Numa reviravolta diplomática de última hora, o Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a suspensão de um ataque iminente contra o Irão. A decisão surge após mediação paquistanesa e a aceitação de uma proposta de 10 pontos de Teerão, condicionada à reabertura do Estreito de Hormuz.
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O mundo respirou de alívio — pelo menos por 14 dias. Através de um comunicado invulgar publicado na sua página oficial, o Presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, confirmou ter ordenado o adiamento da «força destrutiva» que seria lançada contra a República Islâmica do Irão na noite de ontem. O recuo da Casa Branca não é, contudo, incondicional: exige a abertura «completa, imediata e segura» do Estreito de Hormuz, a artéria vital do comércio petrolífero mundial.
A travagem no tabuleiro de guerra parece ter sido lubrificada pela diplomacia de Islamabad. Trump revelou que a decisão foi tomada após conversas directas com o Primeiro-Ministro Shehbaz Sharif e o Marechal de Campo Asim Munir. Os líderes paquistaneses terão intercedido junto de Washington para evitar uma escalada que prometia consequências imprevisíveis para a região e para a economia global.
Paz em 10 pontos?
Segundo o Chefe de Estado norte-americano, os objectivos militares de curto prazo dos EUA foram «alcançados e ultrapassados», o que abre espaço para a via política. O optimismo de Trump fundamenta-se numa proposta de 10 pontos apresentada por Teerão, que Washington considera agora uma «base viável para negociar».
«Quase todos os vários pontos de disputa passada foram acordados entre os Estados Unidos e o Irão, mas um período de duas semanas permitirá que o Acordo seja finalizado e consumado», afirmou o Presidente, assumindo-se como representante não só dos interesses americanos, mas também dos países do Médio Oriente.
Cessar-fogo bilateral
O acordo prevê um cessar-fogo de «dupla face», o que implica que o Irão deverá igualmente cessar qualquer actividade hostil ou de bloqueio naval. Embora Trump fale numa resolução «perto da consumação», analistas internacionais olham para este prazo de 15 dias com cautela, dado o histórico de desconfiança mútua e a complexidade dos dossiers em jogo, que vão desde o programa nuclear à influência regional das milícias pró-Irão.
Para já, os canhões calam-se. Resta saber se o papel onde se escreverá a «Paz a longo prazo» terá mais força do que a pólvora que, por poucas horas, não incendiou o Golfo Pérsico.
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