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Tensões internas marcam clima de instabilidade na RENAMO na Zambézia

Reportagem: Marcelino Voabil

A província da Zambézia tem sido palco de tensões internas no seio da RENAMO, marcadas por protestos e acusações de violência entre membros do partido.

O delegado político da RENAMO em Quelimane, Leonardo Botão, pronunciou-se recentemente sobre as acusações feitas por membros dissidentes, que o apontam como responsável por actos de violência durante confrontos registados em diferentes pontos da cidade.

Botão começou por reafirmar o compromisso do partido com a manutenção da paz, reconhecendo, no entanto, a existência de um clima de instabilidade interna, associado a divergências em torno da liderança de Ossufo Momade. Segundo explicou, os conflitos opõem membros que apoiam a actual liderança e outros considerados dissidentes.

Relativamente às acusações de envolvimento em actos de violência, nomeadamente nos bairros Madal e Namuinho, o delegado político refutou as alegações, apresentando a sua versão dos acontecimentos e distanciando-se de qualquer incitação a agressões.

Questionado sobre o impacto das divisões internas no desempenho político do partido, sobretudo numa altura em que se aproximam eleições autárquicas e gerais, Botão reconheceu que a situação pode afectar a coesão da RENAMO, mas manifestou confiança na superação das divergências.

O dirigente apelou ainda à união entre os membros, exortando os dissidentes a abandonarem as reivindicações e a trabalharem em conjunto para fortalecer o partido, com vista à manutenção dos municípios actualmente sob sua gestão e à conquista de novos espaços políticos.

Leonardo Botão ocupa o cargo de delegado político da RENAMO em Quelimane desde o congresso realizado em Alto Molócuè, que reconduziu Ossufo Momade à liderança do partido, e afirma estar a ser alvo de perseguições internas desde a sua tomada de posse.

Realeza Marroquina prestigia inauguração do Teatro Real de Rabat

Princesas Lalla Khadija, Lalla Meryem e Lalla Hasnaa prestigiam abertura do Teatro Real de Rabat acompanhadas da Primeira Dama de França

‘’Suas Altezas Reais as Princesas Lalla Khadija, Lalla Meryem e Lalla Hasnaa, acompanhadas pela Sra. Brigitte Macron, assistiram à apresentação de abertura do Teatro Real de Rabat na noite de quarta-feira, destaca a Agência de Imprensa do Magrebe Árabe (MAPA). ‘’Este edifício icónico representa uma expressão tangível do compromisso inabalável de Sua Majestade o Rei Mohammed VI com a arte e a cultura’’, sublinha a MAPA.

Antes de regressarem ao camarote real para assistir à apresentação, Suas Altezas Reais as Princesas Lalla Khadija, Lalla Meryem e Lalla Hasnaa, Presidente da Fundação do Teatro Real de Rabat, juntamente com a Sra. Brigitte Macron, foram recebidas pelos membros do Conselho de Administração da Fundação.

No início da apresentação, foi exibido um filme sobre o Teatro Real. ‘’O teatro é uma instituição que simboliza a renovação cultural e artística da capital do Reino e reflecte o dinamismo cultural que Marrocos vive sob a liderança visionária de Sua Majestade o Rei Mohammed VI, ao fomentar uma abordagem modernista da arte marroquina, com tudo o que isso implica em termos de promoção do talento criativo’’, enfatiza a MAPA.

Este singular marco arquitetónico e urbano permitirá a Rabat ascender ao patamar dos principais destinos culturais internacionais e permitirá ao Reino reforçar o seu papel como terra de diálogo intercultural, interação civilizacional e afirmação de valores e ideais universais.

Após a execução do hino nacional marroquino pela orquestra e coro, o público foi brindado com um interlúdio musical excepcional, apresentando o solista Marouan Benabdallah num repertório de música clássica, a mezzo-soprano Ahlima Mhamdi em grandes árias de ópera, Samira Kadiri numa interpretação da herança árabe-andaluz e Driss El Maloumi, compositor e tocador de alaúde, numa criação contemporânea inspirada nos sons marroquinos.

Graças a este programa com artistas exclusivamente marroquinos, os convidados testemunharam uma brilhante aventura artística e humana, onde compositores, solistas, cantores, coralistas, maestros e músicos se uniram para celebrar a riqueza, a excelência e a diversidade do panorama artístico nacional, um cenário criativo e aberto às diversas expressões da música mundial.

O concerto de Tchaikovsky e árias de Bizet e Verdi foram apresentados juntamente com temas andaluzes e uma criação marroquina contemporânea, num diálogo sublime entre o repertório universal e o património nacional.

Para celebrar este momento histórico, teve lugar pela primeira vez uma colaboração excepcional: a da Orquestra Filarmónica de Marrocos, que está prestes a comemorar o seu 30º aniversário, e a Orquestra Sinfónica Real, que celebra 20 anos de existência. Unidos no mesmo palco, sob a direção de Dina Bensaïd, 76 músicos e 40 coralistas uniram os seus talentos num esforço artístico conjunto.

No final da apresentação, as Princesas Lalla Khadija, Lalla Meryem e Lalla Hasnaa, acompanhadas por Brigitte Macron, foram saudadas pelas artistas Samira Kadiri, soprano; Ahlima Mhamdi, mezzo-soprano; Dina Bensaïd, maestrina e pianista de concerto; e pelos artistas Marouan Benabdallah, pianista; Driss El Maloumi, compositor e virtuoso do alaúde; e  Younes Terfas, director da Orquestra Sinfónica Real.

Centenas de artistas marroquinos e internacionais, figuras da cultura, intelectuais e criadores de artes performativas e visuais foram convidados para esta apresentação de inauguração, bem como representantes do corpo diplomático acreditado em Rabat (embaixadores, encarregados de negócios de missões diplomáticas e representantes de organizações internacionais).

Localizado no coração do Vale do Bouregreg, em continuidade com a Torre Hassan e o Mausoléu de Mohammed V, o Teatro Real de Rabat ergue-se, ao lado da Torre Mohammed VI, como um símbolo da renovação e do renascimento da capital do Reino magrebino, em consonância com o programa de desenvolvimento integrado da cidade de Rabat “Rabat Cidade das Luzes, Capital Marroquina da Cultura”, iniciado sob a liderança visionária de Sua Majestade o Rei Mohammed VI, que fez da cultura um pilar do desenvolvimento e do progresso do Reino.

Sahara: Honduras decide suspender o reconhecimento da autoproclamada RASD

A República das Honduras decidiu suspender o reconhecimento da autoproclamada RASD (Republica Árabe Saharaui Democrática), de acordo com um despacho de quarta-feira, 22 de Abril, da Agência de Imprensa Marroquina (MAP).

Esta decisão foi comunicada a Nasser Bourita, Ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Africana e dos Marroquinos Residentes no Estrangeiro, por Mireya Agüero de Corrales, Ministra dos Negócios Estrangeiros da República das Honduras, numa carta oficial recebida esta quarta-feira.

A Senhora Agüero de Corrales afirmou na sua carta que esta “suspensão decorre de uma decisão soberana das Honduras, baseada no seu compromisso tradicional com os princípios da não interferência e do respeito pelos assuntos internos de outros Estados”.

Na mesma carta, as Honduras “reafirmam o seu total apoio aos esforços do Secretário-Geral da ONU e do seu Enviado Pessoal para alcançar uma solução política justa e duradoura”, bem como às resoluções do Conselho de Segurança da ONU, incluindo a Resolução 2797.

A República das Honduras notificou também António Guterres, Secretário-Geral da ONU, desta decisão.

Recorde-se que as Honduras, um país da América Central, reconheceram a autoproclamada “RASD” em 1989 e reafirmaram esse reconhecimento em 2022. Esta é a sexta retirada de reconhecimento nos últimos dois anos. ‘’A decisão das Honduras insere-se nos desenvolvimentos em curso na questão do Sahara, impulsionados pela liderança directa do Rei Mohammed VI de Marrocos’’, informa o despacho da MAP.

Realeza Marroquina prestigia inauguração do Teatro Real de Rabat

 

Princesas Lalla Khadija, Lalla Meryem e Lalla Hasnaa prestigiam abertura do Teatro Real de Rabat acompanhadas da Primeira Dama de França

‘’Suas Altezas Reais as Princesas Lalla Khadija, Lalla Meryem e Lalla Hasnaa, acompanhadas pela Sra. Brigitte Macron, assistiram à apresentação de abertura do Teatro Real de Rabat na noite de quarta-feira, destaca a Agência de Imprensa do Magrebe Árabe (MAPA). ‘’Este edifício icónico representa uma expressão tangível do compromisso inabalável de Sua Majestade o Rei Mohammed VI com a arte e a cultura’’, sublinha a MAPA.

Antes de regressarem ao camarote real para assistir à apresentação, Suas Altezas Reais as Princesas Lalla Khadija, Lalla Meryem e Lalla Hasnaa, Presidente da Fundação do Teatro Real de Rabat, juntamente com a Sra. Brigitte Macron, foram recebidas pelos membros do Conselho de Administração da Fundação.

No início da apresentação, foi exibido um filme sobre o Teatro Real. ‘’O teatro é uma instituição que simboliza a renovação cultural e artística da capital do Reino e reflecte o dinamismo cultural que Marrocos vive sob a liderança visionária de Sua Majestade o Rei Mohammed VI, ao fomentar uma abordagem modernista da arte marroquina, com tudo o que isso implica em termos de promoção do talento criativo’’, enfatiza a MAPA.

Este singular marco arquitetónico e urbano permitirá a Rabat ascender ao patamar dos principais destinos culturais internacionais e permitirá ao Reino reforçar o seu papel como terra de diálogo intercultural, interação civilizacional e afirmação de valores e ideais universais.

Após a execução do hino nacional marroquino pela orquestra e coro, o público foi brindado com um interlúdio musical excepcional, apresentando o solista Marouan Benabdallah num repertório de música clássica, a mezzo-soprano Ahlima Mhamdi em grandes árias de ópera, Samira Kadiri numa interpretação da herança árabe-andaluz e Driss El Maloumi, compositor e tocador de alaúde, numa criação contemporânea inspirada nos sons marroquinos.

Graças a este programa com artistas exclusivamente marroquinos, os convidados testemunharam uma brilhante aventura artística e humana, onde compositores, solistas, cantores, coralistas, maestros e músicos se uniram para celebrar a riqueza, a excelência e a diversidade do panorama artístico nacional, um cenário criativo e aberto às diversas expressões da música mundial.

O concerto de Tchaikovsky e árias de Bizet e Verdi foram apresentados juntamente com temas andaluzes e uma criação marroquina contemporânea, num diálogo sublime entre o repertório universal e o património nacional.

Para celebrar este momento histórico, teve lugar pela primeira vez uma colaboração excepcional: a da Orquestra Filarmónica de Marrocos, que está prestes a comemorar o seu 30º aniversário, e a Orquestra Sinfónica Real, que celebra 20 anos de existência. Unidos no mesmo palco, sob a direção de Dina Bensaïd, 76 músicos e 40 coralistas uniram os seus talentos num esforço artístico conjunto.

No final da apresentação, as Princesas Lalla Khadija, Lalla Meryem e Lalla Hasnaa, acompanhadas por Brigitte Macron, foram saudadas pelas artistas Samira Kadiri, soprano; Ahlima Mhamdi, mezzo-soprano; Dina Bensaïd, maestrina e pianista de concerto; e pelos artistas Marouan Benabdallah, pianista; Driss El Maloumi, compositor e virtuoso do alaúde; e  Younes Terfas, director da Orquestra Sinfónica Real.

Centenas de artistas marroquinos e internacionais, figuras da cultura, intelectuais e criadores de artes performativas e visuais foram convidados para esta apresentação de inauguração, bem como representantes do corpo diplomático acreditado em Rabat (embaixadores, encarregados de negócios de missões diplomáticas e representantes de organizações internacionais).

Localizado no coração do Vale do Bouregreg, em continuidade com a Torre Hassan e o Mausoléu de Mohammed V, o Teatro Real de Rabat ergue-se, ao lado da Torre Mohammed VI, como um símbolo da renovação e do renascimento da capital do Reino magrebino, em consonância com o programa de desenvolvimento integrado da cidade de Rabat “Rabat Cidade das Luzes, Capital Marroquina da Cultura”, iniciado sob a liderança visionária de Sua Majestade o Rei Mohammed VI, que fez da cultura um pilar do desenvolvimento e do progresso do Reino.

“Voz de esperança e reconciliação”: Edil de Quelimane felicita Bispo de Pemba pela eleição na Universidade Católica

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MUNICÍPIO DE QUELIMANE

CONSELHO AUTÁRQUICO DA CIDADE DE QUELIMANE

 

Ref.: CAQ/PR/2026

Quelimane, 23 de abril de 2026

MENSAGEM DE FELICITAÇÃO

 

A

Sua Excelência Reverendíssima

DOM ANTÓNIO JULIASSE FERREIRA SANDRAMO

Bispo de Pemba

Novo Magno Chanceler da Universidade Católica de Moçambique

 

O Conselho Autárquico da Cidade de Quelimane, em nome de todos os munícipes desta querida cidade, dirige-se a Vossa Excelência Reverendíssima com profundo respeito, viva alegria e sincera admiração, para lhe transmitir as mais calorosas felicitações pela sua eleição como Magno Chanceler da Universidade Católica de Moçambique (UCM). Esta distinção, que encerra em si um profundo significado eclesiástico, académico e cívico, é merecidamente conferida a um Pastor cujo percurso tem sido marcado pelo testemunho fiel do serviço ao próximo e pela defesa intransigente dos valores que sustentam a dignidade humana.

A Universidade Católica de Moçambique ocupa um lugar insubstituível no panorama do ensino superior do nosso país. Desde a sua fundação, tem-se distinguido como espaço privilegiado de formação integral do ser humano, onde o rigor científico se alia à excelência ética e à responsabilidade social. A Igreja Católica, por intermédio das suas instituições académicas, tem contribuído de forma decisiva para a consolidação do capital humano moçambicano, formando gerações de profissionais comprometidos com o bem comum, com a justiça e com o desenvolvimento sustentável da nação. A eleição de Vossa Excelência Reverendíssima para liderar esta missão em qualidade de Magno Chanceler constitui, por isso, um acto de elevado significado institucional e um sinal de confiança depositada na Vossa reconhecida sabedoria e capacidade de liderança.

A trajectória pastoral de Vossa Excelência Reverendíssima como Bispo de Pemba tem sido um testemunho eloquente de dedicação, coragem e entrega incondicional ao serviço das populações. Numa diocese que enfrenta desafios imensos, Vossa Excelência tem sabido conciliar a missão espiritual com o compromisso social, tornando-se uma voz de esperança, de reconciliação e de promoção da paz numa região que a tanto tem aspirado. A humildade que Vossa Excelência manifesta no exercício do múnus episcopal, associada a uma visão clara e a uma firme determinação na promoção do bem comum, são qualidades que credenciam plenamente a Vossa Excelência para o exercício desta nova e nobre função académica.

Sob a orientação de Vossa Excelência Reverendíssima, estamos certos de que a Universidade Católica de Moçambique há-de continuar a ser uma forja de excelência, formando quadros qualificados, eticamente comprometidos e socialmente responsáveis, que serão protagonistas do desenvolvimento nacional. A presença de um líder espiritual e moral na chancellaria máxima da UCM representa uma garantia de que os valores da verdade, da justiça, da solidariedade e da dignidade humana permanecerão como pilares incontornáveis da missão educativa desta instituição.

O Município de Quelimane, cidade de tradição e de convergência de culturas, identifica-se profundamente com os valores que a Igreja Católica e a Universidade Católica de Moçambique promovem e defendem. É com legítimo orgulho que os munícipes de Quelimane acompanham esta nomeação, reconhecendo nela um motivo de esperança renovada para o futuro do ensino superior em Moçambique e para a consolidação de uma sociedade mais justa, mais esclarecida e mais solidária.

Formulamos votos sinceros de que esta nova missão seja para Vossa Excelência Reverendíssima fonte de renovada inspiração e que o Senhor lhe conceda abundante sabedoria, discernimento, fé inabalável e força espiritual para conduzir a UCM a horizontes cada vez mais altos, a bem de Moçambique e das gerações que nela se formam.

Queira aceitar, Sua Excelência Reverendíssima, a expressão do nosso mais elevado apreço e profunda consideração.

Quelimane, ao Conselho Autárquico,

23 de abril de 2026

 

O Presidente do Conselho Autárquico da Cidade de Quelimane

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Conselho Autárquico da Cidade de Quelimane · Moçambique

“Os Garimpeiros são nossos, e nós somos deles”, escreve Manuel de Araújo

 

— MENSAGEM DE FELICITAÇÃO —

Trigésimo Aniversário da Banda Garimpeiros

 

Caros membros da Banda Garimpeiros,

Em nome do Conselho Autárquico da Cidade de Quelimane e em meu nome próprio, dirijo a todos os membros da Banda Garimpeiros as mais calorosas e sentidas palavras de felicitação, por ocasião do vosso trigésimo aniversário de actividade artística. Trinta anos de dedicação à música, à cultura e à identidade de um povo são, por si só, um acto de grandeza que merece ser celebrado com a solenidade e o reconhecimento que a história impõe.

Nascida das entranhas de Quelimane, a Banda Garimpeiros surgiu não apenas como um conjunto musical, mas como uma força viva da alma zambeziana. Ao longo de três décadas, a vossa música atravessou gerações, encheu quintais e praças, animou festas de bairro e palcos de prestígio, e tornou-se inseparável do ADN cultural desta cidade que tanto amamos. Os vossos sons são os sons do Zambeze — da sua gente, da sua resiliência, da sua alegria irredutível perante os desafios da vida.

A Banda Garimpeiros soube, com rara sensibilidade artística, fundir os ritmos tradicionais da Zambézia com os ventos da modernidade, sem jamais perder a raiz. As vossas faixas mais badaladas tornaram-se hinos de uma geração — músicas que falam de amor, de terra, de saudade e de identidade — e que continuam a ser cantadas nas casas, nas ruas e nos corações dos zambezianos espalhados pelo mundo. A vossa arte é um espelho fiel de quem somos, de onde viemos e de para onde queremos ir.

O vosso impacto ultrapassa, em muito, as fronteiras do entretenimento. Ao longo destas três décadas, a Banda Garimpeiros tem desempenhado um papel insubstituível na preservação e promoção da cultura local, servindo de farol para dezenas de jovens músicos que encontraram na vossa trajetória a inspiração e a coragem para abraçar a arte como vocação. Sois, no mais genuíno sentido da palavra, construtores de identidade — artífices de uma memória colectiva que nenhuma mudança de tempo conseguirá apagar.

É com enorme orgulho e profunda convicção que, em nome da Cidade de Quelimane e de todos os seus munícipes, proclamo a Banda Garimpeiros Património Cultural da Cidade de Quelimane. Esta distinção não é um mero reconhecimento formal — é a expressão da gratidão de uma cidade inteira perante uma banda que a representou, a defendeu e a celebrou durante trinta anos ininterruptos de vida artística. É a cidade a dizer, com voz firme: os Garimpeiros são nossos, e nós somos deles.

O nome que escolhestes — Garimpeiros — encerra em si uma profunda sabedoria. Como os garimpeiros que buscam ouro nas profundezas da terra, vós fostes ao âmago da nossa cultura, da nossa tradição, da nossa história, e trouxestes à superfície o que de mais precioso temos: a nossa identidade zambeziana. E esse ouro que extraístes não diminui com o tempo — pelo contrário, brilha cada vez mais, à medida que o tempo passa e a vossa obra ganha a dimensão do legado.

Que esta data sirva não apenas como celebração do passado, mas como renovação do compromisso com o futuro. O Conselho Autárquico de Quelimane reafirma o seu apoio à vossa continuidade artística, porque sabe que uma cidade sem cultura é uma cidade sem alma. A Banda Garimpeiros é parte da alma de Quelimane — e essa alma deve continuar a vibrar, a cantar e a inspirar, por muitos e longos anos.

Às famílias de todos os membros, presentes e passados, que partilharam este percurso de 30 anos, o nosso profundo respeito. Aos fãs e seguidores que nunca deixaram de acreditar, a nossa gratidão. E à Banda Garimpeiros, o nosso abraço mais sentido: Parabéns. Quelimane orgulha-se de vós.

Quelimane, Abril de 2025

 

O Presidente do Conselho Autárquico da Cidade de Quelimane

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Manuel de Araújo

Presidente do Conselho Autárquico de Quelimane

Sahara: República do Equador reafirma apoio à iniciativa de autonomia apresentada por Marrocos

A República do Equador reafirmou na sexta-feira o seu apoio à iniciativa de autonomia apresentada por Marrocos em 2007, descrevendo-a como a única solução séria, credível e realista para o diferendo regional sobre o Sahara marroquino, informa um despacho de ontem, sexta-feira, 17 de Abril, da Agência de Imprensa Marroquina (MAP)

Esta posição foi declarada no Comunicado Conjunto assinado em Rabat após conversações entre o Ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Africana e dos Marroquinos no Estrangeiro, Nasser Bourita, e a Ministra dos Negócios Estrangeiros e da Mobilidade Humana da República do Equador, Gabriela Sommerfeld, que se encontra numa visita de trabalho ao Reino.

O Equador saudou ainda a adopção da Resolução 2797 (2025) do Conselho de Segurança da ONU, reafirmando que a autonomia sob a soberania marroquina é a solução mais viável para pôr fim ao diferendo regional.

Os dois países reafirmaram ainda o seu apoio ao Enviado Pessoal do Secretário-Geral da ONU para o Sahara – cuja declaração unilateral de independência foi celebrada há dias, com presença de um alto representante do Governo Moçambicano, na Argélia -, bem como aos esforços para fazer avançar o processo político em busca de uma solução definitiva para o diferendo.

O Comunicado Conjunto destaca ainda que a República do Equador decidiu estender a sua atuação consular ao Saara marroquino, em conformidade com o direito internacional.

Da mesma forma, o Equador manifestou a sua disponibilidade para promover oportunidades de cooperação económica e comercial no Saara marroquino, abrindo perspectivas promissoras para o continente africano em favor dos seus sectores económicos e para reforçar as trocas em termos de investimento, comércio e desenvolvimento produtivo.

O ministro equatoriano anunciou ainda que o embaixador do Equador em Rabat fará em breve uma visita à região do Sahara para preparar e apoiar diversas iniciativas económicas.

AMOPAL capacita animadores de núcleos no distrito de Namarroi para defesa de pessoas afectadas pela lepra

Reportagem: Gildo dos Santos

No distrito de Namarroi, província da Zambézia, a Associação Moçambicana de Promoção e Defesa da Pessoa Afectada pela Lepra (AMOPAL) realizou uma acção de capacitação dirigida a mais de 20 animadores de núcleos provenientes de vários pontos do distrito.

A iniciativa tem como objectivo reforçar a defesa dos direitos humanos das pessoas afectadas pela lepra, promovendo a igualdade de oportunidades, o respeito e a inclusão social destes cidadãos na comunidade.

Apesar de ser uma associação recente, a AMOPAL afirma já registar resultados positivos no seu trabalho de sensibilização e apoio às comunidades afectadas. O director executivo, Rafael Manuel, destacou o impacto das acções desenvolvidas e o envolvimento de parceiros na luta contra a doença.

Rafael Manuel mostrou-se confiante na mudança de comportamento da sociedade em relação à lepra, defendendo uma abordagem baseada na inclusão e na dignidade humana, e agradeceu o apoio contínuo da missão contra a lepra, que tem colaborado com a associação nas suas actividades.

Participantes da formação referem que, após a adesão aos ensinamentos da AMOPAL, têm-se registado mudanças significativas nas comunidades, com o fim de práticas de discriminação que anteriormente afectavam as pessoas atingidas pela doença.

Durante o evento, o orador principal, Belmiro, destacou práticas de prevenção e cuidados básicos a serem observados, sobretudo por pessoas com lepra, incluindo a higiene rigorosa das mãos e dos pés com água limpa, sabão e materiais adequados, como forma de melhorar a qualidade de vida e reduzir complicações associadas à doença.

Águas estagnadas dificultam mobilidade no bairro Santagua em Quelimane

Reportagem: Nelson Máximo 

Moradores e utentes da estrada de acesso ao bairro Santagua, na cidade de Quelimane, enfrentam dificuldades de circulação, sobretudo na zona conhecida como Contamina, devido à acumulação de águas estagnadas que condicionam a ligação à via principal que dá acesso à zona do cimento.

A situação afecta cidadãos provenientes de vários bairros que utilizam diariamente esta via para se deslocarem ao centro da cidade. Em períodos de chuva, mesmo com precipitações moderadas, a estrada fica parcialmente intransitável, criando constrangimentos significativos na mobilidade.

Os operadores de transporte semi-colectivo e taxistas que circulam naquela rota relatam prejuízos recorrentes, resultantes do desgaste das viaturas e da redução da capacidade de circulação na via.

Moradores ouvidos pela nossa reportagem reconhecem a existência de algumas intervenções por parte da edilidade, mas defendem a necessidade de uma resposta mais consistente e duradoura para a resolução definitiva do problema.

A situação é agravada pela passagem de várias condutas de águas residuais já degradadas, o que contribui para o acúmulo de águas no local, tornando ainda mais difícil a transitabilidade naquela zona da cidade de Quelimane.

Veja a reportagem no link abaixo:

Moradores de Icidua preocupados com atraso na construção da ponte de acesso ao mercado Manambuá

Reportagem: Nelson Máximo 

Moradores do bairro Icidua, na cidade de Quelimane, manifestam preocupação com a demora no início das obras de construção da ponte de betão que deverá dar acesso ao mercado Manambuá, alegando o abandono de material de construção no local por parte do empreiteiro.

Actualmente, a população continua a utilizar uma ponte improvisada de madeira para atravessar o ponto, uma solução considerada insegura, sobretudo em períodos de maior circulação e condições adversas. A situação agrava-se com o material de construção que permanece no local há cerca de cinco meses, sem evolução visível das obras.

Segundo alguns moradores, a situação já gerou revolta na comunidade, tendo havido tentativas de remover ou espalhar o material depositado no local, numa demonstração de insatisfação face ao atraso do projecto.

A população afirma ainda que, até ao momento, não houve esclarecimentos oficiais por parte das autoridades locais sobre o arranque efectivo das obras, o que tem aumentado a incerteza e a frustração dos residentes.

Os moradores apelam à intervenção urgente das entidades competentes para a retomada das obras e garantia de melhores condições de travessia e segurança no acesso ao mercado Manambuá.

Veja a reportagem no link abaixo: