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Quelimane: Araújo volta a mexer no tabuleiro do poder municipal

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O Presidente do Conselho Autárquico de Quelimane, Manuel de Araújo, voltou a sacudir o xadrez da administração municipal, com uma remodelação que apanha de surpresa até os seus mais próximos. Após as suas recentes declarações públicas em que atacou “lambebotas” dentro do seu próprio governo – num estilo que já se tornou marca registada do autarca – Araújo avançou com a substituição de vários quadros e a nomeação de novas figuras para pelouros chave e postos administrativos urbanos.

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No centro da polémica está mais uma rotação de nomes, prática que já ganhou estatuto de rotina nos 14 anos de liderança municipal de Araújo. À medida que se acumulam os anos, cresce também a fama de que o edil não é afeito a estabilidade nas suas equipas, preferindo operar em ciclos de confiança volátil e fidelidades testadas ao sabor da maré política.

Cessaram funções:

  • Filipe Ribeiro, vereador de Planificação e Desenvolvimento Autárquico;
  • Inês Uachave, vereadora de Saneamento, Água e Energia;
  • Leonardo Botão, chefe do Posto Administrativo Urbano Número Um;
  • Cruz Nicolau, chefe do Posto Administrativo Urbano Número Dois.

Foram nomeados:

  • Alexandre Carvalho, novo vereador das Actividades Económicas;
  • Leonardo Botão, agora com a pasta de Planificação (num retorno surpreendente após cessar funções noutro cargo);
  • Filipe Ribeiro, reencaminhado para o pelouro de Saneamento, Água e Energia (numa espécie de dança de cadeiras institucionalizada);
  • Pedro da Costa Azarate, chefe do Posto Administrativo Urbano Número Um;
  • Davide Manuessa, chefe do Posto Administrativo Urbano Número Dois.

A dança de cadeiras confirma o estilo “hands-on” de Araújo, mas também reacende críticas sobre a falta de continuidade e consolidação das políticas autárquicas. Os seus detractores acusam-no de instabilidade crónica na gestão e de usar a máquina municipal para guerras internas de poder e lealdades. Já os que lhe são próximos defendem a medida como necessária para “oxigenar” a administração e afastar os que “perderam o foco da missão pública”.


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