Jovem denuncia burla de 30 mil meticais em falsa promessa de emprego em Inhambane
Reportagem: David Dambuzi
Receba notícias e alertas em primeira mão diretamente no seu telemóvel.
👉 Seguir Canal no WhatsApp
O sonho de conseguir emprego numa instituição bancária terminou em sofrimento e arrependimento para uma jovem na cidade de Inhambane, após alegadamente ter sido burlada em 30 mil meticais por um suposto funcionário bancário.
A vítima, identificada ficticiamente por Gracinda, afirma ter confiado num homem que considerava próximo da família e que lhe prometia uma vaga de emprego num banco comercial, mediante pagamento de dinheiro para facilitar o processo de contratação.
Segundo o relato da jovem, tudo começou em Fevereiro deste ano, quando recebeu a garantia de que poderia conseguir colocação numa instituição bancária. No entanto, para assegurar a alegada vaga, teria de efectuar um pagamento total de 100 mil meticais, valor que seria entregue em duas fases.
Movida pela esperança de finalmente ingressar no mercado de trabalho, Gracinda conseguiu reunir 30 mil meticais, montante que acabou transferindo ao suposto intermediário, apontado como funcionário do BCI.
Após a entrega do dinheiro, começaram as insistências para que a vítima reunisse o valor restante, sob argumento de que o processo de contratação dependia da conclusão do pagamento.
Com o passar do tempo, as promessas foram dando lugar a sucessivos adiamentos, justificações e informações contraditórias. O emprego nunca chegou a concretizar-se e a vítima começou a desconfiar de que estaria diante de um esquema de burla.
A jovem afirma que, além do prejuízo financeiro, enfrenta agora consequências emocionais profundas, marcadas por tristeza, frustração e sentimento de traição, sobretudo por se tratar de alguém em quem depositava confiança.
Em entrevista telefónica à nossa reportagem, o acusado confirmou ter recebido o dinheiro, mas alegou dificuldades financeiras para efectuar a devolução do valor. Ainda assim, garantiu que pretende reembolsar a vítima, sem avançar uma data concreta para o pagamento.
O caso reacende o alerta sobre os esquemas de falsas promessas de emprego, prática que continua a afectar vários jovens moçambicanos, sobretudo num contexto de desemprego e dificuldades de acesso ao mercado de trabalho.
Especialistas alertam que instituições públicas e privadas não cobram valores para recrutamento, recomendando maior cautela diante de propostas informais de emprego envolvendo pagamentos antecipados.
Enquanto aguarda pela recuperação do dinheiro, Gracinda tenta reconstruir a tranquilidade perdida e recuperar a esperança de voltar a procurar oportunidades de emprego de forma segura e legal.
Discover more from Jornal Txopela
Subscribe to get the latest posts sent to your email.



