BEIRA, 5 de Agosto de 2025 – O produtor cultural e cineasta moçambicano Alex Dau estará na cidade da Beira no próximo dia 27 de Agosto para apresentar, no Centro Cultural Português, às 14 horas, o seu mais recente filme-documentário intitulado “Quelimane é Carnaval”.
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A obra mergulha na memória colectiva da capital zambeziana e resgata, com testemunhos vivos, o esplendor do Carnaval de Quelimane entre as décadas de 1960 e 1980. Entre danças, fantasias e música, o documentário dá voz a figuras que participaram activamente na folia e revela os momentos de suspensão do Carnaval no período pós-independência, bem como o seu renascimento nos anos mais recentes.
Entre os entrevistados está o edil de Quelimane, Manuel de Araújo, considerado uma das figuras centrais do ressurgimento do evento. Para ele, “o Carnaval é mais do que uma festa, é identidade, é memória, é Quelimane no seu estado mais autêntico e festivo”, declara no documentário, que apresenta a cidade como o “pequeno Brasil” de Moçambique, tal a sua entrega à folia e ao ritmo carnavalesco.
Após a exibição, Alex Dau conduzirá uma conversa aberta com o público sobre o processo de criação do documentário, partilhando bastidores e o seu olhar artístico sobre a produção audiovisual moçambicana. A sessão promete ser também um momento de reflexão sobre o papel da cultura na construção da memória e identidade urbana.
Mais do que cineasta, Alex Dau é um autor multifacetado. Escritor, produtor cultural, video maker e ativista socioambiental, tem publicado crónicas e textos de opinião na imprensa nacional e estrangeira. É autor de obras como “O galo que não cantou”, “Reclusos do tempo”, “Heróis de palmo e meio” e “Habitante do inóspito”. A sua passagem pelo Brasil deixou-lhe raízes profundas na sétima arte, o que se reflecte no estilo e no conteúdo das suas produções.
O documentário “Quelimane é Carnaval” insere-se no seu trabalho de valorização da identidade moçambicana e do património imaterial, captando o espírito de uma cidade que resiste, celebra e se afirma através da cultura popular.
A entrada para a exibição será gratuita e espera-se casa cheia no Centro Cultural Português na Beira, num evento que promete celebrar a memória, a arte e a irreverência zambeziana.
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