No Moi International Sports Centre, Marrocos consolidou, com maestria e determinação, o seu domínio no futebol africano ao conquistar o Campeonato Africano das Nações (CHAN) 2025. Numa final marcada pelo drama e pela emoção, os Leões do Atlas venceram Madagáscar por 3-2, celebrando o terceiro título continental da sua história, após triunfos em 2018 e 2020.
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A partida iniciou-se sob o signo da surpresa: aos 9 minutos, Félicité Manouhantzua fez vibrar os espectadores com um remate de fora da área, colocando Madagáscar à frente no marcador. A alegria dos malgaxes, no entanto, foi interrompida aos 27 minutos, quando Youssef Mehri respondeu de cabeça a um cruzamento de Khalid Baba, igualando o placar e acendendo a centelha do renascimento marroquino. Aos 42 minutos, Oussama Lamlioui marcou o golo que selaria, momentaneamente, a supremacia do conjunto norte-africano, antes do intervalo.
Na etapa complementar, Madagáscar não se deixou intimidar. Toky Rakotondribe voltou a restabelecer a igualdade aos 68 minutos, dando mostras de que a selecção insular tinha vindo a Nairobi para escrever história. Mas a grandeza de Marrocos não se deixou abalar: Lamlioui, protagonista incontestável do torneio, assinou o golo decisivo a oito minutos do fim com um disparo de longa distância, levando a multidão ao êxtase e garantindo-lhe a coroação como melhor marcador, com seis golos.
O caminho até ao triunfo, porém, não foi linear. Após a derrota inesperada diante do Quénia na estreia, Marrocos demonstrou resiliência, eliminando a Tanzânia nos quartos-de-final e superando o Senegal nas meias-finais, numa dramática decisão por grandes penalidades, antes de triunfar sobre Madagáscar.
Para o analista desportivo cabo-verdiano Cardoso da Silva, “Marrocos é sinónimo de magia africana. O talento dos jogadores locais, moldado nas ruas e nos campos da terra, traduz-se em criatividade e inteligência em campo. Esta vitória não é surpresa, é a consequência de um trabalho estruturado e de uma cultura futebolística enraizada.”
Enquanto os Leões do Atlas reafirmam a sua posição de referência no continente, Madagáscar escreve uma página histórica ao chegar, pela primeira vez, a uma final do CHAN. A selecção insular sai do torneio não apenas com a glória de um desempenho memorável, mas também com a promessa de um futuro auspicioso no futebol africano.
No fim, Nairobi assistiu não apenas a uma final, mas a uma celebração do talento, da paixão e da persistência africana. O CHAN 2025 termina, e Marrocos ergue-se, mais uma vez, como potência incontestável, enquanto Madagáscar, apesar da derrota, deixa uma marca que jamais será esquecida.
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