Presidente da República apela à paz, reconciliação e trabalho colectivo no início da sua visita à província de Gaza
Receba notícias e alertas em primeira mão diretamente no seu telemóvel.
👉 Seguir Canal no WhatsApp
O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu nesta segunda-feira, 26 de Maio, que Moçambique deve ser edificado com base no amor, no diálogo e no esforço colectivo dos seus cidadãos, e não através do ódio, da violência ou da destruição.
O apelo foi lançado durante um comício popular realizado no distrito de Chongoene, província de Gaza, que marcou o início da sua Visita de Trabalho à região. Na ocasião, o Chefe do Estado reafirmou o seu compromisso com a escuta activa das populações e a promoção da coesão nacional.
“Temos que falar da paz, do amor, da harmonia, de comunhão entre moçambicanos, porque é isto que vai desenvolver Moçambique”, declarou Daniel Chapo, acrescentando que as diferenças de pensamento devem ser encaradas como factor de enriquecimento e não de divisão. O estadista sublinhou que a sua deslocação a Gaza tem também como objectivo agradecer pessoalmente à população pela confiança demonstrada nas eleições gerais de Outubro de 2024, nas quais foi eleito Presidente da República.
Durante o encontro, Chapo manifestou preocupação com os episódios de instabilidade registados no período pós-eleitoral, sublinhando os prejuízos causados por actos de vandalismo em infra-estruturas públicas e privadas.
“Há coisas que foram destruídas: bens públicos e privados, que não têm nada a ver com as eleições. A escola que o governo construiu é para o povo, mas foi destruída. Hospital, quando o governo constrói, é para o povo, mas foi destruído”, lamentou.
O Presidente defendeu que o país não pode continuar a viver ciclos de contestação e violência sempre que se realizam eleições, apelando a uma cultura democrática baseada na aceitação dos resultados e no respeito entre adversários.
“Em política não pode haver inimigos, só adversários. Precisamos ultrapassar este momento em que temos eleições e aparecem sempre pessoas a alegar resultados para fazer confusão”, advertiu, reforçando a necessidade de maturidade política e convivência pacífica.
Daniel Chapo reafirmou ainda que a construção de um Moçambique mais desenvolvido depende da estabilidade social e da participação activa de todos os cidadãos, com destaque para o sector produtivo.
“Cada um de nós tem que fazer a sua parte para desenvolvermos Moçambique. Trabalhar honestamente é o caminho para sairmos da pobreza e construirmos um futuro melhor”, frisou.
O governante evocou igualmente o significado simbólico da Chama da Unidade, lançada a 7 de Abril em Cabo Delgado, no âmbito das celebrações dos 50 anos da independência nacional. Segundo afirmou, este símbolo representa a determinação do povo moçambicano em manter-se unido e coeso.
“Este símbolo que mostra o povo unido é um símbolo do Rovuma ao Maputo, do Zumbo ao Índico”, afirmou, anunciando que a Chama será acolhida no Estádio da Machava, a 25 de Junho, durante as celebrações oficiais da independência.
O Presidente encerrou o comício destacando que, apesar dos avanços registados desde 1975, Moçambique ainda enfrenta múltiplos desafios que só poderão ser superados com paz, estabilidade e compromisso cívico.
Discover more from Jornal Txopela
Subscribe to get the latest posts sent to your email.
📢 Anuncie no Jornal Txopela!
Chegue mais longe com a sua marca.
Temos espaços disponíveis para publicidade no nosso site.
Alcance milhares de leitores em Moçambique e no mundo.
Saiba mais e reserve já


