Funcionários públicos dizem que salários já não chegam e procuram alternativas de sobrevivência
Reportagem: Gildo dos Santos
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No distrito de Namarroi, província da Zambézia, vários trabalhadores estão a recorrer à agricultura como principal forma de sobrevivência, face ao custo de vida elevado e aos atrasos salariais registados no sector público.
A situação tem gerado frustração entre funcionários do Estado, que afirmam que o salário mensal já não consegue cobrir as necessidades básicas, levando alguns a desenvolver níveis elevados de stress e problemas associados ao sistema nervoso.
Durante as celebrações do 1.º de Maio, Dia do Trabalhador, a equipa de reportagem encontrou a servidora pública Rita Covelavela, do sector da educação, que, em vez da habitual bata de sala de aula, transportava produtos agrícolas como amendoim e mandioca seca, ilustrando a realidade vivida por muitos funcionários.
Segundo a funcionária, a agricultura tornou-se uma alternativa essencial para garantir o sustento familiar, numa altura em que muitos dependem de actividades complementares ao salário.
Covelavela apelou ainda aos trabalhadores para não dependerem apenas do vencimento mensal, defendendo a necessidade de aproveitar as potencialidades agrícolas da região.
A mensagem foi também reforçada no âmbito das celebrações da OTM alusivas ao 1.º de Maio, onde se destacou a importância da diversificação de rendimentos.
Em Namarroi, as vastas áreas aráveis são apontadas como uma oportunidade para melhorar as condições de vida da população, com especialistas a defenderem que o investimento na agricultura pode ajudar a inverter o actual cenário económico das famílias.
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