zimbabwe, Malawi, Portugal e Índia.

Donaldo Paiva, campeão nacional moçambicano, sagrou-se vencedor na categoria masculina “Open”, enquanto Linda Shaba, do Zimbabwe, conquistou o troféu na competição feminina.

Com o sucesso desta edição, o BCI reforça o seu compromisso de continuar a contribuir, de forma activa, para o fortalecimento do desporto e no país.

 

ADPP: Novo Projeto de Educação é lançado na Província da Zambézia

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Uma nova iniciativa de educação foi recentemente lançada na Província da Zambézia para promover um sistema de educação mais resiliente e inclusivo, equipando os professores que trabalham em áreas vulneráveis a desastres naturais em Moçambique com habilidades e estratégias para responder eficazmente a emergências. A iniciativa, intitulada “Melhorar a Resiliência e o Bem-Estar dos Professores em Áreas Propenças a Desastres em Moçambique” é liderada pela ADPP Mozambique com o apoio da Expertise France no âmbito do programa Regional Teacher Initiative for Africa (RTIA) Facility da União Europeia.

Operando nos distritos de Nicoadala, Namacurra e Mocuba, na província da Zambézia, o projeto centra-se na melhoria da retenção de professores, no reforço do desenvolvimento profissional e no fortalecimento do bem-estar emocional dos educadores que trabalham em áreas vulneráveis e propensas a desastres. Tem como objetivo beneficiar 900 professores primários em serviço em 60 escolas primárias, bem como aproximadamente 320 professores em formação do Instituto de Formação de Professores da ADPP de Macuse e do Instituto de Formação de Professores do Governo de Nicoadala. Em última análise, espera-se que o projeto melhore os níveis de aprendizagem de cerca de 48.000 alunos do ensino primário.

A decorrer até novembro de 2026, este projeto de dois anos é implementado pela ADPP Moçambique em colaboração com o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH), o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGD) e os serviços locais de saúde e sociais (SDSMAS). O projeto irá equipar os professores com métodos pedagógicos adaptados às catástrofes, apoio psicossocial e integração de ferramentas de aprendizagem digital, bem como promover a formação de comités de gestão de risco de catástrofes com base nas escolas, juntamente com esforços de advocacia e sensibilização da comunidade para garantir a continuidade da educação durante as crises.

“No centro do projeto está a crença de que os professores são a chave para sustentar a aprendizagem, mesmo nas condições mais difíceis”, disse Percina Mondlane, Líder do Projeto da ADPP Moçambique. “Ao apoiar os professores onde eles são mais necessários, ajudamos comunidades inteiras a recuperar e reconstruir através da educação. Usando uma abordagem orientada localmente, a nossa iniciativa alinha-se com os esforços nacionais e globais para garantir que os sistemas de educação sejam transformadores e prontos para a crise para não deixar ninguém para trás.”

“Este projeto terá um impacto positivo, nomeadamente através do aumento da consciência e preparação dos professores face a situações adversas, reforçando o envolvimento da liderança da escola na gestão preventiva de riscos, e promovendo um ambiente mais seguro e resiliente focado no bem-estar dos profissionais de educação”, disse Farias Alberto, Diretor dos Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia em Mocuba.

A ADPP Moçambique é membro da Humana People to People, uma rede internacional de 29 ONGs locais que trabalham para o desenvolvimento sustentável de comunidades vulneráveis na África Subsaariana, nas Américas e na Ásia. Entre outros objectivos, a Humana trabalha para resolver a falta crítica de professores qualificados no ensino primário, especialmente em áreas rurais e carentes. A sua rede de formação de professores abrange agora 55 escolas em toda a África Subsariana e na Índia, trabalhando para garantir que cada criança aprende com um professor qualificado, motivado e capacitado.

Venâncio Mondlane e o Conselho de Estado: Vai tomar assento ou vai continuar de pé pela democracia?

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No dia 24 de Junho de 2025, data próxima às comemorações dos 50 anos da Independência Nacional, a Presidência da República agendou a Primeira Reunião do Conselho de Estado. Entre os convidados está Venâncio António Bila Mondlane, o segundo candidato mais votado nas eleições presidenciais de 2024. Este convite, assinado pelo próprio Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, levanta várias questões cruciais: Venâncio Mondlane vai, de facto, tomar assento como membro do Conselho de Estado? Ou continuará de pé, protestando contra um processo que considera viciado?

Constituição e legitimidade política

A Constituição da República, no seu artigo 164, é clara: o segundo candidato mais votado nas eleições presidenciais deve integrar o Conselho de Estado. Esta é uma norma que visa fortalecer o pluralismo, dar voz à oposição institucionalizada e reforçar a cultura democrática moçambicana. Porém, a realidade política está longe de ser simples.

Venâncio Mondlane não reconhece os resultados das eleições de 9 de Outubro de 2024, alegando fraude e irregularidades no processo. Diante disso, aceitar o assento no Conselho de Estado pode parecer contraditório. Mas, paradoxalmente, pode também ser uma estratégia política poderosa: estar dentro para questionar o sistema com legitimidade e visibilidade.

Chapo e a abertura institucional: real pluralismo ou formalismo político?

Ao enviar o convite, o Presidente Chapo demonstra, à primeira vista, uma vontade de diálogo e inclusão. Num contexto nacional marcado por desconfiança institucional e fracturas políticas profundas, a abertura ao segundo candidato mais votado — que recebeu mais de um milhão de votos — poderia representar um sinal de maturidade democrática.

Mas até que ponto esta iniciativa representa um real compromisso com o pluralismo político e não apenas um gesto formal para legitimar o funcionamento do Conselho de Estado? A resposta dependerá do que acontecer no dia 24 de Junho.

E se Venâncio recusar o assento?

Caso Venâncio Mondlane opte por não tomar assento no Conselho de Estado, o que isso representará? Uma oportunidade perdida para dialogar a partir de dentro? Ou uma reafirmação de que não se pode normalizar uma democracia com resultados contestados? Esta decisão terá implicações políticas e simbólicas profundas, tanto para os seus eleitores quanto para a credibilidade das instituições nacionais.

Ignorar ou rejeitar esse espaço pode, por um lado, reforçar a narrativa de exclusão e ilegitimidade, mas, por outro, também poderá ser usado pelo poder como argumento de intransigência da oposição.

Reflexão final: entre a cadeira e a causa

O país precisa de espaços de diálogo real e não apenas de formalismos políticos. A inclusão do segundo candidato mais votado no Conselho de Estado não deve ser um gesto decorativo. Deve ser um passo rumo à reconciliação institucional, à escuta activa da oposição e à construção de consensos mínimos para reformas políticas e eleitorais.

Neste sentido, a participação de Venâncio Mondlane — ou a sua ausência — terá peso simbólico. Independentemente da sua decisão, o essencial é que o povo moçambicano, especialmente os que acreditam na democracia, continuem a exigir coerência, respeito pela Constituição e verdade eleitoral.

Porque a cadeira no Conselho de Estado vale, sim — mas apenas se puder servir a causa maior: a da Democracia.

 

Francisco Nangura é apresentado publicamente este sábado em Quelimane

o recém-eleito primeiro secretário do comité provincial do partido FRELIMO ao nível da Zambézia, Francisco Nangura será publicamente apresentado aos membros e simpatizantes do partido dos camaradas este sábado (21 de Junho), no campo de Chirangano, na cidade de Quelimane.

Para o efeito, segundo um comunicado daquele formação política, chegou hoje sexta-feira na cidade de Quelimane, a membro da Comissão Política e Chefe da Brigada Central do Partido, de Assistência da Província da Zambézia, Margarida Talapa, ´para uma visita, de 20 a 22 de Junho em curso, no âmbito do processo de revitalização dos órgãos locais do partido´

De acordo com o documento enviado à nossa redacção, no ´dia 21 de Junho, a Chefe da Brigada Central irá participar na marcha que partirá, às 14h, da Sede Distrital do Partido Frelimo até ao Campo de Chirangano, local onde irá dirigir a cerimônia de apresentação pública do Primeiro Secretário do Comitê Provincial.

Francisco Nangura Muceliua foi eleito para o cargo de Primeiro Secretário Provincial nas eleições internas, realizadas no dia 09 de Junho de 2025, no decurso da primeira  Conferência Extraordinária do Comitê Provincial, uma reunião que marcou o epílogo do processo de revitalização dos órgãos de base do Partido Frelimo na Zambézia, que vinha decorrendo desde o mês de Março nas Células, Círculos, Localidades, Zonas e Distritos.

refira-se que, em cada uma das fases supramencionadas, foram eleitos os respectivos órgãos de Direcção do Partido, acto que envolveu mais de um milhão de membros.

Técnico Victorino de Azevedo inventou 7 mil eleitores fantasmas e vai pagar apenas 36 mil por isso

Eram três os arguidos no caso relacionado com a violação dos mapas e o aumento fraudulento de mais de 7 mil eleitores fantasmas nos cadernos de recenseamento eleitoral referentes às eleições de 2023, nomeadamente Assane Ussene (ex-diretor do STAE em Quelimane), Zacarias Inácio Muheia e Victorino de Azevedo (Técnico Informático responsável pela área de tratamento de dados no STAE-Quelimane.

Os co-arguidos ouviram esta quinta-feira (19 de Junho) a sentença do caso que abalou a cidade de Quelimane e o país, durante o processo eleitoral de 2023.

Entretanto, contra todas as expectativas da população e dos mais círculos de interesse, Victorino de Azevedo foi condenado a 365 dias de prisão, pena que será convertida em multa diária de 100 meticais, equivalente a 36.500,00MT (Trinta e Seis Mil, Quinhentos Meticais)., por ter sido considerado culpado por inserção fraudulenta de dados nos cadernos eleitorais, comprometendo a integridade do processo eleitoral.

A mesma ´sorte´ não tiveram os seus co-arguidos Assane Ussene e Zacarias Inácio Muheia, que foram absolvidos, uma vez que o tribunal concluiu que não tinham responsabilidade directa na elaboração dos mapas e não houve provas que os implicassem na manipulação dos dados.

Durante o julgamento, ficou provado que Victorino de Azevedo elaborou os mapas manipulados e os submeteu aos seus superiores para assinatura e envio à sessão deliberativa do STAE, sem revelar que havia incluído números falsos para inflacionar o número de eleitores inscritos.

O desfecho do caso levantou sérias preocupações quanto à fiabilidade dos processos eleitorais. A decisão do tribunal gerou revolta entre os munícipes, que saíram às ruas em protesto, considerando a pena aplicada “insignificante” face à gravidade do crime cometido