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Araújo desafia Quelimane a manter marchas pacíficas e civismo

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Quelimane vive um momento singular de sensibilidade cívica e política. Nos últimos dias, as ruas da cidade têm sido palco de manifestações pacíficas, com munícipes a exigir a reposição da verdade eleitoral e a defesa dos seus direitos. No entanto, o Presidente do Conselho Autárquico de Quelimane, Manuel de Araújo, lançou um apelo público para que a ordem, a paz e a convivência harmoniosa sejam os pilares das acções da população.

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Numa mensagem dirigida aos munícipes, Araújo disse que as manifestações são um direito inalienável assegurado pela Constituição da República de Moçambique, que consagra, nos artigos 48 e 51, as liberdades de expressão, reunião e manifestação. Este direito é reforçado pela Declaração Universal dos Direitos do Homem, reafirmando que a democracia se constrói com respeito mútuo e responsabilidade cívica.

Apesar do reconhecimento do direito à manifestação, Araújo alertou para os riscos de que a violência ou a destruição de bens públicos e privados possam desvirtuar os objetivos das marchas. “Estes bens, construídos com esforço coletivo ao longo de 14 anos, são património de todos e fundamentais para o progresso da nossa cidade. Destruí-los é retroceder nas conquistas que tanto nos custaram”, sublinhou.

O apelo à não-violência também foi estendido às forças de segurança, com o edil a exortar as autoridades a cumprirem o seu papel com respeito pela dignidade humana. “Quelimane tem sido exemplo de maturidade democrática. Durante os 44 dias consecutivos de marchas no ano passado, não tivemos escaramuças. Este espírito de paz deve continuar a guiar-nos”, recordou.

Com as manifestações agendadas para as tardes, às 15 horas, Manuel de Araújo reforçou a importância da unidade entre os quelimanenses. “A minha liberdade termina onde começa a liberdade dos outros. A convivência democrática exige que saibamos exercer os nossos direitos sem prejudicar o bem-estar coletivo”, afirmou, enfatizando que a luta pela verdade eleitoral deve ser pautada pela ordem e pelo civismo.

O papel da imprensa foi igualmente destacado como crucial neste processo. Araújo apelou à comunicação social que continue a informar e sensibilizar os cidadãos sobre a importância da preservação da paz. “A tarefa de educar é difícil, mas é um dever conjunto de todos nós”, concluiu.

A mensagem termina com um chamado à responsabilidade de cada cidadão. “Quelimane é de todos nós. Zelar por ela é um dever comum. Se cada um fizer a sua parte, o peso será menor, e juntos superaremos este momento sensível, reafirmando os valores de unidade e progresso que nos definem.”


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O Jornal Txopela é um dos principais órgãos de comunicação social independentes da província da Zambézia, em Moçambique. Fundado com o propósito de oferecer um jornalismo crítico e de investigação, o Txopela destaca-se pela sua abordagem incisiva na cobertura de temas políticos, sociais e económicos, dando voz às comunidades e promovendo o debate público.

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