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O imposto oculto da pirataria

Como o streaming ilegal destrói empregos, oportunidades e produção criativa de África – como uma tarifa sobre a sua própria cultura.

Por:Taissone Rangeiro

Embora a maioria dos impostos sejam financeiros, por vezes uma limitação social cobra um preço espiritual e social a um país. É o caso da pirataria de conteúdos e do streaming ilegal. O roubo da produção criativa africana priva o continente da sua expressão artística; das suas próprias ideias.

A expressão criativa é um impulso humano, mas só pode se tornar uma carreira em tempo integral quando for financeiramente viável. Devido à sua importância fundamental, foram construídos sectores inteiros em torno da partilha de obras artísticas. Na economia actual, isso tende a assumir a forma de streaming de conteúdos digitais – música, filmes, séries e entretenimento em directo.

No entanto, pelo mesmo motivo que as plataformas digitais over-the-top (OTT) são convenientes para a partilha de conteúdos, também se tornam alvos de pirataria e roubo de conteúdos. Fornecedores de entretenimento muito apreciados, como a MultiChoice, empresa do grupo Canal+, são alvos principais deste tipo de exploração, que assume frequentemente a forma de ”streaming ilegal”.

Uma violação fundamental da propriedade intelectual, o streaming ilegal pode ser gratuito ou extremamente barato para os utilizadores. Gera também rendimentos significativos para os grupos criminosos que se aproveitam do trabalho de artistas africanos. No entanto, este roubo de material protegido por direitos de autor funciona como um imposto sobre os artistas e empresas legítimas que o produzem.

Cada vez que uma série é pirateada, os produtores e os detentores de direitos legítimos são privados de uma remuneração justa. Tal significa que a própria série se torna menos apelativa para investimentos empresariais. O patamar a partir do qual um programa vale a pena ser produzido torna-se muito mais elevado.

Para séries pequenas e em crescimento, o streaming ilegal inviabiliza essencialmente este conteúdo. O roubo de conteúdos significa que as séries não são encomendadas e as equipas – realizadores, operadores de câmara, maquilhadores, engenheiros de som, etc. – são privadas de emprego e de oportunidades.

A MUSO, empresa londrina de monitorização de pirataria e protecção de conteúdos, descobriu que o streaming não licenciado é a principal fonte de pirataria de filmes e séries, representando 96% do total. A pirataria de TV é, de longe, a forma predominante de pirataria de conteúdos, e a organização detectou 229,4 milhões de visitas a sites piratas em 2023 – um aumento de 6,7% em relação ao ano anterior.

A pirataria é um “imposto oculto” pago pelos criadores, equipas de produção, entidades desportivas e consumidores através da perda de receitas. É também um imposto para o público, devido à degradação dos serviços. Mundialmente, estima-se que a pirataria de vídeo digital custe à indústria do entretenimento até 71 mil milhões de dólares em perdas anuais.

Este impacto traduz-se numa redução da receita fiscal para o governo, o que deixa menos orçamento para os serviços sociais. O roubo de propriedade intelectual a esta escala prejudica, assim, a qualidade de vida de todos os cidadãos.

Os riscos do crime

Para os utilizadores, existem inúmeros riscos ao utilizar serviços de streaming ilegais. Além de infringir as leis de direitos de autor, as pessoas que subscrevem estes serviços expõem-se a fraudes com cartões de crédito. O software e os dispositivos podem ser infectados por malware, e correm o risco de ter a sua identidade roubada.

Para tentar eliminar este imposto sobre o sector do entretenimento, as autoridades policiais realizam rusgas, emitem ordens de remoção e até encerram plataformas de streaming piratas. Infelizmente, assim que uma plataforma é desactivada, outra costuma surgir no seu lugar.

Como a contadora de histórias mais adorada de África, a MultiChoice opera no centro do ecossistema de streaming. A MultiChoice cria o conteúdo que cativa a imaginação do povo africano, apoia milhares de criadores que trabalham como pessoal e fornecedores e, por isso, está no centro da luta para proteger esse conteúdo.

A Irdeto, empresa de cibersegurança da MultiChoice, desenvolveu tecnologias sofisticadas de rastreamento e marca de água, que permitem proteger mais de seis mil milhões de dispositivos em todo o mundo. A empresa garante 7,2 mil milhões de reproduções num único mês e apoia conteúdos legítimos através de mais de 17 mil milhões de transacções de licença DRM.

Como líder da campanha Parceiros Contra a Pirataria a organização também ajudou a sensibilizar para o impacto do streaming ilegal e como combatê-lo.

Mas, para finalmente eliminar o imposto que prejudica o funcionamento da economia criativa de África, para libertar as histórias, as ideias e a energia cultural, cabe ao público africano trilhar o caminho ético e apoiar os criadores que dizem amar.

Ao fazer as escolhas certas e ao pagar subscrições acessíveis a serviços de streaming legítimos, investimos na economia narrativa de África. É apenas através das nossas próprias acções que o streaming ilegal tem o poder de impor impostos tão proibitivos à nossa indústria.

E são as acções do público africano que podem eliminar estes impostos. Quando os utilizadores dizem não ao conteúdo pirateado, libertam a criatividade africana.

Ferro Velho: a nova “candonga” em Quelimane

Por: Márcio Morais / Especialista em Ambiente e Desenvolvimento

Em Quelimane, o crescimento do negócio de ferro velho deixou de ser discreto. O que
antes era uma actividade pontual tornou-se uma presença constante nos bairros
periféricos e nas principais artérias da cidade. Crianças, jovens e adultos percorrem
diariamente as ruas à procura de metais para vender, num movimento que já faz parte
da rotina urbana.
À primeira vista, trata-se de uma alternativa de rendimento num contexto de
dificuldades económicas. No entanto, o ritmo acelerado com que este mercado está a
crescer começa a levantar sinais de alerta.
No mercado internacional, a sucata metálica tem valor real e significativo. O aço
reciclado (ferro velho processado) está a ser negociado à volta de 379 dólares por
tonelada em 2026, segundo dados da Trading Economics (2026). Já o minério de ferro,
base da indústria ronda os 100 a 105 dólares por tonelada, de acordo com a mesma
fonte (Trading Economics, 2026). Em alguns mercados europeus, a sucata de ferro
chega a cerca de 160 euros por tonelada, podendo variar conforme a qualidade
(Metaloop, 2026). Estes dados mostram que não se trata de um negócio marginal, mas
de um sector com peso económico real.
No entanto, a realidade local apresenta outra face. Em Quelimane, o negócio é, em
grande medida, dominado por compradores de nacionalidade bangladeshiana e
chinesa, que controlam os pontos de aquisição e influenciam directamente os preços
praticados.
A ausência de critérios claros na definição de preços, a falta de transparência nas
transacções e a informalidade generalizada tornam o mercado vulnerável a práticas
injustas. Quem recolhe e vende sucata, muitas vezes em situação de necessidade,
acaba por aceitar valores impostos, sem margem de negociação.
Ao mesmo tempo, surgem preocupações relacionadas com o aumento de vandalismo,
incluindo a remoção de cabos eléctricos, cantoneiras e outros componentes de
infraestruturas públicas e privadas, que acabam por alimentar este circuito.

Outro aspecto preocupante é a falta de condições básicas de higiene e segurança no
manuseio de sucata. Muitos dos envolvidos nesta actividade trabalham sem qualquer
protecção, expostos a riscos físicos e a materiais potencialmente nocivos à saúde.
Este fenómeno já tem precedentes no país. Em Maputo e Matola, o sector está mais
estruturado e ligado à indústria, embora persistam casos de roubo de materiais. Em
Cabo Delgado, a sucata tem contribuído para a limpeza e reaproveitamento de detritos
pós-conflito, mas continua inserida num circuito informal com desafios semelhantes.
Mais do que condenar ou ignorar, importa reconhecer que o ferro velho está a crescer
rapidamente e a transformar dinâmicas sociais, económicas e urbanas na cidade. E
como todo fenómeno em expansão, exige atenção, reflexão e acompanhamento antes
que os seus impactos se tornem mais difíceis de gerir.

BCI reforça literacia financeira entre jovens na Beira e Ilha de Moçambique

Iniciativas abrangem estudantes do ensino secundário e universitário no âmbito da Global Money Week

Reportagem: Redação

O Banco Comercial e de Investimentos (BCI) promoveu acções de literacia financeira nas cidades da Beira, província de Sofala, e da Ilha de Moçambique, em Nampula, no quadro das celebrações da Semana Mundial do Dinheiro (Global Money Week).

Na cidade da Beira, a iniciativa teve lugar na Escola Secundária do Estoril, onde cerca de 45 alunos participaram numa sessão dedicada à gestão responsável das finanças pessoais. A actividade foi orientada por Tanya Barbosa Sultanegy, Directora Central Regional do BCI.

Sob o lema “A Inteligência que Construímos Hoje, Garante a Nossa Liberdade Amanhã”, a sessão abordou temas essenciais como poupança, planeamento financeiro e tomada de decisões económicas conscientes.

Durante o encontro, foi destacado o papel da educação financeira na construção de uma base sólida para o bem-estar económico, com enfoque na capacitação dos jovens para enfrentarem desafios financeiros com maior responsabilidade.

A participação dos estudantes foi marcada por forte interacção, com momentos de debate, esclarecimento de dúvidas e partilha de experiências, evidenciando o interesse dos jovens pelo tema.

No âmbito da mesma efeméride, o BCI realizou acções semelhantes na Ilha de Moçambique, incluindo uma palestra na Mediateca local, dirigida a estudantes da Universidade Lúrio – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.

Adicionalmente, foi promovida uma sessão na Escola Secundária da Ilha de Moçambique, voltada para alunos do nível pré-universitário. Ambas as actividades foram conduzidas por Gimo Alage, Director Central de Região do BCI.

Com estas iniciativas, o BCI reforça o seu compromisso com a promoção da literacia financeira junto das camadas mais jovens, contribuindo para a formação de cidadãos mais informados, conscientes e preparados para tomar decisões financeiras sustentáveis.

 

Maputo acolhe reunião técnica da Parceria PALOP-TL e União Europeia

Encontro vai avaliar projectos regionais e definir novas prioridades de cooperação

Reportagem: Redação 

A cidade de Maputo acolhe, de 14 a 17 de Abril, a Reunião Técnica 2026 da Parceria entre a União Europeia (UE) e os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e Timor-Leste (PALOP-TL), um encontro que reunirá representantes governamentais, instituições europeias e parceiros de cooperação.

O evento insere-se no actual ciclo de programação do Instrumento de Vizinhança, Desenvolvimento e Cooperação Internacional – Europa Global (NDICI 2021–2027) e dá continuidade às orientações definidas na última reunião ministerial realizada em Díli, Timor-Leste.

Moçambique lidera coordenação da parceria

Com Moçambique a assumir o papel de coordenador permanente da Parceria, o encontro terá como objectivo consolidar os progressos alcançados, acelerar a implementação de projectos em curso e preparar novas etapas da cooperação regional.

Durante as sessões plenárias, os participantes irão analisar o desempenho de programas estruturantes como: Pro PALOP-TL; Pro CULTURA PALOP-TL (I e II) e Pro JUST PALOP-TL.

A avaliação deverá identificar constrangimentos operacionais e propor recomendações técnicas para melhorar a eficácia e a sustentabilidade das intervenções.

A reunião será igualmente uma oportunidade para reforçar o modelo de governação da Parceria, promovendo maior apropriação por parte dos Estados-membros e uma articulação mais eficaz entre os pontos focais nacionais e as Delegações da União Europeia.

A Parceria PALOP-TL UE tem vindo a afirmar-se como um modelo de cooperação baseado em laços históricos, linguísticos e institucionais comuns, facilitando a troca de experiências e a construção de soluções partilhadas.

Entre os pontos em agenda, destaca-se o alinhamento dos projectos com a estratégia Global Gateway da União Europeia, com enfoque em áreas como: Governação democrática; Digitalização das instituições públicas; Transparência financeira e desenvolvimento cultural e criativo.

Os projectos regionais desempenham um papel central neste processo, contribuindo para o reforço das capacidades institucionais e para a promoção do crescimento económico sustentável.

A reunião contará com representantes de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, além de delegações da União Europeia e parceiros de implementação, reflectindo o carácter inclusivo e multilateral da iniciativa.

Considerada uma das mais duradouras plataformas de cooperação regional da União Europeia, a Parceria PALOP-TL UE continua a afirmar-se como um instrumento estratégico para a promoção do Estado de Direito, boa governação e desenvolvimento sustentável num espaço que liga África ao Indo-Pacífico.

 

Chapo lidera resposta às cheias e reforça mobilidade com entrega de autocarros

Presidente conjuga acções de emergência em Gaza com medidas estruturais no sector dos transportes

Reportagem: Redação

O Presidente da República, Daniel Chapo, cumpre esta segunda-feira, 6 de Abril, uma agenda centrada na resposta aos impactos das recentes cheias e no reforço de sectores estratégicos, com destaque para a agricultura e os transportes públicos.

No distrito de Guijá, província de Gaza, o Chefe de Estado dirige a cerimónia central de entrega de insumos agrários e pesqueiros a produtores afectados pelas inundações que atingiram as regiões Sul e Centro do país.

A iniciativa enquadra-se nas medidas adoptadas pelo Governo para mitigar os efeitos das calamidades naturais e relançar a actividade produtiva nas zonas atingidas. Para além da resposta imediata à crise, a acção visa dinamizar a segunda época da Campanha Agrária 2025/2026, através da recuperação de áreas agrícolas e do apoio directo aos produtores.

Num contexto marcado por perdas de culturas e fragilização dos meios de subsistência, o Executivo procura, com esta intervenção, restabelecer a capacidade produtiva das comunidades e reforçar a segurança alimentar e nutricional.

Intervenção alargada às províncias afectadas

A entrega de insumos será replicada em outras províncias afectadas pelas cheias, nomeadamente Maputo, Inhambane, Manica, Sofala, Tete e Zambézia, num esforço coordenado entre o Governo central e as autoridades provinciais.

Mobilidade urbana entra na agenda

Ainda no decurso desta segunda-feira, o Presidente da República desloca-se à cidade de Nampula, onde irá proceder à entrega de 100 autocarros, destinados a 15 municípios das regiões Centro e Norte do país.

A iniciativa insere-se no projecto governamental “Transporte para Todos”, que tem como objectivo expandir e melhorar o acesso ao transporte público urbano. Entre os resultados esperados estão a redução do tempo de espera nas paragens, o aumento da oferta de transporte e a melhoria das condições de mobilidade para os cidadãos.

Entre a resposta imediata e a visão estrutural

A agenda presidencial evidencia uma abordagem que combina medidas de emergência, dirigidas às populações afectadas pelas cheias, com intervenções estruturais, orientadas para sectores-chave do desenvolvimento.

Num cenário de recorrência de eventos climáticos extremos e desafios persistentes na mobilidade urbana, o Governo procura equilibrar a assistência imediata com políticas que promovam maior resiliência económica e social.

 

 

Manuel de Araújo entrega nova frota à EMUSA

Nota do Editor: No passado dia 4 de Abril de 2026, sob uma chuva que o Edil de Quelimane classificou como “abençoada”, o Município deu um passo estratégico na gestão da saúde pública. O Jornal Txopela publica, na íntegra, o discurso proferido por Sua Excelência Manuel de Araújo, Presidente do Conselho Municipal, durante a cerimónia de entrega das novas unidades móveis à Empresa Municipal de Saneamento (EMUSA).


MUNICÍPIO DE QUELIMANE

CONSELHO MUNICIPAL

DISCURSO DE SUA EXCELÊNCIA MANUEL DE ARAÚJO

PRESIDENTE DO CONSELHO MUNICIPAL DA CIDADE DE QUELIMANE

Acto de Inauguração dos Veículos da EMUSA

Quelimane, 4 de Abril de 2026

Excelências,

Distintas autoridades civis, militares e religiosas,

Membros do Executivo Municipal,

Director-Geral da EMUSA,

Representantes dos órgãos de comunicação social,

Grupos culturais e trabalhadores da EMUSA,

Cidadãos e cidadãs de Quelimane,

A chuva que cai esta manhã sobre a nossa cidade não veio perturbar esta cerimónia — veio abençoá-la. Veio lavar as ruas que hoje inauguramos, veio refrescar a esperança de um povo que nunca desistiu de Quelimane. E é com esse espírito — de resiliência, de fé no futuro e de orgulho na nossa cidade — que vos saúdo a todos e a todas, neste momento histórico.

Estamos aqui reunidos, na Avenida Josina Machel, em frente ao edifício que representa a casa de todos os quelimaneses, para entregar estas máquinas. Estamos a celebrar a dignidade de uma cidade que merece ser tratada como cidade. Estamos a celebrar o fruto do trabalho colectivo, da gestão responsável e da visão clara de que Quelimane tem de crescer — e vai crescer.

A Empresa Municipal de Saneamento — a nossa EMUSA — é a espinha dorsal da salubridade desta cidade. São os seus trabalhadores que, antes de o sol nascer, garantem que as ruas ficam limpas. São eles que, muitas vezes sem o reconhecimento que merecem, mantêm Quelimane habitável.

Hoje, com a chegada desta nova frota de veículos, dotamos a EMUSA de ferramentas à altura da missão que lhe exigimos. Mais viaturas significa mais cobertura. Mais cobertura significa menos lixo nas esquinas, menos doenças nas famílias, mais qualidade de vida para os nossos filhos. Não estamos aqui a inaugurar simplesmente automóveis — estamos a investir na saúde pública, na dignidade dos bairros e no bem-estar de cada família em Quelimane. Ao Director Octávio Saide e a toda a equipa da EMUSA: o Município confia em vós. Tratai estas máquinas com o mesmo empenho com que tratais o vosso trabalho diário. São ferramentas do povo, para servir o povo.

Quelimane é uma cidade com história, com cultura, com gente que trabalha e que sonha. E é essa gente — são vocês — que nos impulsionam a fazer mais e melhor todos os dias.

Palavras Finais

Senhor Director-Geral da EMUSA, peço-lhe que conduza os novos veículos com o mesmo orgulho com que esta cidade os recebe. Cidadãos de Quelimane, peço-vos que cuidem das vossas ruas como cuidas das vossas casas — porque são vossas. Respeitando os horarios de deposito de lixo, colocando nos locais apropriados.

Que esta manhã chuvosa fique na memória de todos como o dia em que Quelimane avançou mais um passo decisivo no seu caminho de transformação. Um passo firme. Um passo com futuro.

Muito obrigado.

Manuel de Araújo

Presidente do Conselho Municipal de Quelimane

Araújo inaugura hoje “Quadrilátero” Rodoviário em Quelimane

Araújo inaugura hoje eixo rodoviário estratégico

 

O Presidente do Município de Quelimane, Manuel de Araújo, inaugura este sábado um pacote de quatro avenidas cruciais que prometem alterar a face da mobilidade urbana na capital da Zambézia.

As obras, inseridas no quadro do Projecto de Desenvolvimento Urbano e Local (PDUL) , abrangem as avenidas Max Love, Josina Machel, Mao Tse Tung e 1001. Trata-se de um investimento que surge num momento em que a gestão de Araújo procura consolidar uma imagem de eficiência infraestrutural perante um eleitorado cada vez mais exigente e sob o olhar atento do poder central.

 

A relevância do acto é sublinhada pela mobilização da Unidade de Gestão do Projecto (UGP), vinculada ao Ministério da Administração Estatal e Função Pública. Em documento oficial datado de 2 de Abril, a UGP confirmou o envio de uma equipa de peso, incluindo a Equipa de Aceleração da Zambézia e a Equipa de Comunicação do PDUL.

Mais do que uma mera formalidade de “corte de fita”, a inauguração será palco de um registo mediático rigoroso. O projecto de pavimentação destas quatro artérias é visto como um balão de oxigénio para o comércio e para a circulação de serviços no centro da cidade. As avenidas seleccionadas são artérias vitais que, durante anos, sofreram com a degradação do piso, dificultando o escoamento de tráfego em épocas de chuva.

 

Para Manuel de Araújo, a entrega destas obras representa uma vitória política imediata, e demonstra capacidade de execução em parceria com agências de desenvolvimento, apesar das frequentes tensões políticas que caracterizam a relação entre os municípios da oposição e o governo central.

 

A cerimónia de hoje contará com a presença de figuras do executivo municipal,  e marca o culminar de um esforço de reabilitação urbana que a UGP descreve como o “alcance do objectivo”.

Paz, Amor e… Terror: O Evangelho de Chapo perante a desordem

O Presidente da República, Daniel Chapo, aproveitou as celebrações da Sexta-Feira Santa para tentar injetar uma dose de optimismo e moralidade numa nação fustigada por crises cíclicas. Entre o fumo do incenso e o rigor da liturgia na Igreja de Santo António da Polana, em Maputo, o Chefe de Estado trocou, por instantes, o figurino de gestor político pelo de pregador da coesão social, elevando o “amor ao próximo” à categoria de estratégia de Estado.

Acompanhado pela Primeira-Dama, Gueta Selemane Chapo, o governante recorreu à exegese bíblica para falar aos moçambicanos. Para Chapo, o sacrifício de Cristo não deve ser apenas uma efeméride do calendário, mas sim um “guia prático” para a convivência entre irmãos. “Só com o amor é que nós vamos conseguir manter a paz em Moçambique”, vaticinou, numa tentativa de ligar a metafísica cristã à pragmática da segurança nacional.

O discurso, embora carregado de intenções nobres, esbarra na crueza dos factos que o próprio Presidente foi obrigado a elencar. Chapo reconheceu que a paz e a segurança são “condições indispensáveis para o progresso” e que nenhum país se desenvolve no caos.

A intervenção presidencial terminou com um convite à “introspecção colectiva” sobre o futuro da nação. Contudo, num Moçambique onde a desigualdade social e a corrupção continuam a ser o principal obstáculo à “comunhão” que o Presidente defende, resta saber se o “amor” será suficiente para pacificar os espíritos ou se os moçambicanos continuarão a viver uma Sexta-Feira Santa sem fim à vista.

Jornal Txopela | Edição Nº 603 | 03 de Abril de 2026 | Publicação Semanal

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Jornal Txopela | Edição 603 | 03 Abr 2026 | Semanal

A nova edição do semanário  já está nas ruas e nas plataformas digitais.

03 de Abril de 2026
Nesta edição, trazemos os principais factos que marcam a actualidade, com o rigor e a clareza que nos definem.

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Absa lidera Bolsa de Valores de Moçambique com maior  volume de transações

 

 

O Absa Bank Moçambique foi distinguido pela Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) como a instituição com o Maior Volume de Negociações no Mercado Bolsista em 2025, um reconhecimento que evidencia o seu papel determinante na dinamização e crescimento do mercado de capitais no País.

A distinção, atribuída na categoria de Melhor Intermediário no Mercado de Valores Mobiliários Cotados, destaca o contributo do Absa para o aumento da liquidez, maior participação no mercado e fortalecimento da confiança dos investidores – factores essenciais para o desenvolvimento sustentável do sistema financeiro nacional.

Ao longo dos últimos anos, o Absa tem assumido um papel activo na evolução do mercado de capitais em Moçambique, promovendo o acesso a financiamento, a diversificação de instrumentos financeiros e a criação de oportunidades para empresas e investidores.

Para Patrícia Darsam, Directora da Banca Corporativa e de Investimentos do Absa Bank Moçambique:

“Esta distinção da Bolsa de Valores de Moçambique representa mais do que um reconhecimento do nosso desempenho – reflecte o papel que o Absa tem vindo a assumir na dinamização do mercado de capitais em Moçambique. Acreditamos que um mercado de capitais mais activo e acessível é fundamental para o crescimento das empresas e para o desenvolvimento económico do País. Por isso, continuaremos a investir em soluções que promovam maior participação, confiança e transparência, contribuindo para um ecossistema financeiro mais robusto e inclusivo”.

Mais do que uma presença activa, o Absa afirma-se como um dos principais dinamizadores do mercado de capitais em Moçambique, desempenhando um papel determinante no apoio a empresas e investidores e contribuindo para o desenvolvimento económico do País.

Este reconhecimento da Bolsa de Valores de Moçambique reforça o papel do Absa como parceiro estratégico no desenvolvimento do mercado de capitais, contribuindo activamente para o aumento da participação, da liquidez e da confiança dos investidores.

Com um percurso sustentado e uma ambição clara, o Absa mantém o compromisso de continuar a fazer crescer o mercado de capitais em Moçambique, promovendo maior inclusão, inovação e criação de valor para os seus Clientes e para o País.