A Hollard Moçambique e a Associação Kulungwana elevaram a fasquia da Colecção Crescente. Dos 15 finalistas, cinco criadores garantiram o passaporte para uma residência artística internacional, num ano marcado pelo reforço do apoio à formação local.
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A vibrante cena das artes visuais em Moçambique ganhou, na última semana, um novo fôlego com a abertura oficial da Exposição Colecção Crescente 2026. O evento, que decorre em Maputo, serviu de palco para a consagração de cinco jovens talentos através do Prémio Hollard Futuros Melhores, numa edição que assinala um crescimento quantitativo e qualitativo no apoio ao sector.
Numa selecção feita a partir de 15 finalistas, os artistas Delmindo Chambal, Orquídio Marrengula, Osvaldo Cuinica, Thandy Winasse e Ventura Mulalene foram os grandes vencedores deste ano. O prémio, que anteriormente contemplava apenas três criadores, foi expandido para cinco, permitindo que um maior número de artistas moçambicanos aceda a uma residência artística internacional.
Esta expansão é vista como um passo estratégico para a internacionalização da arte moçambicana. Segundo Jéssica Figueiredo, Directora Executiva de Marketing da Hollard Moçambique, a iniciativa não se esgota na viagem, prevendo-se a criação de um Workshop Anual para 20 artistas. O objectivo é criar um ciclo de mentoria onde os vencedores, ao regressarem do estrangeiro, partilhem experiências com novos talentos locais.
Uma montra de 120 obras
A curadoria, mais uma vez sob a responsabilidade de Mieke Oldenburg, reuniu cerca de 120 obras de arte. Mantendo a tradição que remonta a 2011, as peças foram apresentadas no formato característico de painéis de MDF de 18×18 centímetros, oferecendo uma visão democrática que coloca lado a lado artistas consagrados, estudantes e autodidactas.
“Esta iniciativa tem um papel fundamental na acessibilidade e valorização do talento artístico nacional”, afirmou Matilde Muocha, Secretária de Estado das Artes e Cultura, durante o discurso de abertura.
Sustentabilidade no horizonte
Para além do brilho da exposição, o projecto, que conta com a parceria do Ministério da Cultura e Turismo, foca-se na sustentabilidade da comunidade artística. Desde 2019, a Hollard tem apoiado anualmente uma média de 120 artistas, enquadrando estas acções numa política de “Valores Partilhados” que visa a criação de competências e melhores oportunidades de emprego no sector cultural.
A Colecção Crescente 2026 está agora aberta ao público, reafirmando-se como a maior montra da criatividade nacional e um barómetro essencial para entender as novas tendências da identidade visual moçambicana.
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