“Devia ser assim. Aquele que perde, devia pegar no telefone, ligar para aquele que venceu, desejar muitos parabéns e saber que daqui a cinco anos há outras eleições. E trabalharmos como irmãos moçambicanos e desenvolvermos o nosso país”, afirmou Daniel Chapo.
O chefe de Estado falava como presidente da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), na abertura do seminário de indução dos deputados do partido no poder, que decorreu ontem na Matola, e voltou a comparar o processo eleitoral a um jogo de futebol, aludindo aos ilícitos eleitorais apontados pela oposição nas eleições gerais de 09 de outubro, em que foi eleito o quinto Presidente da República.
“O árbitro tem cartões no bolso, cartão amarelo, cartão vermelho, porque sabe que durante os 90 minutos há de existir alguém que, por causa de querer a vitória, vai cometer faltas. Mas, mesmo que haja um cartão vermelho ou cartolinas (…) se há uma equipa que estava a ganhar 2 a 0 e, nesta equipa, há dois jogadores que tiveram cartões vermelhos, saíram por terem cometido irregularidades, estas irregularidades não anulam o resultado do jogo. A equipa continua a ganhar 2 a 0”, apontou.
E com isso, sublinhou, comparando ao processo eleitoral, que “nem todas as irregularidades anulam o resultado do jogo”.
“Quando nós dissemos que devemos ser agentes da estabilidade política, é percebermos que durante 90 minutos as pessoas lá dentro se batem, cometem faltas, porque querem vencer. Mas, quando termina o jogo, o que devia acontecer devia ser igual àquilo que acontece no jogo de futebol. Quando termina o jogo, uma equipa perdeu, a outra ganhou, os jogadores se abraçam e existem até campeonatos em que os jogadores até trocam camisolas”, disse.
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