Reportagem: Nelson Maximo
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A Associação Moçambicana Mulher e Educação aponta as desigualdades sociais e o desemprego como possíveis factores por detrás do aumento de casos de homicídio registados ao nível das comunidades na província da Zambézia.
Segundo Lúcia Domingos, representante da organização na província, a situação está associada à pobreza extrema vivida por muitas famílias, o que, em alguns casos, gera tensões sociais e comportamentos violentos.
A responsável explicou que estas desigualdades acabam por alimentar sentimentos de frustração e ambição em relação a cidadãos com melhores condições de vida, criando um ambiente propício a conflitos, que podem evoluir para actos extremos, incluindo homicídios.
Lúcia Domingos alerta ainda que a perda de valores sociais e morais nas comunidades pode estar a contribuir para que a violência seja vista como uma forma de resolução de conflitos, inclusive em situações interpessoais.
Nos últimos dias, a província tem registado uma onda de violência associada a rumores sobre alegados fenómenos de redução de órgãos genitais masculinos, situação que já resultou em várias mortes. Só na última semana, pelo menos 12 pessoas terão sido mortas em circunstâncias relacionadas com este fenómeno.
Face à gravidade da situação, o Governo reuniu-se com autoridades comunitárias com o objectivo de recolher subsídios e definir estratégias para travar a violência e restaurar a tranquilidade nas comunidades.
A organização defende a necessidade de reforço de acções de sensibilização, combate à pobreza e promoção da inclusão social como medidas essenciais para prevenir a escalada da violência na província.
Veja a reportagem no link abaixo:
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