O líder da Liga Nacional da Juventude da RENAMO, Ivan Mazanga, veio a público esta quinta-feira, 29 de Maio, denunciar aquilo que classificou como “repressão policial inaceitável” contra antigos guerrilheiros do partido, detidos durante uma operação da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) na sede nacional da RENAMO, em Maputo.
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Em conferência de imprensa convocada de emergência, Mazanga afirmou que a intervenção da Polícia da República de Moçambique (PRM) “viola gravemente a soberania interna do partido” e compromete todos os esforços pela reconciliação e estabilidade política no seio da maior força da oposição.
“É a este mesmo regime que recorremos para resolver os nossos problemas internos? Esqueceram a última vez que essas forças tomaram as nossas instalações em Maputo e Nampula? Para resolver este problema recorremos aos mesmos que há muito tempo nos mataram?”, questionou Mazanga, num tom carregado de crítica à liderança partidária e às autoridades do Estado.
O dirigente juvenil rejeitou qualquer tentativa de criminalização dos ex-combatentes da RENAMO, lembrando que estes são “filhos da luta, com legitimidade histórica e política inquestionável”, e criticou o que chamou de “silêncio cúmplice” de alguns sectores da direcção.
Mazanga defendeu que os conflitos internos não podem ser geridos “com cassetetes e balas, mas com diálogo, escuta mútua e respeito pelos órgãos do partido”, e exigiu, de forma firme, a convocação urgente do Conselho Nacional da RENAMO como única instância legítima para resolver os diferendos internos e restaurar a coesão do partido.
“A juventude da RENAMO está pronta para defender o partido — não com violência, mas com ideias, democracia interna e respeito pelas estruturas estatutárias”, afirmou, num apelo à liderança máxima para que não adie mais um encontro nacional amplamente representativo.
A intervenção de Mazanga surge num momento de elevada tensão interna, marcado por acusações de perseguição, exclusão e gestão centralista dentro da RENAMO, sinais que, segundo analistas, ameaçam mergulhar o partido numa crise estrutural caso não haja uma resposta imediata e institucional.
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