Li e reli, com a maior captação do que escreve, o que acaba de publicar, em radiografia sobre o estado da vida em Moçambique, o pesquisador João Mosca.
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A linguagem da verdade, a que utiliza para explanar o que se vive, nalguns sectores, magoa e faz moça no todo nacional, principalmente no círculo da Governança. Em Moçambique, infelizmente, não é fácil usar a verdade. A maioria não aprecia e lança uma carrada de críticas a quem o ousa fazer. Por isso, saúdo, agradecendo, o lançamento, por J. Mosca, das realidades que pintam todo o tecido moçambicano.
Detalhando. A Educação tem um sistema que – refere – alfabetiza pouco e com profissionais (docentes) mal preparados. É notório, especialmente quando vêm para Portugal alguns alunos de Moçambique para estudar em Universidades. A esmagadora maioria sem bases. E, mais grave, sem a humildade bastante para aprender, apresentando-se com um currículo invejável. Exibicionistas, tão-só. Deixem-se disso…Cada um deve ser, apenas, ele próprio, sem títulos académicos.
Na Saúde o quadro é de uma gravidade assustadora. J. Mosca revela que os números adoecem o sector. É uma excelente alegoria. Fala de HIV, cólera, tuberculose. Mas esqueceu-se da Hepatite B. Todas estas questões com números assustadores. Moçambique está na tabela dos últimos neste particular.
No Ambiente esse moçambicano assume que não se cura do solo o que – sublinha – “rivaliza” com as más práticas políticas públicas.
E, finalmente, no tocante ao conflito armado que tem, também, contornos sociais, J. Mosca manifesta que a guerra em presença se mistura com a pobreza e a ausência do Estado.
Perante este quadro humano, social e estratégico-governativo, Moçambique prossegue o seu caminho sem rumo. Sem que se avalie um Plano para esses sectores e outros, como o primário, para que o País possa, em pleno séc. XXI, descolar dos últimos 50 anos de miséria e de fome, o que lhe alavanca a corrupção e o atira para o 6.o lugar, do fim, dos mais pobres do Mundo. E não me venham com a história, estafada e sem bases, de que as potências ocidentais exploram tudo. Isso obrigar-me-ia a uma grande explanação para traçar o que se passa.
- Mosca põe dedos em várias feridas que sangram faz tempo, na sociedade moçambicana, sem que se vislumbrem propostas assertivas e devidamente enquadradas para se acertar no azimute para o País. Vai sendo tempo de surgir uma personalidade que apresente um Programa de um Governo de Salvação Nacional para carrilar Moçambique.
António Barreiros, Jornalista
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