A saída da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) de Moçambique está a ter impactos económicos significativos. De acordo com a agência de notação financeira Fitch Ratings, o apoio da USAID representava cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, e a sua retirada agravou a já crítica escassez de divisas no país.
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A Fitch refere que o corte no financiamento externo, decidido após alegações de escutas ilegais contra a Embaixada dos Estados Unidos em Maputo, está a provocar um aperto no fluxo de dólares, com efeitos visíveis no setor bancário, nas importações e na estabilidade do metical.
“A decisão de Washington terá implicações profundas para Moçambique, sobretudo num momento em que o país enfrenta desequilíbrios macroeconómicos e elevadas necessidades de financiamento externo”, refere a nota da agência.
Além da pressão cambial, o corte da ajuda norte-americana pode comprometer a execução de programas sociais, incluindo nas áreas da saúde e educação, sectores fortemente dependentes do apoio externo.
A Fitch alerta ainda para possíveis repercussões políticas, sublinhando que a suspensão da USAID poderá criar tensões adicionais nas relações diplomáticas entre Moçambique e os Estados Unidos, além de dificultar os compromissos assumidos com instituições multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Moçambique continua a enfrentar sérios desafios económicos, e a saída de um dos seus principais parceiros de cooperação internacional deixa o país mais exposto à volatilidade externa e a uma maior pressão sobre as finanças públicas.
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