A província da Zambézia está em estado de alerta máximo após a confirmação de casos de M-Pox em regiões vizinhas, como a província de Niassa e o país vizinho, Malawi. A proximidade geográfica da Zambézia, que partilha uma fronteira de mais de 100 quilômetros com o Malawi — abrangendo os distritos de Milanje, Morrumbala e Molumbo — tem aumentado as preocupações das autoridades de saúde locais, que reforçaram a vigilância nas portas de entrada e nas unidades sanitárias desses distritos.
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De acordo com Almiro Raimundo, chefe da Repartição de Saúde Pública da Direção Provincial de Saúde da Zambézia, a situação exige uma resposta rápida e coordenada. “Todas as unidades sanitárias dos distritos fronteiriços estão em alerta e temos equipes monitorando ativamente os casos suspeitos”, afirmou Raimundo.
Recentemente, foram registrados três casos suspeitos de M-Pox no distrito de Milanje. As equipes de saúde locais, em colaboração com a equipe provincial, agiram prontamente, recolhendo amostras e enviando-as ao laboratório de referência para análise. “Felizmente, os resultados dos testes foram negativos, mas o protocolo de vigilância continua em vigor”, explicou Raimundo.
A M-Pox, que é uma doença viral, começa com febre e lesões no pescoço, e em seguida, lesões cutâneas podem aparecer e, em estágios mais avançados, afetar as mucosas, como a boca. Raimundo destacou que a doença pode ser confundida com outras condições, como o sarampo, o que exige um diagnóstico rigoroso e cuidadoso por parte dos profissionais de saúde.
Em face desse risco, o chefe da saúde pública na Zambézia fez um apelo à população para manter a vigilância. “É fundamental que qualquer pessoa que apresente lesões na pele, especialmente nas regiões de fronteira, procure atendimento nas unidades de saúde mais próximas”, disse. Para as áreas mais distantes, a população pode recorrer às Áreas de Prestação de Saúde (APS), onde também estão sendo feitas as notificações de casos suspeitos.
O alerta também se estende ao comportamento da população. Raimundo enfatizou que, como a M-Pox é uma doença altamente contagiosa, indivíduos com sintomas suspeitos devem ser isolados de outros e evitar o contato físico. “A automedicação é altamente desaconselhada, e a partilha de objetos pessoais, como roupas e toalhas, deve ser evitada”, aconselhou.
Apesar do risco de transmissão, Raimundo tranquilizou a população ao afirmar que a M-Pox é uma doença autolimitada, o que significa que a recuperação ocorre naturalmente entre duas a quatro semanas, sem necessidade de tratamentos específicos. Contudo, ele reforçou que o isolamento dos doentes e o acompanhamento médico são essenciais para o controle da doença e para evitar sua propagação.
As autoridades de saúde seguem monitorando a situação de perto, mantendo o protocolo de vigilância e controle para garantir que a doença não se alastre pela província e, consequentemente, pelo país.
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