O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), Daniel Chapo, apelou hoje, em Maputo, à Polícia da República de Moçambique (PRM) para protagonizar “mudanças profundas” que estejam à altura dos seus 50 anos de existência, face aos novos desafios da segurança pública e do crime organizado.
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Falando durante a cerimónia central das bodas de ouro da PRM, o Chefe de Estado enalteceu o empenho dos agentes da corporação, mas sublinhou que a sua actuação deve ser cada vez mais humanizada e próxima das comunidades.
“É tempo de a Polícia da República de Moçambique ter a sua rica história devidamente documentada em livros, vídeos, músicas e peças teatrais”, declarou Chapo, lembrando a trajectória da instituição desde a criação do Corpo de Polícia, em 1974, até à actual PRM, formalizada em 1992 com a nova ordem constitucional democrática.
O Presidente destacou ainda o contributo dos efectivos da reserva e dos agentes actualmente destacados em zonas de conflito, nomeadamente os que combatem o terrorismo no norte do país, ao lado da Força Local e das tropas de países aliados.
Reformas e ética
Referindo-se ao aumento da criminalidade organizada, incluindo raptos, tráfico de drogas, seres humanos e órgãos, Chapo defendeu uma reconfiguração profunda das estratégias policiais. “É preciso fazer coisas diferentes para obter resultados diferentes”, sublinhou, defendendo o reforço das capacidades operacionais, técnicas e éticas da corporação.
Reconhecendo a dedicação da maioria dos agentes, o Presidente foi taxativo ao condenar comportamentos que mancham a imagem da instituição: “Sabemos que há elementos que agem de forma contrária aos princípios da corporação. Estes poucos fazem com que, algumas vezes, a nossa Polícia seja vista como o rosto mais visível da corrupção. Esta imagem deve mudar!” Chapo defendeu, por isso, uma formação contínua da PRM, centrada na ética, integridade e responsabilidade.
Liberdade e ordem pública
No seu discurso, o Presidente advertiu que o respeito pelos direitos fundamentais deve ser balizado pelo princípio da convivência social: “Onde termina o direito de um, começa o do outro. Não podemos confundir liberdade com libertinagem.”
Lema e compromisso
A cerimónia teve como lema “PRM, 50 Anos Aprimorando Estratégias de Ligação Polícia-Comunidade, Face aos Desafios da Manutenção da Ordem e Segurança Públicas”. O Presidente da República considerou-o pertinente e desafiador, frisando que a aproximação da polícia ao cidadão é a chave para a construção de um Moçambique seguro, coeso, em paz e próspero.
O Alto Comando da PRM, por sua vez, reafirmou o compromisso de combater ameaças como o terrorismo, a imigração ilegal e a sinistralidade rodoviária, reiterando que a segurança pública é pilar fundamental para o desenvolvimento nacional.
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