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Activistas marcham em Maputo contra a onda de assassinatos e raptos

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Um grupo de jovens activistas sociais e defensores dos direitos humanos saiu à rua neste sábado (19) para exigir às instituições moçambicanas de justiça maior empenho no esclarecimento e combate aos crimes de assassinato, raptos e atentados que têm assolado o país.

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Sob o lema “Pela Verdade, Pela Vida e Pela Justiça”, os manifestantes marchavam em direcção à Procuradoria-Geral da República (PGR) quando foram interrompidos pela Polícia da República de Moçambique (PRM), alegadamente por falta de condições de segurança.

“Sentimos que deve haver um posicionamento claro das entidades competentes, como a PGR. Eles não só devem investigar, mas também prestar contas ao povo moçambicano”, afirmou Ivandro Sigaval, organizador da marcha, que foi forçada a parar ainda antes de alcançar o destino.

A concentração dos manifestantes começou junto à estátua de Eduardo Mondlane, e apesar da presença pacífica, o local já se encontrava fortemente cercado por agentes da PRM e da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) antes mesmo da chegada do grupo.

“O número de polícias era dez vezes maior que o de manifestantes. É como se estivéssemos numa prisão, numa ditadura. Não há liberdade de expressão para os jovens neste país”, lamentou o activista Clemente Carlos.

Os jovens activistas denunciam uma onda crescente de perseguições, raptos e assassinatos, que geram medo e sensação de impunidade, exigindo uma resposta institucional urgente para restaurar a confiança pública e garantir a segurança dos cidadãos.

Sigaval destacou que as manifestações devem ser vistas como espaços legítimos de diálogo entre o povo e as instituições do Estado, e não como ameaças à ordem pública.

“Estas marchas são ferramentas legítimas de diálogo. É através delas que o Presidente da República pode ouvir o povo. A Procuradoria precisa comunicar, agir e demonstrar que está ao lado dos cidadãos”, reforçou.

Apesar da interrupção, os activistas garantem que a sua luta pela justiça e pelos direitos humanos vai continuar, apelando à sociedade civil e às autoridades para que construam um espaço democrático mais aberto e seguro para todos os moçambicanos.


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