QUELIMANE, 5 de Agosto de 2025 – Organizações juvenis e comunitárias estão a intensificar esforços de combate à erosão nas margens do rio Ilalane, no bairro Chuabo Dembe, através do plantio de mudas de espécies nativas e construção de barreiras naturais. As acções integram uma iniciativa ambiental financiada pelo Conselho Autárquico de Quelimane, com o apoio da Bloomberg Philanthropies.
No terreno, a Associação Ecoeduca liderou, nos últimos dias, mais uma jornada de plantio, envolvendo espécies como salgueiros e mangais, colocadas diretamente sobre estruturas de contenção já previamente instaladas. “Estamos a trabalhar para estabilizar as margens do rio e criar uma barreira viva que resista às cheias e ao impacto das águas”, explicou um dos coordenadores da Ecoeduca ao Txopela.
As barreiras são compostas por estacas de madeira, sacos de areia e pneus reutilizados, estrategicamente posicionados nos pontos críticos da linha de água. O objectivo, segundo os organizadores, é garantir que as mudas criem raízes sólidas e se transformem, a médio prazo, numa solução sustentável e natural contra a erosão e a degradação ambiental da zona ribeirinha.
Além da Ecoeduca, outras associações estão igualmente engajadas nesta frente ambiental. A ASSOACO, a ADCOPA, e a GACREMA – esta última através do projeto Indoeni Chuabo, no bairro Ivagalane – realizam actividades semelhantes em diferentes pontos da cidade. A ANEJS, por sua vez, actua ao longo do quarto posto administrativo urbano, especialmente nas margens da Avenida Eduardo Mondlane.
Estas acções integram um projecto de iniciativas juvenis sobre mudanças climáticas, que visa promover a resiliência comunitária e a participação activa dos jovens na protecção do ambiente. “Estamos a mostrar que a juventude não está alheia aos desafios climáticos. Pelo contrário, queremos ser parte da solução”, afirmou um jovem voluntário da ADCOPA.
A cidade de Quelimane é uma das mais vulneráveis aos efeitos das alterações climáticas, com problemas recorrentes de erosão costeira, cheias sazonais e perda de cobertura vegetal. As autoridades autárquicas apostam agora em soluções baseadas na natureza e no envolvimento das comunidades como forma de travar a degradação dos ecossistemas urbanos.
Para os moradores de Chuabo Dembe e arredores, estas acções trazem esperança. “Há anos que víamos o rio avançar e destruir tudo à volta. Agora estamos a ver que é possível reverter a situação com trabalho comunitário”, disse um residente local.
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