Os Estados Unidos da América e o Japão firmaram um acordo comercial considerado o mais significativo desde o início da política protecionista adotada por Washington em abril, durante a ofensiva tarifária liderada pelo ex-presidente Donald Trump. A medida marca um novo capítulo nas relações económicas bilaterais, embora detalhes de outros acordos negociados paralelamente permaneçam sob sigilo.
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Em uma publicação nas redes sociais, Trump classificou a negociação como um marco na história das relações entre os dois países. “É um momento empolgante para os Estados Unidos da América, especialmente porque continuamos sempre a ter um ótimo relacionamento com o Japão”, escreveu o ex-presidente, que ainda exerce forte influência nas diretrizes económicas americanas.
As negociações foram intensas e exigiram esforços diplomáticos significativos. Ryosei Akazawa, principal negociador comercial do Japão, visitou os Estados Unidos em oito ocasiões ao longo das rodadas de conversações. Os temas mais delicados incluíram os setores automotor e agrícola, especialmente a exportação de arroz japonês e as exigências do setor automobilístico norte-americano.
Segundo dados oficiais, o Japão é atualmente o quinto maior parceiro comercial dos EUA. Em 2024, o comércio bilateral entre os dois países movimentou cerca de 70 biliões de dólares para a economia japonesa.
O novo acordo prevê um investimento superior a 550 biliões de dólares por parte do Japão em território norte-americano. O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, celebrou o resultado das negociações, destacando a aprovação de tarifas de 15% como um avanço estratégico para ambos os lados. “Este acordo não apenas reforça nossa presença económica nos Estados Unidos, como também solidifica os laços de confiança entre nossas nações”, declarou Ishiba em coletiva de imprensa realizada em Tóquio.
Enquanto os termos completos do tratado ainda não foram divulgados, o consenso é que o acordo representa um movimento relevante na tentativa de reequilibrar as relações comerciais em um contexto internacional cada vez mais competitivo.
O impacto direto nas tarifas de importação e exportação, bem como nas cadeias de produção e logística, deve começar a ser sentido nos próximos trimestres. Analistas seguem atentos à implementação das cláusulas acordadas e às possíveis reações dos demais países que mantêm relações comerciais próximas com os dois gigantes económicos.
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