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Desinformação sobre cólera provoca vandalismo e intervenção policial em Mossuril

Data:

Casas de líderes comunitários foram destruídas após circulação de informações falsas

Reportagem: Redação

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Uma onda de desinformação sobre alegados casos de cólera levou à destruição de 13 casas de líderes comunitários e à intervenção da Polícia da República de Moçambique (PRM) no posto administrativo de Matibane, no distrito de Mossuril, província de Nampula, apesar de não haver registo da doença naquela localidade.

Segundo a polícia, pelo menos dois indivíduos foram detidos por envolvimento nos actos de vandalismo, enquanto prosseguem as diligências para identificar outros suspeitos.

De acordo com as autoridades, o tumulto foi desencadeado após a circulação de informações falsas que acusavam agentes do Governo de estarem por detrás de um alegado surto de cólera, situação que gerou pânico entre os residentes.

No entanto, dados do Ministério da Saúde de Moçambique indicam que não há registo de casos de cólera em Mossuril.

Ainda assim, a província de Nampula registou recentemente 34 novos casos da doença, com 42 pacientes internados e 21 já recuperados.

Desde setembro de 2025, a província acumulou 3.240 casos de cólera e 38 óbitos, dos quais 29 ocorreram na comunidade.

Segundo o boletim sanitário, adultos com mais de 15 anos representam 47% dos casos, seguidos por crianças entre cinco e 14 anos (28%) e menores de quatro anos (25%).

As autoridades de saúde apelam à população para reforçar medidas de higiene, consumo de água segura e cuidados com alimentos, além de procurar assistência médica imediata em caso de sintomas suspeitos.

Por sua vez, a Administração Regional de Águas do Norte (ARA-NORTE) informou que as seis albufeiras da região norte mantêm níveis próximos de 100% da capacidade, embora existam variações locais.

A população é aconselhada a evitar atravessar rios, circular em zonas de risco e acompanhar os avisos meteorológicos.

O caso registado em Mossuril evidencia como a desinformação pode provocar pânico social, destruição de bens e riscos à segurança das comunidades, reforçando a importância de recorrer a fontes oficiais para obter informação fiável.

Veja a reportagem no link abaixo:


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