A Embaixada da França em Moçambique e a Gapi-SI (Sociedade de Investimentos) estão a preparar uma nova etapa de cooperação estratégica, com foco no desenvolvimento sustentável, inclusão social e reforço do sector privado. A parceria surge no seguimento de uma visita oficial realizada pelo embaixador francês, Yann Pradeau, e sua equipa técnica à sede da Gapi, com o objectivo de aprofundar o diálogo institucional e identificar áreas concretas de colaboração.
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Durante o encontro de trabalho com a comissão executiva da Gapi, liderada por Adolfo Muholove, as duas partes revisitaram a longa relação de cooperação entre a Gapi e a Agence Française de Développement (AFD), recordando projectos emblemáticos implementados desde os anos 1990, incluindo o financiamento de cantinas rurais e iniciativas ligadas à comercialização agrícola e protecção ambiental.
No centro das discussões estiveram temas críticos como a mobilização de financiamento para pequenas e médias empresas (PMEs), segurança alimentar, energias renováveis, inovação digital, bem como medidas para fortalecer a resiliência às alterações climáticas. A Gapi apresentou a sua estratégia institucional 2026–2029, que prevê o reforço das parcerias internacionais e do financiamento de impacto com enfoque no emprego jovem e feminino, inclusão produtiva e transição energética.
“A colaboração com a França foi fundamental para posicionar a Gapi como instrumento de financiamento de segmentos de risco e de estímulo à economia rural. O momento actual exige que ampliemos essa parceria com novas iniciativas”, sublinhou Adolfo Muholove, destacando que a nova estratégia da instituição está alinhada com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e o novo pacto global para o desenvolvimento.
A delegação francesa e os directores da Gapi identificaram prioridades comuns em áreas sensíveis como o combate ao desemprego juvenil, igualdade de género, segurança alimentar e promoção do investimento privado. Ficou acordada a criação de um grupo técnico bilateral que se encarregará da concepção de projectos conjuntos de financiamento e assistência técnica, com vista a traduzir a convergência estratégica em acções concretas no terreno.
Esta reaproximação ocorre num contexto em que Moçambique procura diversificar as fontes de financiamento para o desenvolvimento e reforçar a capacidade das instituições nacionais de responder de forma integrada aos desafios económicos, sociais e ambientais que o país enfrenta.
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