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Geraldo de Carvalho atira-se à liderança e diz que salvar o partido exige cortar a cabeça

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A crise interna na RENAMO deixou de ser apenas um ruído dos guerrilheiros. Desta vez, o epicentro da contestação é o próprio Chefe Nacional de Mobilização do partido, Geraldo de Carvalho, que, num gesto politicamente insólito, mas cada vez mais frequente na oposição moçambicana, veio a público sugerir a demissão imediata de Ossufo Momade, presidente da formação, como única saída para evitar o colapso da RENAMO.

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A actual direcção está politicamente esgotada, e perdeu a legitimidade interna e não consegue responder à desconfiança crescente das bases, sobretudo após os desastrosos resultados das eleições autárquicas de 2023 e o desgaste acumulado pela falta de diálogo com as alas internas que exigem reformas.

A reacção de Geraldo de Carvalho não pode ser lida como simples desabafo. Ele ocupa uma das pastas mais sensíveis do aparelho interno, a mobilização, ou seja, o elo entre as estruturas locais e a direcção nacional. Desde a morte de Afonso Dhlakama, a RENAMO perdeu quadros, perdeu eleições, perdeu rumo e agora perde o respeito dentro de casa.

A declaração de Carvalho junta-se a uma sequência de episódios que compõem a nova geografia do descontentamento, sedes vandalizadas, acusações de traição ideológica, manifestações internas silenciadas e suspeitas de uso selectivo de fundos partidários.

As divisões internas na RENAMO não são novas. Desde a morte de Afonso Dhlakama, o partido tem sido palco de lutas de sucessão, disputas regionais e acusações mútuas de traição. A liderança de Ossufo Momade foi inicialmente contestada por alas ligadas à guerrilha e mais tarde por sectores civis, incluindo juventudes partidárias e membros da bancada parlamentar.
As divisões internas na RENAMO não são novas. Desde a morte de Afonso Dhlakama, o partido tem sido palco de lutas de sucessão, disputas regionais e acusações mútuas de traição. A liderança de Ossufo Momade foi inicialmente contestada por alas ligadas à guerrilha e mais tarde por sectores civis, incluindo juventudes partidárias e membros da bancada parlamentar.

O próprio Elias Dhlakama – irmão do falecido líder – foi recentemente acusado pela direcção de estar por detrás de actos de sabotagem interna, juntamente com ex-deputados como Ivone Soares, Muchanga e Magumisse.


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