No coração do bairro Bazar B, em Quelimane, o Serviço Nacional de Investigação Criminal SERNIC descobriu aquilo que muitos vizinhos já murmuravam em voz baixa: um jovem, transformado em horticultor clandestino, usava o quintal e até o próprio quarto para cultivar Cannabis Sativa (vulgarmente tratado por suruma).
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A história, confirmada pelo Porta-voz da Direcção Provincial daquele organismo, Maximino Amilcar revela uma estratégia de disfarce quase ingénua. Entre as couves e alfaces, cresciam pés de cannabis, camuflados nos mesmos canteiros onde se produziam hortícolas destinadas à mesa das famílias.
Segundo o relato do próprio detido, a experiência começou de forma quase caseira. Uma semente dentro do quarto, a curiosidade de ver brotar a planta e, depois, a descoberta de que a terra respondia com fertilidade generosa. A tentação foi maior que o risco: alargou a produção e criou, silenciosamente, uma clientela fiel — entre 15 e 20 consumidores regulares.
Quando o cerco fechou, as autoridades apreenderam 2,5 quilos do produto. O suficiente para confirmar que a pequena experiência doméstica tinha crescido para algo mais sério.
Os vizinhos, entre choque e resignação, confessaram à reportagem do Jornal Txopela que desconfiavam das idas e vindas na casa do jovem. Uns falam em espanto, outros em “certeza confirmada”.
No fim, o episódio expõe duas faces de uma mesma realidade: a criatividade usada para disfarçar um negócio ilícito e a fragilidade das periferias urbanas, onde a linha entre a sobrevivência e o crime se torna cada vez mais ténue
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