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Araújo galvaniza Quelimane contra esquadrões da morte: “Não nos vão curvar”

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Quelimane – Mesmo a milhares de quilómetros da sua cidade, o edil de Quelimane, Manuel de Araújo, não ficou indiferente à onda de indignação que varreu a capital zambeziana após o atentado a tiro contra o músico Joel Amaral, conhecido no circuito artístico como MC Trufafá.

 

Num comunicado inflamado, enviado a partir de Seul, onde participa da Cimeira Mundial dos Governos Locais sobre Mudanças Climáticas, Araújo agradeceu o que chamou de “resposta patriótica e cívica” dos munícipes que acorreram em massa à marcha de repúdio ao que classifica de “tentativa bárbara de assassinato”.

 

O autarca, figura sempre combativa, foi claro ao lançar um alerta: “Ontem foi o Joel! Amanhã serei eu! Depois de amanhã serás tu!” — numa clara referência ao clima de insegurança e perseguição política que, segundo vários relactos, se vem agravando desde a proclamação dos controversos resultados eleitorais de 2024.

 

A mobilização popular em Quelimane chegou além-fronteiras. “Mesmo cá em Seul, a vossa voz foi ouvida”, escreveu Araújo, revelando que a solidariedade chegou de vários quadrantes internacionais. “De vários cantos do mundo recebemos chamadas, mensagens de apoio e solidariedade”, lê-se na nota.

 

No seu habitual estilo de retórica combativa, Araújo apelou à união dos quelimanenses contra os que chama de “algozes assassinos”, garantindo que “eles não nos vão curvar” e prometendo que “nenhum tirano nos irá escravizar”.

 

A manifestação, que decorreu em clima de tensão, foi descrita por observadores locais como uma das mais expressivas acções de protesto popular organizadas nos últimos tempos na cidade, marcada por cartazes, palavras de ordem e apelos à justiça.

 

O atentado contra Joel Amaral, baleado por indivíduos não identificados no passado domingo, gerou uma onda de condenação por parte de partidos da oposição, organizações da sociedade civil e cidadãos anónimos, que interpretam o episódio como parte de um padrão crescente de repressão política.

 

Enquanto isso, em Quelimane, o sentimento dominante é de resistência. “Sinto orgulho de ser um de vocês”, rematou Araújo na nota — uma declaração de pertença que reforça o seu papel de liderança num município que se tornou bastião da dissidência no centro do país.


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