As relações entre os Estados Unidos da América e a África do Sul enfrentam uma nova fase de tensão, após a aprovação, por parte de legisladores norte-americanos, de um projeto de lei que visa rever os laços bilaterais com Pretória e aplicar sanções a figuras ligadas ao partido no poder, o Congresso Nacional Africano (ANC).
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O projeto alega que a África do Sul tem adotado uma política externa que desafia os interesses estratégicos de Washington, ao manter uma aproximação crescente com a Rússia e a China, bem como ao manifestar apoio ao Hamas — grupo considerado terrorista pelos EUA e atualmente em conflito com Israel na Faixa de Gaza.
Embora os nomes dos líderes visados pelas possíveis sanções não tenham sido divulgados, o projeto sugere que as medidas seriam aplicadas a indivíduos suspeitos de envolvimento em corrupção ou violações dos direitos humanos. A retórica de Donald Trump também ecoa na iniciativa, alimentando críticas e divisões internas e externas.
O ANC reagiu de forma contundente. A porta-voz do partido, Mahlengi Bengu-Motsiri, classificou a iniciativa como uma ofensiva política orquestrada por grupos de extrema direita, tanto nos EUA quanto dentro da África do Sul. Segundo ela, o verdadeiro objetivo das sanções seria punir a África do Sul pelas suas posições independentes na arena internacional.
“O que está em curso é uma tentativa de intimidar e isolar a África do Sul por sua postura firme em questões como a crise humanitária na Palestina, a defesa do multilateralismo e o papel do país nos BRICS. Continuaremos a mobilizar a comunidade internacional, tal como fizemos contra o apartheid, para expor essas manobras unilaterais e ideologicamente motivadas”, afirmou Bengu-Motsiri.
Enquanto isso, o grupo de lobby AfriForum — frequentemente crítico do ANC e defensor dos interesses da minoria africâner — afirmou não apoiar sanções contra o país, mas declarou publicamente seu apoio à imposição de restrições direcionadas a líderes políticos. O grupo já foi acusado anteriormente de influenciar decisões do governo norte-americano, incluindo ameaças de cortes de ajuda e tarifas comerciais durante a administração Trump.
Este novo capítulo evidencia o crescente atrito entre um bloco emergente de países do Sul Global, que busca maior autonomia política, e as potências ocidentais que veem essas movimentações como ameaças à sua influência global. A resposta da África do Sul poderá definir o tom das relações exteriores do país nos próximos anos.
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Perseguição contra os BRICS e tentativas de punir a Africa do Sul por nao compactuar com o genocídio dos palestinos e Gaza. Americanos são um grande câncer da humanidade. Apoiam e protege os Judeus assassinos bandidos.