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Tráfico de esperança: como jovens moçambicanos acabaram escravizados na Ásia

O desaparecimento de sete cidadãos moçambicanos em território asiático lança luz sobre uma rede transnacional de tráfico de seres humanos que continua a operar com alvos preferenciais: jovens vulneráveis das zonas centro e norte do país, aliciados por promessas de emprego no exterior.

Segundo revelou hoje o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, em conferência de imprensa em Maputo, uma pessoa está detida no âmbito das investigações sobre a deslocação de 23 moçambicanos para a República Democrática Popular do Laos, onde foram submetidos a condições de trabalho forçado. “Os nomes dos recrutadores nacionais já foram identificados. Um dos suspeitos encontra-se sob custódia para trabalhos investigativos adicionais”, afirmou Impissa.

A história começa na província de Sofala, no centro do país, onde os trabalhadores foram recrutados entre 2024 e 2025, sob falsas promessas de emprego seguro e legal. Acabaram em condições análogas à escravidão numa fábrica de papel denominada Xying Long Paper, num país com histórico controverso no respeito aos direitos laborais de migrantes.

As autoridades moçambicanas confirmam que os trabalhadores já não se encontram no local inicial, tendo-se dispersado em circunstâncias ainda pouco claras. “Dezasseis deles estão agora sob custódia policial no Laos. Sete permanecem desaparecidos, o que nos preocupa profundamente”, disse Impissa.

O Governo de Moçambique está a coordenar esforços com as autoridades do Laos para garantir proteção, repatriamento seguro e responsabilização dos envolvidos na rede criminosa.

O caso expõe falhas na vigilância de recrutamento de mão de obra para o estrangeiro, muitas vezes promovido através de redes sociais e contactos informais. Também levanta dúvidas sobre os mecanismos de verificação consular e de cooperação bilateral no acompanhamento de cidadãos no estrangeiro.

De acordo com organizações internacionais, o Sudeste Asiático tem sido um destino frequente de migração forçada africana, alimentada por desemprego, pobreza extrema e desinformação.

Fontes próximas ao Ministério dos Negócios Estrangeiros indicam que há intenção de reforçar a legislação contra tráfico humano e inspeções sobre agências de emprego não licenciadas. Porém, críticos alertam que medidas reativas não serão suficientes para travar um fenómeno complexo e enraizado.

Enquanto isso, 23 famílias moçambicanas vivem dias de incerteza. Para sete delas, o silêncio que chega do outro lado do mundo já é demasiado longo.

UP Maputo e Universidade do Malawi avançam com plano de intercâmbio estudantil em 2026

A Universidade Pedagógica de Maputo (UPM) e a Universidade de Malawi (UNIMA) assinaram, esta manhã (03), em Maputo, capital moçambicana, um memorando de entendimento para a troca de estudantes de ambas as instituições e maior cooperação.

O acordo inclui cooperação nas áreas de engenharia, agricultura, educação e línguas. Os estudantes interessados deverão concorrer para o efeito,  em função de vagas disponíveis; igualmente, prevê o início da cooperação entre as duas universidades nos domínios pedagógico, científico, investigação, pesquisa e mobilidade do corpo docente a partir do ano de 2026.

Com a materialização do memorando, professores da UPM poderão leccionar na UNIMA e vice-versa.

Falando minutos após a assinatura do memorando, o reitor da UPM, Jorge Ferrão, destacou que a relação Moçambique e Malawi não pode se resumir apenas no domínio económico, mas deve considerar a academia. “Portanto a nossa cooperação tem que ser mais do que camiões que atravessam fronteiras e vão para os portos, mas temos que usar todo o nosso capital intelectual”, destacou.

Entretanto, o reitor da UNIMA, Samson Sajidu, destacou que o memorando assinado reafirma o compromisso de ambas as partes na busca por desenvolvimento regional. “Esse memorando de entendimento cobre diversas áreas, como a realização de pesquisas conjuntas, desenvolvimento de programas académicos, intercâmbio de professores e estudantes nas áreas em que actuamos como universidades”, disse.

Sajidu manifestou a sua satisfação com a assinatura do memorando e disse acreditar que as universidades não devem apenas gerar conhecimento, mas também ser agentes activos na formulação de políticas sociais e económicas de ambas as nações.

O golpe que não aconteceu

Poucos querem admitir, mas Moçambique esteve à beira de um golpe em 2024. Os sinais estavam todos lá, o povo furioso com à Frelimo e com o sistema eleitoral por ele imposto e por consequência descredibilizado, as nossas instituições capturadas, a violência que “cresceu tipo sangue”nas nossas próprias ruas e uma oposição desesperada pela fraude consumada antes do início do jogo eleitoral.
Havia, de facto, ambiente propício para uma ruptura pela força. E se tivesse acontecido, esse golpe teria encontrado legitimidade popular? Teria! Aliás, era isso que um grupo considerável gostaria, mas teria arrastado Moçambique para um abismo cujas consequências nos perseguiriam por um bom tempo.
O problema não é tirar à FRELIMO pela via da força, aliás, como todos vimos o golpe seria bem-sucedido, pelo menos no início. Porque o descontentamento popular com os resultados eleitorais e com o sistema montado para garantir a vitória do partido no poder atingiu níveis explosivos.
Mas teria sido um desastre para Moçambique e explico: somos pedintes e não confiávamos em nada nós. Ninguém apoia países ditatórias, a pequena ajuda e que ainda sobra depois do escândalo das dívidas ocultas também seria suspensa e nem estaríamos a conversar com nenhuma das organizações fundadas em Bretton Woods, se já estamos mal e falidos, imagine um colapso da economia de forma imediata nestes moldes?
Pelos cálculos também o investimento no gás de Cabo Delgado seria descontinuado entre outros como carvão de Tete e etc, e a nossa diplomacia no Mundo seria qualquerizada e pior, num país como este com diversas assimetrias regionais, tribalismo, regionalismo que o Estado insiste ironicamente em querer “matar” para a sobrevivência da nação (coisas mal feitas quanto a mim) teríamos a legitimação tácita para a institucionalização da lógica de que quem tem força governa, e num país como este com recursos, isso abre um tipo de portas e um inferno incalculável. Talvez eu mesmo já teria a minha milícia neste momento.
É verdade que Moçambique hoje está altamente dividido. Sulanos e provincianos é uma luta antiga, e isso não deve alarmar a ninguém e são coisas explicáveis desde que o Mundo é Mundo, mas a Frelimo tem uma nova batalha e um inimigo poderoso que julgo que não vai vencer se continuar com a actual estratégia, são os jovens.
Antes da fome que campeia nos pratos do cidadão comum, do desemprego e da frustração generalizada, a FRELIMO tem um inimigo real e perigoso com alta capacidade e motivação , os jovens que sentem que tem o futuro roubado, um sentimento verdadeiro diga-se.
E é aqui onde começa o verdadeiro peso da responsabilidade histórica do Chapo.
É um desafio civilizacional que passa por reunificar o país geograficamente e espiritualmente e o presidente e a sua equipe estão a fazer tudo na contra-mão a meu ver.
Devia de facto estar a falar com o povo neste momento, as suas ideias e as reformas que quer ver no Estado , como actua fico com a leve impressão de que é manietado.
Semana passada veio a PRM na Zambézia dizer que pelo trabalho da perícia efectuada em casa de Jonata, se chegou à conclusão que aquilo foi orquestrado com objectivos políticos, mas vimos a reação da população a seguir, a polícia pode ter razão Tecnica mas ninguém acredita nela neste momento. O Estado como existe e sobrevive se não há confiança nas suas instituições? quer dizer que eu posso cometer um crime e só porque não se confia na PRM ninguém vai colaborar. É mau!
Devíamos neste momento estar a ditar o fim do partidarismo na CNE, modernização da STAE, criação de um Tribunal Constitucional independente e funcional.
O actual modelo de reconciliação nacional é um encenação e não dará em nada, é essa a percepção pública, o que devíamos estar a fazer devia ser um diálogo real com a oposição, com os líderes religiosos, com juventudes marginalizadas e não com Bitones, com a sociedade civil e não com veículos operativos.
Nas províncias não se governa de facto, e não há musculatura para isso, parece que ninguém sabe de facto o que fazer para tirar as províncias do buraco. Com exceção dos governadores de Nampula e Zambézia que tentam sair e buscar investimentos em outros países, os outros são corta-fitas. Deixem que
quem vive os problemas tenha poder de decidir as soluções. A propósito disso é a conferência de investimentos para a Zambézia ser discutida em Maputo por imposição da primeira-ministra. A mim deu raiva!
Os assassinatos políticos podem ser evitados, estão a usar as nossas forças como células da Frelimo e como instrumento de repressão política. Não dá e não eficaz a longo prazo, como está evidente agora.
Chapo tem duas opções:
Ou continua o “Presidente da Frelimo, dos lambe-botas, dos antigos combatentes e da OJM”, enterrando como está a fazer as tensões debaixo do tapete, até que uma nova onda de manifestações e sem controle explodam.
Ou se converte rapidamente num estadista com coragem de mudar o nosso curso da história.
Essa janela de oportunidade está a fechar-se. O problema econômico que é a luta que abraçou como bandeira e que da qual concordo não será bem sucedida sem resolver estas pendências.
Não existe presidente sem povo. Está a jogar o jogo errado e a cumprir interesses, mas não se esqueça que até bem pouco tempo os jovens não tinham medo de morrer, aliás, as estatísticas estão aí . Muitos deram a vida por se sentirem momentaneamente livres e não está resolvido e outros ainda não vingaram os seus mortos. Ponha a mão na consciência. Não vão conseguir matar todos!

29 anos depois, Caifadine Manasse promete entregar terrenos prometidos aos MAMBAS em 1996

Vinte e nove anos depois, eis que os jogadores que fizeram parte da gloriosa seleção que levou Moçambique ao CAN em 1996 vêem a promessa feita prestes a ser concretizada. È que, naquele ano, o governo de Moçambique prometera a aqueles craques a atribuição de terrenos na cidade de Maputo como prémio pela qualificação.

Mas o facto é que isso não passou de promessas. Esta quarta-feira o ministro da juventude e desportos Caifadine Manasse foi ao baú histórico dos MAMBAS e convidou as antigas glórias para uma reunião que tinha como pano de fundo, auscultar as suas preocupações e o fantasma dos terrenos voltou a assombrar o executivo.

Entretanto, num gesto de bom samaritano, Caifadine Manasse prometeu que dentro deste ano os MAMBAS terão a sua situação resolvida. ´Nós como ministério vamos interagir como município e vamos perceber em que estagio está o processo e vamos pedir ao município no sentido de, havendo terrenos, fazer chegar aos atletas, porque são essas glórias que agradaram o povo. São esses que contribuíram para o bom nome de Moçambique, então todos nós temos que estar sensíveis e eu tenho a certeza que o presidente do município Razaque Manhique vai estar sensível a este problema, vai estar sensível porque é um assunto que ele encontra agora, porque já vem há muito tempo. Então todos nós, a ideia não é resolvermos tudo o que não foi resolvido, mas, havendo condições, temos que dar o nosso possível para poder resolver´.

A notícia foi recebida com muita esperança por parte daqueles que já não esperavam pelos terrenos. Arnaldo Salvado, que falou à imprensa momentos depois da reunião disse estar esperançoso que o seu sonho de ter um terreno na cidade de Maputo seja realizado, não obstante o tempo que levou para que seja realizado. ´Foi uma reunião muito frutífera, portanto, nós colocamos a questão dos terrenos que já estamos à espera há quase trinta anos e o ministro foi receptivo, ouviu-nos e disse que ia tentar resolver a questão. Teve uma abordagem já como presidente do município e, portanto, dentro de mais ou menos um mês esperamos ter a primeira abordagem sobre a questão´- disse Arnaldo Salvado, que depois acrescentou: ´Nós tivemos uma boa impressão do ministro e agradecemos por isso. O governo está aberto para poder fechar esse dossier que leva já um longo tempo e acreditamos que dessa vez será de vez´.

 

ÚLTIMA HORA: Jogador Diogo Jota e irmão morrem em despiste automóvel

Diogo Jota, avançado da Seleção de Portugal e do Liverpool, morreu esta quinta-feira num acidente de viação na província de Zamora, em Espanha.
De acordo com o jornal espanhol “Marca”, citado pela DW, o acidente aconteceu na autoestrada A-52, à saída do município de Palacios de Sanabria.
Jota, de 28 anos, seguia no carro com o seu irmão André Silva, extremo do Penafiel, da II Liga, de 25 anos, tendo ambos falecido após o veículo ter saído da estrada, acabando por se incendiar.
Imprensa portuguesa e espanhola avançam que a causa do acidente terá sido o rebentar de um pneu numa ultrapassagem a um veículo.
Diogo Jota havia casado no passado dia 22 de junho com Rute Cardoso.
Presidente e primeiro-ministro portugueses já lamentaram a morte de um “jogador que honrou o seu país ao mais alto nível”.
Vencedor de duas Ligas das Nações, a última das quais este ano, Diogo Jota marcou 14 golos em 49 internacionalizações por Portugal e jogava há cinco épocas no Liverpool, tendo conquistado a sua primeira Premier League em 2024/25.

Daniel Chapo e José Zapatero reforçam apelo por nova arquitectura financeira global

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O Presidente da República, Daniel Chapo, manteve, esta Terça-feira, em Sevilha, um encontro com o antigo Presidente do Governo da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, no terceiro dia da sua visita ao Reino da Espanha, a fim de participar na IV Conferência Internacional sobre o Financiamento ao Desenvolvimento.

A reunião serviu para reafirmar o compromisso comum com a construção de uma nova arquitectura financeira internacional mais justa, solidária e orientada para a erradicação da pobreza extrema, destacando-se como um momento de diálogo estratégico entre África e Europa sobre o futuro do desenvolvimento global.

Após a audiência com o Presidente moçambicano, o antigo dirigente espanhol partilhou com a imprensa uma reflexão crítica sobre o momento actual e destacou a importância de uma liderança africana activa. “É imprescindível. Vivemos um momento histórico nestes primeiros 25 anos do século XXI, em que estamos a decidir: qual vai ser o legado deste século”, afirmou.

Sublinhando a urgência de uma acção coordenada para acabar com a miséria e a fome, defendeu: “Ou acabamos com a pobreza extrema — que para mim é a primeira obrigação — ou falhamos. Temos de erradicar a pobreza extrema no mundo, abolir a miséria, a fome. A fome não pode existir no século XXI, quando há tanto desenvolvimento tecnológico, tanta riqueza global”.

Para Zapatero, essa transformação exige uma nova arquitectura financeira e mudanças estruturais nas atitudes das potências mundiais. “Exige que as nações ricas e poderosas deixem de ser egoístas, que pensem nos outros, e exige uma África unida. Isso é fundamental: uma África unida e decidida também a começar já”.

Reconhecendo o potencial do continente, declarou: “Toda a gente sabe que o futuro é África. É verdade que as nossas vidas são curtas, e por vezes perguntamos: mas quando, quando? Eu acredito que pode ser já”.

Outrossim, projectou o horizonte de 2030, ano-limite para o cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, mostrando-se esperançoso quanto aos avanços possíveis: “Oxalá cheguemos a 2030 — que é o prazo para o cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável — com um grau significativo de concretização, sobretudo no que toca à eliminação e erradicação da pobreza”.

O antigo Chefe do Governo espanhol destacou igualmente os progressos já alcançados em sectores-chave: “A saúde melhorou. A educação também tem vindo a melhorar em África. Há cada vez mais população formada, mais educada, mais empreendedora”.

No entanto, alertou que persistem desafios estruturais ligados à falta de perspectivas para a juventude africana. “Falta o futuro. Falta o futuro. É por isso que tantos jovens emigram, porque não têm alternativa”.

Numa mensagem directa à Europa, deixou um aviso claro: “Eu digo sempre à Europa: se a Europa não investir em África, a África estará na Europa, os jovens africanos irão para a Europa”. Concluindo, José Luis Rodríguez Zapatero expressou confiança na actual liderança espanhola para impulsionar este novo paradigma. “Espero, portanto, que a história nos ensine que as nações ricas e poderosas colapsaram por não olharem para os outros, por não ajudarem os outros. E essa é a minha visão desta cimeira. Acredito que a Espanha, com o Presidente Sánchez, neste momento assume uma liderança e uma força a favor dessa nova arquitectura de financiamento”.

Chapo em Sevilha: Investimento privado é imperativo estratégico para o desenvolvimento

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O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu esta Terça-feira, em Sevilha, Espanha, que o financiamento privado deve ser encarado como um imperativo estratégico para o desenvolvimento acelerado e sustentável dos países em desenvolvimento, como Moçambique.

Falando durante a Mesa-redonda intitulada “Alavancar as Empresas e o Financiamento Privado”, à margem da IV Conferência Internacional das Nações Unidas sobre o Financiamento ao Desenvolvimento (FFD4), o Chefe do Estado destacou o papel central do sector privado na promoção da inovação, geração de emprego e redução da pobreza.

“É com um forte sentido de oportunidade que participamos nesta Mesa-redonda, cujo tema é Alavancar as Empresas e o Financiamento Privado. É de uma importância e ressoa profundamente com as prioridades de desenvolvimento de Moçambique”, declarou o Presidente Chapo no início da sua intervenção.

O estadista moçambicano sublinhou que o país vive uma fase de transformação económica, com metas claras de erradicação da pobreza, criação de empregos dignos, especialmente para os jovens, e fortalecimento das infra-estruturas. Segundo disse, “a nossa agenda nacional visa a transformação económica; a redução da pobreza; a criação de empregos dignos, principalmente para a juventude, e a construção de infra-estruturas resilientes, tudo isto alinhado com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável [ODS] ”.

Neste contexto, o Presidente da República advertiu que os recursos públicos disponíveis não são suficientes para alcançar os ambiciosos objectivos nacionais e globais. “É inegável que o financiamento público, por si só, é insuficiente para colmatar a vasta lacuna de investimento necessário para alcançar estas metas”, afirmou.

É nesse cenário que o financiamento privado assume um papel crucial, disse. “É aqui que o financiamento privado emerge, não apenas como um complemento, mas como um imperativo estratégico”, declarou o Chefe do Estado, enfatizando a necessidade de criar ambientes mais favoráveis ao investimento.

Para Moçambique, o sector privado é encarado como um verdadeiro motor de desenvolvimento. “Reconhecemos que o sector privado é o motor de inovação, de crescimento, de criação de valor. Para nós, em Moçambique, alavancar as empresas e o investimento privado não é uma opção, mas uma condição essencial para impulsionar o nosso desenvolvimento de forma acelerada e sustentável”, sublinhou.

O Chefe do Executivo moçambicano explicou que é fundamental estimular o desenvolvimento do empreendedorismo, promover a inovação, a internacionalização e a mobilidade das empresas, destacando, como exemplo, o potencial da Zona de Comércio Livre Continental Africana, que abrange 1,4 mil milhões de consumidores e deverá permitir, até 2045, um aumento substancial do comércio inter-africano.

Além disso, o estadista defendeu, por outro lado, a necessidade de reformas legais e institucionais para criar um ambiente de negócios transparente e competitivo. “Por isso, para nós é importante a governação e transparência, reforma do quadro legal, promoção do Conteúdo Local e o desenvolvimento de mecanismos de financiamento inovadores”, concluiu. A IV Conferência Internacional das Nações Unidas sobre o Financiamento ao Desenvolvimento decorre sob o lema de reformular a arquitectura financeira internacional, de modo a assegurar uma maior equidade e inclusão no acesso aos recursos, sobretudo por parte dos países em desenvolvimento, incluindo Moçambique.

Parceria entre Clube Moza e UniSave fortalece juventude e promove dignidade menstrual 

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O Braço social do Moza Banco, o Clube Moza, e a Universidade do Save (UniSave) assinaram, recentemente, um Memorando de Entendimento que estabelece a cooperação estratégica de ambas instituições para o reforço das acções em prol da inclusão juvenil, equidade de género e promoção da dignidade menstrual.  

À luz do acordo, os estudantes da UniSave poderão beneficiar de capacitações através do Programa Acelerado de Desenvolvimento de Competências, que visa reforçar a formação em língua inglesa e outras competências transversais essenciais à empregabilidade e ao empreendedorismo.

Ao mesmo tempo, o memorando prevê a integração do tema da dignidade menstrual na formação dos professores da UniSave, garantindo que sejam sensíveis às necessidades da mulher estudante e que promovam uma abordagem educativa inclusiva e alinhada às questões de género, dentro e fora da Universidade. 

Durante a cerimónia de assinatura do Memorando de Entendimento, houve ainda espaço para apresentação de propostas comerciais, com o objectivo de permitir que os colaboradores da Universidade pudessem conhecer e potencialmente aderir às soluções do Moza, acção que culminou com a abertura oficial da conta da UniSave no Moza Banco. 

Para a Professora Doutora Catarina Nhapossa, Reitora da Universidade do Save, o memorando ora assinado resulta da vontade das duas instituições de continuar a imprimir mudanças significativas para o bem-estar da juventude, em especial da mulher e da rapariga. 

Ao assinar este Memorando com o Clube Moza, unimos a academia à acção comunitária. A formação em inglês e a abordagem da dignidade menstrual são instrumentos poderosos de emancipação social. Queremos que os nossos estudantes, sobretudo os futuros professores, saiam da Universidade preparados para transformar as comunidades que irão servir. Esta colaboração é um exemplo de como a universidade pode ir além das salas de aula e impactar positivamente o país”, asseverou a Reitora. 

Já o Presidente do Clube Moza, Inácio Fernando, afirma, por seu turno, que este é mais um passo significativo na construção de pontes transformadoras para a juventude moçambicana.

“Hoje celebramos uma aliança estratégica que coloca as raparigas no centro do desenvolvimento. O Clube Moza tem como missão abrir caminhos, criar oportunidades e transformar realidades através da educação e do voluntariado. A Universidade do Save, ao juntar-se a nós, demonstra que o ensino superior moçambicano está alinhado com os desafios contemporâneos da inclusão, da sustentabilidade e da justiça social. A integração do tema da dignidade menstrual na Universidade é um marco. Esta parceria é mais do que um protocolo: é um compromisso com o futuro do país.”, sublinhou. 

Ainda sobre o tema, o Presidente da Comissão Executiva do Moza, Manuel Soares, reitera que estas acções têm o principal objectivo de melhorar a vida dos moçambicanos, “traduzindo em acções os valores do Banco, com destaque para o ‘ganhar juntos’, através do qual pratica-se  o amor ao próximo, a união e a solidariedade”.   

Estas e outras acções reafirmam o empenho do Moza Banco e todas as suas agremiações em continuar a apoiar o Desenvolvimento Humano sustentável e o impacto social positivo, através de alianças estratégicas com instituições de referência nos sectores da educação, saúde, ambiente e etc.

 

Banco Mundial nomeia novo Director de Divisão para  Moçambique, Madagáscar, Ilhas Maurícias, Comores e Seicheles 

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O Grupo Banco Mundial nomeou Fily Sissoko como o novo  Director de Divisão para Moçambique, Madagáscar, Ilhas Maurícias, Comores e Seicheles, com efeito a  partir de hoje. Ele sucede a Idah Pswarayi-Riddihough, que ocupou a posição nos últimos quatro anos e  meio. 

Neste novo cargo, o Sr. Sissoko liderará o envolvimento do Grupo Banco Mundial com os parceiros  governamentais, de desenvolvimento e outras partes interessadas, promovendo iniciativas alinhadas  com as prioridades nacionais e a visão do Banco Mundial de um mundo livre de pobreza num planeta  habitável. 

O Sr. Sissoko é natural da Costa do Marfim e traz mais de 23 anos de experiência em desenvolvimento  nas regiões de África, Ásia Oriental, Ásia do Sul e Pacífico. Mais recentemente, serviu como Gerente Nacional do Banco Mundial para o Togo, com sede em Lomé. Antes disso, foi Gerente da Prática Global  de Governação para a região da Ásia Oriental e Pacífico. Iniciou sua carreira no Banco Mundial em 2002  como Especialista em Gestão Financeira em Dakar, no Senegal, e desde então ocupou vários cargos de  liderança na área. 

Com base em Maputo, o Sr. Sissoko irá supervisionar um portfólio de 63 projectos, totalizando US$ 8,5  bilhões em compromissos nos cinco países. Este apoio abrange sectores-chave como educação,  energia, saúde, protecção social, infraestrutura, agricultura, governanção e desenvolvimento do sector  privado. 

Access Bank reforça compromisso com a saúde com nova campanha de doação de sangue

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Entre 17 e 20 de Junho, o Access Bank Mozambique realizou a sua campanha anual de doação de sangue sob o lema ‘Doe Sangue, Partilha Vida’. A iniciativa envolveu colaboradores, clientes e as comunidades de Maputo, Beira, Nampula, Nacala, Chimoio, Tete e Pemba. No total foram recolhidas 422 bolsas de sangue, que poderão beneficiar mais de 1.260 pessoas em situação de urgência. A acção reforça o compromisso do Banco com a saúde e o bem-estar das comunidades onde opera.

Desde 2020 que o Access Bank, em parceria com o Serviço Nacional de Sangue, tem promovido a campanha ‘Doe sangue, Partilha Vida’, respondendo, assim, à escassez de stocks em vários hospitais do país.

Para o Administrador-Delegado Interino do Access Bank Mozambique, Chiwetalu Obikwelu, cada bolsa de sangue doada representa uma esperança renovada para doentes em situação crítica. “Num momento em que tantos hospitais enfrentam uma grave escassez de sangue, a nossa missão deve ir além das operações financeiras, deve ser um verdadeiro catalisador de vida”, referiu. “Agradecemos profundamente a todos os colaboradores, clientes e parceiros que responderam ao nosso apelo com um notável espírito de solidariedade e compromisso com a comunidade”, acrescentou o mesmo responsável.

Dados do Sistema Nacional da Saúde permitem verificar a importância desta iniciativa. Mesmo em épocas de pouco movimento, o Hospital Central de Maputo, maior unidade sanitária do país, necessita até 120 unidades de sangue por dia. O défice é sentido nesta e noutras unidades sanitárias, tanto ao nível distrital, como nos hospitais de referência.

A Directora do Serviço Nacional de Sangue, Sara Salimo, salientou a iniciativa do Access Bank. “Graças aos 422 dadores, reforçámos de forma significativa as nossas reservas de sangue em quase todo o país, aproximamo-nos da capacidade mínima necessária para atender a urgências e cirurgias.

Para além da recolha, a campanha incluiu acções de sensibilização sobre a importância da doação regular de sangue e do voluntariado cívico. O Access Bank mantém o compromisso de organizar campanhas periódicas e de alargar esta parceria, contribuindo para a sustentabilidade dos bancos de sangue ao mesmo tempo que salva vidas em todo o país.