Mal vai a “coisa” ou mal vai quem não sabe, o que acontece com muita gente, infelizmente, porque iletrada quanto a história e com falência cultural, quando não contextualiza o tempo em que vive para situar o que se passou, faz vários séculos.
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Portugal, a dado tempo, nos séculos XV e XVI largou-se mares dentro, depois de, anos antes, por terra e por estreitos, ter enviado mensageiros para apurar rotas e perceber como é que era o mapa Mundo.
A partir daí, desenhou cartas terrestres e marítimas, as possíveis, que, aliás, acabaram por permitir que a nossa coragem, a nossa ousadia, a nossa fé e a nossa capacidade de marinheiros nos tivessem levado longe, aos quatro cantos do Mundo. Estaríamos todos equidistantes e não existiria globalização se não tivémos registado os Descobrimentos. As consequências, algumas muito mal descritas, será objecto de outro texto, um destes dias.
Fomos descobridores de rotas por Oceanos nunca dantes navegados, como o descreveu, com eloquência, alegorias e profundidade poética, o maior Homem de Letras português, Luís Vaz de Camões. Ele soube cantar, em versos e versos, formando estrofes, a Epopeia Lusíada. Os gregos fizeram, também, na sua obra poética a “Odisseia”, de Homero, constituindo a história desse herói, Odisseu (Ulisses, no mito romano).
O que fizemos foi procurar novos mercados para levar e trazer, na perspectiva de comércio.
Toda esta descrição para vos adicionar o que, nos dias de hoje, se pode encontrar, em paralelismo, com essa época e que a China estudou para, já faz uma vintena de anos, fazer com grande sabedoria.
A China, segundo especialistas, de que destaco aqui o pensamento do Almirante António Silva Ribeiro, ex-Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas de Portugal, professor universitário e homem de estratégia militar e não só, tem afirmado que esse País gigante seguiu a linha que esse meu País traçou por esse tempo das descobertas.
Esse oficial militar deixa claro que a China, na sua acção expansionista pelo Mundo, procura, como o fizémos, novos mercados para levar o que produz – o que tem feito – e comprar outros, também, para tirar deles proveito, a fim de, depois, aproveitar a tecnologia dos equipamentos que compra no exterior para os construir nas suas indústrias e se modernizar. Para além do mais e, quando necessário, como já o fez no Tibete, usa a força.
A história, como já dizia alguém com saberes, repete-se de alguma forma, passados alguns anos ou centenas deles, mas com outros protagonistas e com uma ou outra diferença, sendo que o conteúdo básico mora lá…
António Barreiros, jornalista
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