Sintonize a Rádio Chuabo – 103.0 FM

Ubisse lança em Quelimane “mataram o nosso chefe”

Data:

Quelimane assiste no próximo dia 10 de Junho , às 14 horas, o livro “Mataram o Nosso Chefe”, da autoria de Vitorino Ubisse Oliveira. O evento, a decorrer no átrio da Rádio Chuabo FM, junta um leque de parceiros que inclui o Clube de Leitura de Quelimane, Camões – Centro de Língua Portuguesa, Conselho Autárquico de Quelimane, Jornal Txopela, Rádio Chuabo FM, Massinhane Edições e TV Zambézia 24 Horas.

📢 Junte-se ao canal do Jornal Txopela no WhatsApp!

Receba notícias e alertas em primeira mão diretamente no seu telemóvel.

👉 Seguir Canal no WhatsApp

A apresentação da obra estará a cargo do jornalista Mariano Mucueia, conhecido pelo olhar crítico sobre a política moçambicana e pela leitura sem rodeios da literatura que interroga o poder.

“Mataram o Nosso Chefe” é uma ficção incómoda. Ambientada no período pós-independência, a narrativa traz à tona uma das feridas mal fechadas da história recente de Moçambique: o desmantelamento forçado de estruturas tradicionais em nome da revolução. No centro da trama está a figura de um chefe comunitário, cuja autoridade é triturada pelas novas ordens políticas que chegaram com os tanques da independência, mas nem sempre com o consentimento dos governados.

A morte do chefe, mais do que o fim de uma personagem, é o símbolo da ruptura brutal entre passado e presente, entre a autoridade legitimada pela tradição e a imposta pelo Estado central.

O autor, Vitorino Ubisse Oliveira, nasceu na Beira em 1972, filho de estivadores matswas. Licenciado em Ensino de Matemática “a escopro e martelo”, como gosta de dizer, escreve com o mesmo rigor de quem sobreviveu ao desleixo institucional e às promessas frustradas de mobilidade social.

Ubisse não é novato nas letras. Tem publicado contos no Diário de Moçambique, e carrega consigo um estilo seco, narrativo, mas com farpas escondidas em cada frase. Diz que enquanto estiver a escrever, o resto pouco importa. A literatura, para ele, é mais víscera do que vaidade.

O lançamento do livro em Quelimane não é coincidência. A cidade, conhecida por dar palco à dissidência e por acolher vozes que não se curvam, oferece o cenário ideal para um romance que questiona os projectos de poder pós-coloniais e as suas continuidades silenciosas.

“O chefe morreu, mas quem o mandou matar ainda manda” — é uma das leituras possíveis do romance.

 


Discover more from Jornal Txopela

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

📢 Anuncie no Jornal Txopela!

Chegue mais longe com a sua marca.
Temos espaços disponíveis para publicidade no nosso site.

Alcance milhares de leitores em Moçambique e no mundo.

Saiba mais e reserve já

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Partilhar publicação:

Subscrever

PUB

spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

Últimas

Relacionados
Relacionados

FALTA DE CLIENTELA PREOCUPA PROPRIETÁRIOS DE SERRAÇÕES EM QUELIMANE

Reportagem: Marcelino Voabil Proprietários de várias serrações de madeira, recentemente...

MORADORES DE WALASSE C CLAMAM POR ÁGUA POTÁVEL E ENERGIA ELÉCTRICA EM NAMARROI

Reportagem: Gildo dos Santos Os moradores do bairro Walasse C,...

ACADÉMICOS EM MANICA LOUVAM EXTINÇÃO DE SERVIÇOS DE REPRESENTAÇÃO DO ESTADO NAS PROVÍNCIAS

Reportagem: Taibo Ajape Académicos na província de Manica manifestam-se favoráveis...

JOVEM EMPREENDEDOR GERA MAIS DE 20 EMPREGOS NA VILA DE GONDOLA

Reportagem: Taibo Ajape Mais de vinte pessoas encontram hoje sustento...