Livro de Estilo

 

📕 Livro de Estilo do Jornal Txopela

 

I. MissĂŁo Editorial

O Jornal Txopela constitui-se como um ĂłrgĂŁo de informação cuja vocação se alicerça no exercĂ­cio de um jornalismo independente, crĂ­tico e rigoroso. A sua missĂŁo primeira Ă© informar com verdade, interpelar o poder instituĂ­do, amplificar a voz dos que se encontram Ă  margem e fomentar uma cidadania lĂșcida e participativa em Moçambique.


II. Valores Fundamentais

  • Verdade – Publicamos tĂŁo-somente aquilo cuja veracidade tenha sido comprovada. A celeridade jamais se sobreporĂĄ Ă  exactidĂŁo.
  • IndependĂȘncia – Recusamos quaisquer ingerĂȘncias de partidos polĂ­ticos, corporaçÔes econĂłmicas ou interesses particulares.
  • Ética – Prezamos o respeito pelos direitos individuais, a salvaguarda da privacidade e a dignidade da pessoa humana.
  • Pluralismo – Acolhemos o contraditĂłrio, escutamos todas as partes, com particular atenção Ă quelas que os poderes instituĂ­dos pretendem silenciar.
  • Identidade local – Damos primazia a narrativas que reflictam a realidade sociocultural e polĂ­tica da ZambĂ©zia e do centro de Moçambique.

III. Estilo de Redacção

3.1. Linguagem

  • Clara, directa e inteligĂ­vel, ainda que apta a abordar, com profundidade, matĂ©rias de complexidade.
  • Evitar o recurso a jargĂ”es tĂ©cnicos ou vocĂĄbulos estrangeiros, salvo quando indispensĂĄveis Ă  compreensĂŁo.
  • Sempre que cabĂ­vel, utilizar expressĂ”es oriundas das lĂ­nguas nacionais, como o chuabo, acompanhadas da devida tradução.

3.2. TĂ­tulos e Lide

  • O tĂ­tulo deve ser sugestivo, informativo e despido de exageros sensacionalistas.
  • O parĂĄgrafo inicial (lide) hĂĄ-de responder Ă s questĂ”es fundamentais: o quĂȘ, quem, quando, onde, como e por quĂȘ.

3.3. Estrutura

  • A redacção deve obedecer Ă  forma da pirĂąmide invertida: a informação capital apresenta-se de imediato.
  • ParĂĄgrafos breves, nĂŁo excedendo quatro linhas.
  • MatĂ©rias extensas devem ser divididas mediante subtĂ­tulos.

IV. Cobertura JornalĂ­stica

4.1. PolĂ­tica

  • A cobertura polĂ­tica deverĂĄ pautar-se por rigor analĂ­tico, equilĂ­brio de fontes e contextualização.
  • DenĂșncias carecem de documentação robusta.
  • DeclaraçÔes oficiais nĂŁo serĂŁo reproduzidas sem a devida confrontação com os factos.

4.2. Sociedade

  • Dedicaremos especial atenção Ă s populaçÔes rurais, bairros perifĂ©ricos e colectivos vulnerĂĄveis.
  • Privilegiam-se temĂĄticas como educação, saĂșde, ambiente, habitação, juventude e cultura.

4.3. Economia

  • Procuraremos esclarecer de que forma as decisĂ”es de ordem econĂłmica incidem sobre o quotidiano dos cidadĂŁos.
  • Voz serĂĄ dada a empreendedores locais, trabalhadores informais e organizaçÔes comunitĂĄrias.

4.4. Cultura

  • Cumpre-nos enaltecer a cultura local, bem como os fazedores de arte e os contadores de histĂłrias da terra.
  • Os textos culturais poderĂŁo enveredar por uma linguagem mais literĂĄria, inspirada em autores como Mia Couto e Ungulani Ba Ka Khosa, sempre respeitando a autenticidade da escrita.

V. Fotografia e VĂ­deo

  • As imagens deverĂŁo narrar a realidade. Fotografias genĂ©ricas ou descontextualizadas devem ser evitadas.
  • Rejeita-se a exposição indecorosa de pessoas em situaçÔes de vulnerabilidade.
  • As legendas devem ser completas, informando quem, onde, quando e o que sucede.

VI. Fontes de Informação

  • Ouvir-se-ĂĄ, sempre que possĂ­vel, todas as partes envolvidas nos factos.
  • Fontes anĂłnimas serĂŁo utilizadas unicamente em situaçÔes que o justifiquem e identificadas no contexto.
  • DĂĄ-se preferĂȘncia Ă s fontes locais e Ă s detentoras de saber especializado.

VII. Erros e RetrataçÔes

  • Havendo erro, este serĂĄ corrigido com presteza e com o merecido destaque.
  • A retratação nĂŁo constitui fraqueza, mas sinal de compromisso Ă©tico.

VIII. Presença Digital

  • A linha editorial do jornal serĂĄ igualmente observada nas suas manifestaçÔes nas redes sociais.
  • ComentĂĄrios ofensivos, discriminatĂłrios ou que incitem Ă  violĂȘncia serĂŁo sumariamente removidos.
  • Estimula-se o diĂĄlogo com os leitores, sempre com urbanidade e ponderação.

IX. Publicidade e PatrocĂ­nios

  • Toda a publicidade serĂĄ claramente identificada como tal.
  • ConteĂșdos patrocinados que colidam com a independĂȘncia editorial serĂŁo recusados.
  • NĂŁo aceitamos patrocĂ­nio de entidades envolvidas em actos lesivos da moral pĂșblica, nomeadamente corrupção.

X. Identidade Visual

  • As cores oficiais do jornal sĂŁo o vermelho, o branco e o preto.
  • O uso de elementos grĂĄficos serĂĄ comedido, privilegiando-se a clareza e a legibilidade.
  • O cabeçalho trarĂĄ, invariavelmente, a data, o nĂșmero da edição e o lema do jornal: