O escrutínio dos políticos e da vida pública é um dos pormenores mais característicos e fundamentais da vida democrática. Aliás, foi isso que fez ruir, em Portugal, o anterior Governo liderado pelo Primeiro-Ministro Luís Montenegro, que caiu por não ter maioria parlamentar.
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Montenegro não deu a conhecer, como está plasmado na lei, todos os seus bens e, no que lhe diz respeito, não informou, quando iniciou o cargo de deputado, que era dono de uma empresa que lidava com outras, algumas das quais concorrentes a serviços do Estado. Um político não pode misturar assuntos seus e do Estado, porque provoca suspeitas…Ora, os políticos não se devem servir do seu posto para se servirem, antes devem colocar a sua missão ao serviço do povo e da Nação.
Os portugueses, por força disso, vão ser chamados às urnas, já no próximo domingo, 18.
A “guerra” eleitoral está centrada, no seu palco maior, entre o ex-Primeiro-Ministro Luís Montenegro, o qual volta a concorrer para essa função, e o líder do Partido Socialista, Pedro Nuno Santos, além de um outro partido, da direita, o “Chega”, com o cabeça André Ventura, representar um forte opositor, a um e a outro.
Mas Montenegro pode voltar a ganhar, aliás, as sondagens – elas valem o que valem, é certo – dão-lhe a vitória por uns 32%, enquanto o PS poderá ficar pelos 28%. O Chega pode ir aos 20% ou ultrapassar essa marca. Os partidos da chamada esquerda radical – os que querem acabar com os ricos, quando deveriam exterminar os pobres – que acenam com o marxismo, uma ideologia apodrecida pelos tempos, como o PCP, o Bloco de Esquerda e o Livre, não passam dos 3% ou ficam abaixo disso.
A abstenção, que tem subido faz uns 25 anos, porque a política e os políticos já cansam, como se diz por cá, pode voltar a penalizar, mais gravemente, os partidos do centro, o PSD; e o da esquerda, o PS. Este, com o seu líder Pedro N. Santos, que já foi Ministro e fez borradas, como o aeroporto de Lisboa, a TAP e a ferrovia, não colhe simpatias, porque se enleou em plataformas de interesses e de jogadas.
No domingo, Portugal tem de reiniciar um ciclo de estabilidade, num tempo de mudanças europeias e mundiais, com um Trump falho de saberes e de intelectualidade; um Putin que joga malhas de mentiras e é hegemónico; um Xi que gere a China com mão de ferro e a pretende a dominante do Mundo; um Kim Jong-un endeusado por um povo humilhado e subjugado…e um conjunto de conflitos e incertezas que definem certos homens como tresloucados e senhores de si e dos Mundos. Um Estado Democrático e de Direito é o que coloca em prática o escrutínio da vida pública e dos seus fazedores, sem apelos a tumultos e tomada do poder pelo povo, na legitimidade do funcionamento das suas Instituições, sabendo banir a corrupção e os políticos pôdres… António Barreiros, jornalista
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