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Presidente quer jovens a comandar oficinas e salões

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O Presidente da República, Daniel Chapo, desafiou a juventude moçambicana a assumir o protagonismo na construção da independência económica nacional, com base no trabalho, no empreendedorismo e na mudança de mentalidade. Falando esta terça-feira, no distrito de Báruè, província de Manica, durante um encontro com jovens, o governante lembrou que a geração da luta de libertação nacional já cumpriu a sua missão, cabendo agora aos jovens actuais transformar o país com base na geração de riqueza e auto-suficiência.

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“Dialogar com a juventude é sempre um grande prazer”, afirmou o Chefe do Estado, satisfeito com a adesão dos jovens ao encontro. Por conseguinte, sublinhou que a liberdade política conquistada em 1975 foi fruto do sacrifício de jovens “mais novos do que nós que estamos aqui”, que pegaram em armas para libertar o país do domínio colonial. “A 25 de Junho de 1975, o saudoso Presidente Samora Moisés Machel proclamou a nossa independência nacional. E ficámos livres politicamente”.

No entanto, advertiu que a independência política não é suficiente se o país continuar economicamente dependente. “Moçambique só vai ser rico se cada um dos moçambicanos for rico honestamente. Nunca vai ser rico enquanto os próprios moçambicanos são pobres”, advertiu, defendendo uma geração de jovens “nervosos”, que rejeitam a pobreza e lutam todos os dias para melhorar de vida.

Durante a sua intervenção, o Presidente Chapo traçou uma linha do tempo desde o período colonial, passando pela luta de libertação, até aos dias actuais, para ilustrar os ganhos da independência. “Aqui em Báruè, onde nós estamos, não havia energia eléctrica. Esta escola secundária, este pavilhão, esta estrada asfaltada, o hospital […] não havia nada. Isto tudo que estão a ver é a conquista da nossa independência”.

Rebatendo discursos que minimizam os progressos dos últimos 50 anos, o Presidente da República exemplificou com a expansão da educação e da saúde. “Hoje temos universidades em todo o país, do Rovuma ao Maputo. Médicos moçambicanos não chegavam a cinco. Hoje ninguém consegue contar quantos médicos temos”, frisou.

O estadista recomendou ainda aos jovens a leitura do livro Pai Rico, Pai Pobre, como forma de estimular uma nova mentalidade virada para o empreendedorismo. “Você não precisa ser empregado. Você tem que ter empregados. Você tem que ser empregador”, disse, acrescentando que a pobreza não é apenas material, “é uma pobreza mental”.

Para operacionalizar esta visão, o Chefe dO Estado revelou a criação de novos mecanismos de apoio ao empreendedorismo juvenil, como o Fundo de Desenvolvimento Económico Local. “Decidimos que 60 ou 70 por cento deste valor vai para jovens. Estes jovens têm que ter juízo”, alertou, lembrando experiências passadas em que fundos públicos foram mal utilizados.

“Dinheiro tem leis, tem uma ‘língua que fala’. Tem que saber poupar. Temos que ensinar o que é receita, lucro, despesa, poupança, investimento”, defendeu, incentivando os jovens a apresentarem projectos sustentáveis nas suas comunidades, como oficinas, barracas, carpintarias ou salões de beleza.

Num tom conciliador, o Presidente Daniel Chapo reiterou o compromisso do Governo com o diálogo nacional inclusivo para pôr fim aos ciclos de violência pós-eleitoral. “Temo-nos encontrado com todos os partidos políticos para encontrarmos um consenso de um Moçambique onde haja paz, segurança, harmonia, e não haja discurso de ódio entre irmãos”, declarou.

Outrossim, saudou, ainda, a presença de jovens de diferentes filiações políticas no encontro em Báruè, considerando-a um sinal de maturidade e união nacional. “Não há razões para que um irmão odeie o outro por causa do partido político. Somos todos moçambicanos”, disse, apelando ao patriotismo acima das diferenças partidárias. Antes de encerrar o encontro, o Presidente da República reafirmou que a juventude deve ser o motor de uma nova era de transformação. “A nossa geração precisa definir um objectivo claro: alcançar a independência económica. E isso só será possível se formos jovens determinados, organizados e comprometidos com o trabalho honesto”.


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